segunda-feira, 30 de julho de 2012

Confissão Belga - Sacramentos



Cremos que o bom Deus, sabedor de nossa imperfeição e fraqueza, ordenou os sacramentos para selar suas promessas, prometer sua boa vontade e graça para conosco, e também alimentar e sustentar a nossa fé. Acrescentou-os à Palavra do evangelho para mais bem representar aos nossos sentidos externos o que ele nos capacita a entender por sua Palavra, bem como o que ele faz intencionalmente em nosso coração, confirmando-nos a salvação que nos dá. Pois são sinais visíveis e selos de algo interno e invisível, pelos quais Deus opera em nós pelo poder do Espírito Santo. Não são sinais vazios, para nos enganar, pois sua verdade é Jesus Cristo, sem quem eles nada seriam.

sábado, 21 de julho de 2012

Brian Edwards - O que são as "maiores obras" de Jo 14.12



Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e ás fará maiores do que estas; porque eu vou para meu Pai” – Jo 14.12

Pastor - ... ao invés de acalmar a tempestade, Paulo naufragou, pelo menos, quatro vezes. Ao invés de alimentar grandes multidões, ele nos informa, em 2 Coríntios 11.27, que em muitas ocasiões sentiu fome. Em vez de curar todos, ele quase perdeu a esperança em relação a Trófimo e, em 2 Timóteo 4.20, admitiu que o deixou “doente em Mileto”. E onde Paulo ressuscitou alguém que estava morto havia quatro dias?

Jane – Então, o que significam as palavras de João 14.12?
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Anderson – Mas, o que é maior do que milagres?

Pastor – Certamente, pode ser apenas uma coisa: a propagação das boas-novas do reino e a introdução de pessoas nesse reino.
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Pastor – Quando você pensa sobre este fato, pode perceber quão óbvio ele é, não pode? Ninguém, nem mesmo qualquer dos apóstolos, foi mencionado como alguém que realizou milagres maiores do que os de Cristo. Se houvesse realizado, isso comprovaria que tal pessoa tinha um relacionamento mais íntimo com o Pai do que o teve o próprio Cristo. No entanto, falar aos outros sobre a pessoa de Cristo é maior do que fazer milagres; é maior em importância e valor. Afinal de contas, nosso Senhor considerava sua pregação como a parte mais significativa de seu ministério antes da crucificação.

Fonte: “Existe o milagre de curas hoje?” da Editora Fiel

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Wayne Grudem - Cl 1.15 e a trindade


“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” Cl 1.15

Será que “primogênito” aqui não implica que o Filho foi em algum momento criado pelo Pai? E se isso vale para o Filho, também deve necessariamente valer para o Espírito Santo.

Mas esses textos não exigem que acreditemos numa posição ariana. Colossenses 1.15, que chama a Cristo de “primogênito de toda a criação”, deve ser compreendido assim: Cristo tem os direitos ou privilégios do “primogênito”, ou seja, segundo os usos e costumes bíblicos, o direito de liderança ou autoridade na família durante sua geração. (Repare Hb 12.16, onde se diz que Esaú vendeu a sua “condição de primogênito” ou o “direito de primogenitura” – a palavra grega prototokia é cognata do termo prototokos, “primogênito” em Cl 1.15.) Assim Colossenses 1.15 significa que Cristo tem os privilégios da autoridade e do governo, privilégios pertencentes ao “primogênito”, mas concernentes a toda a criação. A NVI dá uma tradução elucidativa: “o primogênito sobre toda a criação”.

Fonte: “Teologia Sistemática” da Editora Vida Nova

sábado, 14 de julho de 2012

Vincent Cheung - Os 4.6 fala de conhecimento intelectual ou místico?



Quando a Bíblia usa a palavra “conhecimento”, ou quando se refere ao conceito de conhecer a Deus, ela quer dizer o conhecimento intelectual ou mental. Por exemplo, Oséias 4.6 diz: “Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos”. Deus diz que o povo em questão tinha “rejeitado o conhecimento”. A que tipo de conhecimento ele está se referindo, e sobre qual tipo de conhecimento ele se preocupa, sem o qual ele rejeitará o seu povo? O versículo continua para dizer que o povo tinha rejeitado o conhecimento pelo fato de terem ignorado a lei do seu Deus”. Deus não está condenando o povo por não ter um conhecimento íntimo, experimental ou mesmo místico dele, mas que eles têm ignorado a lei de Deus, que estava escrita num livro, cheio de conteúdo intelectual, não experiências místicas. Aqueles que dizem que conhecer Deus não tem relação com informação sobre Deus estão perigosamente enganados. Conhecer a Deus é ganhar informação sobre Ele.

