Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2011

O Credo Apostólico*

Imagem
ORIGEM
O Credo Apostólico, o mais conhecido dos credos, é atribuído pela tradição aos doze apóstolos.[1] Mas os estudiosos acreditam que ele se desenvolveu a partir de pequenas confissões batismais empregadas nas igrejas dos primeiros séculos. Embora os seus artigos sejam de origem bem antiga, acredita-se atualmente que o credo apostólico só alcançou sua forma definitiva por volta do sexto século,[2] quando são encontrados registros do seu emprego na liturgia oficial da igreja ocidental. De um modo ou de outro, parece evidente sua conexão com outros credos antigos menores; como os seguintes:
Creio em Deus Pai Todo-poderoso, e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor. E no Espírito Santo, na santa Igreja, na ressurreição da carne.
Creio em Deus Pai Todo-poderoso. E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Senhor, que nasceu do Espírito Santo e da virgem Maria; concebido sob o poder de Pôncio Pilatos e sepultado; ressuscitou ao terceiro dia; subiu ao céu e está sentado à mão direita …

Eric N. de Souza - Natal, um dia abençoado por Deus como outro qualquer

Imagem

Os três propósitos da lei (Dt 13.10)

Imagem
As Escrituras mostram que Deus pretende que sua lei funcione de três modos, que Calvino cristalizou, numa forma clássica para benefício da Igreja, como o tríplice uso da lei.
Sua primeira função é a de ser espelho que reflete para nós a perfeita justiça de Deus e a nossa própria pecaminosidade e deficiência. Como escreveu Agostinho, "a lei nos obriga a saber como pedir auxílio da graça, quando tentamos cumprir suas exigências e nos cansamos na nossa fraqueza sob ela". A lei foi dada para nos transmitir conhecimento do pecado (Rm 3.20; 4.15; 5.13; 7.7-11) e, mostrando-nos a nossa necessidade de perdão e o perigo da condenação, levar-nos a Cristo em arrependimento e fé (Gl 3.19-24).
Uma segunda função da lei - o uso civil - é a de refrear o mal. Ainda que a lei não possa mudar o coração, ela pode, até certo ponto, inibir as desordens com ameaça de julgamento, especialmente quando apoiada num código civil, que aplica punição a ofensas comprovadas (Dt 13.6-11; 19.16-21; Rm 13.3-4)…

A Declaração de Cambridge

As igrejas evangélicas de hoje estão cada vez mais dominadas pelo espírito deste século em vez de pelo Espírito de Cristo. Como evangélicos, nós nos convocamos a nos arrepender desse pecado e a recuperar a fé cristã histórica.
No decurso da História, as palavras mudam. Na época atual isso aconteceu com a palavra evangélico. No passado, ela serviu como elo de união entre cristãos de uma diversidade ampla de tradições eclesiásticas. O evangelicalismo histórico era confessional. Acolhia as verdades essenciais do Cristianismo conforme definidas pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja. Além disso, os evangélicos também compartilhavam uma herança comum nos "solas" da Reforma Protestante do século 16.
Hoje, a luz da Reforma já foi sensivelmente obscurecida. A conseqüência foi a palavra evangélico se tornar tão abrangente a pont…

Eric N. de Souza - Dizem amar Jesus

Imagem
Quando afirmamos que o mundo, ou seja, os não cristãos, odeiam o cristianismo, as leis de Deus e o próprio Cristo, as pessoas sentem-se assustadas com as afirmações e logo retrucam: você está errado! Não é assim. E como não dispõem de argumentações coerentes, não falam mais nada, somente negam a afirmação feita e dizem amar Jesus. Pensam que estão sendo coerentes, mas mostraremos que não.
Vamos pensar que realmente tais pessoas amam Jesus, mas como este amor é manifestado? Conhecem o Jesus que dizem que amam? Para eles Jesus realmente existiu ou fala-se tanto dele que o aceitam para satisfazer a opinião pública, digo sociedade? Notamos que vagamente estas pessoas mostram algo realmente coerente para que elas possam afirmar como dantes seu amor por alguém que pouco ou nada conhecem.

