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Mostrando postagens de Março, 2012

Arthur W. Pink - Pelo beneplácito da Sua vontade

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Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar. Resolver fazê-lo foi um ato puramente soberano de Sua parte, não produzido por nada alheio a Si próprio; não determinado por nada, senão o Seu próprio beneplácito, já que Ele "faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" (Efésios 1:11). O fato de criar foi simplesmente para a manifestação da Sua glória. Será que algum dos nossos leitores imagina que fomos além do que nos autorizam as Escrituras? Então, o nosso apelo será para a Lei e o Testemunho: "... levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade; ora bendigam o nome da tua glória, que está levantado sobre toda a bênção e louvor" (Neemias 9:5). Deus não ganha nada, nem sequer com a nossa adoração. Ele não precisava dessa glória externa de Sua graça, procedente de Seus redimidos, porquanto é suficientemente glorioso em Si mesmo sem ela. Que foi que O moveu a predes­tinar Seus eleitos para o louvor da gló…

Johannes Geerhardus Vos - Deus injusto?

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13. Como deveríamos responder à objeção: "não seria injusto da parte de Deus eleger alguém para a vida eterna e ao mesmo tempo preterir um outro?"?
Essa objeção baseia-se na suposição de que Deus está obrigado a tratar a todos os homens com igual favor, a fazer a todos tudo aquilo que fizer a um único. A resposta bíblica a essa objeção encontra-se em Romanos 9.20-21. Tal contestação envolve, na verdade, a negação da soberania de Deus, pois assume que Deus deve satisfação das Suas decisões à raça humana, ou ainda que existe alguma lei ou poder superiores aos quais Deus deve satisfação e pelos quais deve ser julgado. A verdade é que (a) Deus é soberano e não deve satisfação de Seus atos a ninguém, exceto a Ele mesmo; (b) Deus não tem a obrigação de eleger ninguém para a vida eterna, ser-Lhe-ia  perfeitamente justo deixar toda a humanidade perecer em seus pecados; (c) embora Deus eleja a alguém para a vida eterna, Ele não tem nenhuma obrigação de eleger a todos, pois a eleição d…

Arthur W. Pink - Nada se esconde de Deus!

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Quão solene é este fato: nada se pode esconder de Deus! :... quanto às cousas que vos sobem ao espírito, eu as conheço" (Ezequiel 11:5). Embora sendo Ele invisível para nós, não o so­mos para Ele. Nem as trevas da noite, nem as mais espessas cor­tinas, nem o calabouço mais profundo podem ocultar o pecador dos olhos do Onisciente. As árvores do jardim não puderam ocul­tar os nossos primeiros pais. Nenhum olho humano viu Caim assassinar seu irmão, mas o seu Criador testemunhou o crime. Sara pôde rir zombeteira, oculta em sua tenda, mas foi ouvida por Jeová. Acã roubou uma cunha de ouro e a escondeu cuidado­samente no solo, mas Deus a trouxe à luz. Davi escondeu a sua iniqüidade a duras penas, mas pouco depois o Deus que tudo vê enviou-lhe um dos Seus servos para dizer-lhe: "Tu és o homem!" E tanto ao escritor como ao leitor se diz: "... sabei que o vosso pecado vos há de achar" (Números 32:23).
Os homens despojariam a Deidade da Sua onisciência, se pu­dessem — pr…

Clóvis Gonçalves - A controvérsia sobre a graça

A controvérsia tem início com Pedro Pelágio, nascido na Irlanda em 354, que afirmava que somos capazes de obedecer. Sua posição foi uma reação a uma oração de Agostinho, que dizia "concedes o que ordenaste". Para ele, se Deus dá o que exige de nós, qual o mérito da obediência? Para Pelágio, a natureza humana é inalteravelmente boa e todos os homens são criados como Adão antes da queda, portanto nós somos capazes de evitar o mal e pode haver homens sem pecado. Como não herdamos a natureza pecaminosa, a graça pode até ajudar a fazer o bem, porém não é necessária para alcançar a bondade. Enfim, a graça não acrescenta nada à natureza humana, pelo contrário, é obtida por mérito.
Aurélio Agostinho, também nascido em 354 no Norte da África, opôs-se ferozmente às idéias de Pelágio, afirmando que somos incapazes de obedecer. Enquanto o monge irlandês negava as conseqüências da queda, Agostinho as enfatizava. Para ele, o homem fez mau uso de seu livre-arbítrio e destruiu a si…

Lee Strobel - O teste do acobertamento

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