Fonte: “Sobre o bem e o mal” da Editora Monergismo

terça-feira, 10 de julho de 2012

A. A. Hodge - A autoridade das Escrituras vém de Deus



Esta proposição se destina a negar a heresia romanista de que a Igreja inspirada é a fonte última de todo o conhecimento divino, e que a Escritura escrita e a tradição eclesiástica igualmente dependem do selo autoritativo da igreja para sua credibilidade. E assim as Escrituras se convertem em produto do Espírito através da igreja; enquanto que, na verdade, a Igreja é que é produto do Espírito através da instrumentalidade da Palavra. É verdade que o testemunho da Igreja primitiva quanto à autoria apostólica dos diversos livros é de fundamental importância, assim como um súdito pode testificar quanto à identidade de um herdeiro da coroa; mas a autoridade das Escrituras não procede da Igreja mais do que a autoridade de um rei mediante o testemunho de um súdito que prova o fato de que ele é o herdeiro legítimo.

Fonte: “Confissão de Fé de Westminster comentada por A. A. Hodge” da Editora Os Puritanos.

sábado, 7 de julho de 2012

Rousas J. Rushdoony - A lei freia o homem, não o salva



Isto leva a uma diferença crucial entre a lei bíblica e a lei humanista. As leis baseadas na Bíblia não tratam de salvar o homem e iniciar um mundo novo ousado, uma grande sociedade, a paz mundial, um mundo livre de pobreza, ou qualquer outro ideal. A finalidade da lei bíblica, e de todas as leis fundamentadas na fé bíblica, é punir e frear o mal, proteger a vida e a propriedade e que haja justiça para todos. A finalidade do estado e da lei não é mudar o homem. Issa é uma questão espiritual e pertence à religião. O homem só pode mudar pela graça de Deus através do ministério da Bíblia. O homem não pode ser mudado pelas leis do governo, não pode ser decretado que seu caráter mude. A perversa vontade do coração de um homem pode ser restringida com leis, porque ele teme as consequências da desobediência. Todos diminuem a velocidade quando veem uma estrada de patrulha, e sempre temos em mente os limites velocidade. O fato da existência da lei e a aplicação rigorosa da mesma freia as inclinações pecaminosas. Mas se você pode frear um homem com uma lei e uma ordem estrita, você não pode mudá-lo com uma lei, não pode salvá-lo com uma lei. O homem só pode ser salvo pela graça de Deus através de Jesus Cristo.

Fonte: “Ley y libertad”
Traduzido por Eric N. de Souza

domingo, 1 de julho de 2012

Augustus Nicodemus - Equilíbrio entre "orare et labutare"



O método gramático histórico mantém em equilíbrio a tensão entre oração e labuta no estudo da Bíblia, adotando o binômio orare et labutare, lema hermenêutico de Calvino. Orare, porque a Bíblia é divina, porque somos pecadores, porque Deus é muito diferente de nós. Pela oração buscamos a iluminação do Espírito. Labutare, porque a Bíblia, como literatura produzida por seres humanos num determinado contexto, numa outra cultura e numa outra época, é humana, e está distante de nós, o que gera a necessidade de estudo. Quando adotada pelo neopentecostalismo, a interpretação alegórica faz descuidar do labutare – tudo do que o intérprete precisa é ser homem de oração, jejuar e aguardar iluminação do Espírito –, tendendo a conclusões absurdas, cabalísticas e místicas. Já o método histórico-crítico tende a esquecer o orare – tudo do que o intérprete precisa é ser um especialista nas diversas críticas literárias –, culminando em um intelectualismo árido e seco.

Fonte: “O que estão fazendo com a igreja” da editora Mundo Cristão

Joel R. Beeke - O que fazer? Que rumo tomar? Desenvolva uma fórmula bíblica.



Quando não souber o que fazer (que rumo tomar), pergunte-se:

Isto glorifica a Deus? (1 Co 10:31)
É consistente com o senhorio de Cristo? (1 Co 7:23)
É consistente com os exemplos bíblicos? (1 Co 11:1)
É correto e benéfico para mim (espiritual, mental e fisicamente)? (1 Co 6:9-12)
Ajuda de maneira positiva ou fere desnecessariamente os outros? (1 Co 10:33; 8:13)

Versículos do texto (como auxílio para leitura)
(1 Co 10:31) - Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.
(1 Co 7:23) - Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens.
(1 Co 11:1) - SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo.
(1 Co 6:9-12) - Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões; nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.  E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados; mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do SENHOR Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus. Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.
(1 Co 10:33) - Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar.
(1 Co 8:13) - Pelo que, se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão se não escandalize

Fonte: “La santidad – el llamamiento de Dios a La santificación”