“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” (Os 4:6a)
Então, falamos da revelação de Deus na Escritura, e aí é que tudo complica, pois em seguida vém os questionamentos: “não é bem assi…

John MacArthur Jr - A verdade bíblica exclusiva com autoridade

Imagem
...Não obstante, parece que muitos dos líderes da comunidade evangélica, pessoas que são vistas e ouvidas, estão temerosos de afirmar a autoridade bíblica. Raramente o pregador evangélico fala claramente ao mundo com um autorizado "Assim diz o Senhor." Como é que nós chegamos ao ponto em que podemos aceitar como autoridade a opinião de um advogado, um médico, um arquiteto, mas não podemos tolerar a autoridade da Palavra de Deus?
Será que os evangélicos ainda acreditam sem reservas que a verdade bíblica tem autoridade divina? Evidentemente não. Tem se tomado moda falar sobre o choque entre verdade e erro como um "diálogo." Toda vez que um conflito se levanta entre o Cristianismo e outro ponto de vista, alguns líderes evangélicos convocam um diálogo com os defensores do outro ponto de vista. Na última década líderes evangélicos bem conhecidos têm patrocinado diálogos formais com uma variedade ampla de figuras religiosas não-cristãs, líderes de seitas, defensores de vá…

João Calvino - Por nossa força, pelo poder de Deus ou por ambos? Parte 2/ 2

Imagem
Os mais astutos e mal-intencionados usam capciosamente os testemunhos da Palavra, alegando que nada disso impede que, como dizem eles, conjuguemos as nossas forças com a graça de Deus, e que, assim, ele nos ajuda em nossa fraqueza. Eles citam algumas passagens dos profetas onde parece que Deus repartiu o poder da nossa conversão entre ele e nós, como por exemplo esta: “Converte-me, e eu me converterei a ti”. Já demonstramos acima qual é o auxílio que temos de Deus, e não é necessário repeti-lo neste ponto, visto que a questão aqui não é mostrar que é em vão que os homens tentam pôr no homem a capacidade para cumprir a lei porque Deus nos manda obedecer a ela. Sim, pois nos é revelado que a graça de Deus é necessária para cumprirmos o que ele ordena, e que para esse fim sua graça nos é prometida.¹
Quanto à declaração recém-citada: “Converte-me, e eu me converterei a ti”, de nada serve para confirmar o erro dos nossos opositores. Porque não se deve entender pela conversão a graça com a q…

João Calvino - Por nossa força, pelo poder de Deus ou por ambos? Parte 1/ 2

Imagem
...Muitas vezes, tanto na lei como nos profetas, o Senhor nos conclama a converter-nos a ele. Mas o profeta responde de outro ângulo: “Converte-me, e serei convertido, porque tu és o Senhor, meu Deus. Na verdade, depois que me converti, arrependi-me”,3 etc. também nos manda “circuncidar o nosso coração”, mas, por meio de Moisés, ele declara que essa circuncisão é feita por sua mão.4 Numerosas vezes ele exige dos homens um “novo coração”;5 mas testifica que é somente ele que o renova.6 Que dirão aqueles que recorrem aos preceitos de Deus para exaltar o poder do homem e extinguir a graça de Deus, sendo que vemos unicamente pela graça de Deus os preceitos cumpridos?
O segundo modo de ação dos preceitos que mencionamos é simples: levar-nos a honrar a Deus, a servir e apegar-nos à sua vontade, a observar os seus mandamentos e a seguir a sua doutrina. Mas há um sem-número de testemunhos segundo os quais tudo o que podemos ter da justiça, da santidade, da piedade e da pureza é dom gratuito e …

R.C. Sproul - Depravação total

Imagem