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Mostrando postagens de Agosto, 2012

Abraham Kuyper - Religião e intelecto

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Os homens sábios de nossa geração sustentam que a religião deve retirar-se do recinto do intelecto humano. Deve procurar expressar-se por meio de sensações místicas, ou então, por meio de vontade prática. No campo da religião as inclinações místicas e éticas são saudadas com entusiasmo, mas neste mesmo campo o intelecto, como conduzindo a alucinações metafísicas, deve ser amordaçado. A Metafísica e a Dogmática são cada vez mais declaradas tabus, e o Agostinianismo é aclamado sempre mais espalhafatosamente como a solução do grande enigma. Sobre os rios do sentimento e da emoção, a navegação é feita livremente, e a atividade ética está se tornando a única pedra de toque para testar o ouro religioso; mas a metafísica é evitada como afogando-nos em um pântano. Tudo quanto se anuncia com a pretensão de um dogma axiomático é rejeitado como contrabando irreligioso. E embora este mesmo Cristo, que muitos eruditos honram como um gênio religioso, tenha nos ensinado enfaticamente: “Tu amarás a D…

Filipe Machado - O cristão e a pirataria

*A presente carta é de gênero fictício, embora contenha situações da vida real.
Amado Cornélio, sinto-me compelido a lhe escrever - ainda que brevemente - sobre uma questão que está muito na "moda" nos dias de hoje, isto é, o contribuir-se para a pirataria (ou como dizem, "ser contra o sistema" - já escrevi sobre isso, aqui).
Lembro-me de quando você conversou comigo e falou que não conseguia entender o porquê ser errado comprar cd's piratas, baixar músicas, filmes, jogos, pois segundo seu entendimento, não precisamos seguir "as regras" do jogo quando elas são injustas. O problema, meu estimado irmão, é que mesmo fazendo sentido sua argumentação, tanto na questão de que o governo nos aflige com altas doses de impostos, como sobre a licitude de tomar para si aquilo que não conseguimos de outra maneira, a Bíblia não dá apoio para sua prática, aliás, a condena.
As Escrituras nos ensinam a dar bom testemunho dos frutos do Espírito Santo em nossa vida - "…

William O. Einwechter - Igreja e Estado

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A teonomia também defende a separação da igreja e o Estado. A igreja e o Estado são instituições distintas, cada uma tendo o seu próprio ministério claramente definido por Deus. O Estado é um ministro de justiça civil para assegurar os direitos dos seus cidadãos e para punir os malfeitores (Dt 19.13; 25.1-2; Rm 13.1-4; 1Pe 2.14). A igreja é um ministro da graça através da pregação da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos (Mt 28.19-21; 26.26-28; 1Tm 3.15; 4.13). O Estado não deve controlar (governar) a igreja, nem deve a igreja controlar (governar) o Estado. Contudo, ambos, igreja e Estado, devem agir sob a autoridade e lei de Cristo; ambos, igreja e Estado, devem servir ao reino de Deus cumprindo suas respectivas comissões; ambos devem assistir um ao outro e influenciar um ao outro para o bem.
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A teonomia condena fortemente a visão secular atual da separação da igreja e do Estado, que na verdade promove a separação do Estado e de Deus e a autoridade de sua lei. Essa…

Carl F. Ellis Jr. - O mistério do sofrimento

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De muitas maneiras o sofrimento é um mistério. Sinto-me confortado com o que Francis Schaeffer me disse muitas vezes: “Agora vemos apenas o lado devedor da fatura. Ainda não vemos o lado do crédito. Quando virmos toda a fatura, então diremos: ‘Por que não vi as coisas desta maneira antes?’”. Essa é a razão por que a Bíblia nos ensina a enxergar agora pela fé. Embora o sofrimento seja um mistério para nós, ele não é um mistério para Deus. Os mistérios podem ser dolorosos, mas não deveriam nos deixar perplexos. Para Deus não há mistério. Ele está satisfeito porque vê a fatura toda. Também ficaremos satisfeitos quando virmos todas as coisas com base na perspectiva de Deus. Até lá, devemos aprender a nos contentar com a satisfação de Deus. Se fizermos isso, teremos paz.
Fonte: “O sofrimento e a soberania de Deus” de John Piper e Justin Taylor

Zacarias Ursinus - Lei e Evangelho

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A doutrina da igreja consiste de duas partes: a Lei e o Evangelho, nas quais temos compreendido a soma e substância das sagradas Escrituras... Portanto, a lei e o evangelho são as principais e gerais divisões das Escrituras sagradas, e compreendem toda a doutrina nelas contida... pois a lei é o nosso tutor, que nos conduz a Cristo, constrangendo-nos a correr para ele, e monstrando-nos o que é justiça, o que ele fez e agora oferece a nós. O evangelho, porém, declaradamente trata da pessoa, do ofício e dos benefícios de Cristo. Temos, portanto, na lei e no evangelho, toda a Escritura compreendendo a doutrina revelada do céu para a nossa salvação... A lei prescreve e ordena o que deve ser feito, e proíbe o que deve ser evitado, enquanto o evangelho anuncia a livre remissão dos pecados, por meio de Cristo e por amor de Cristo... A lei é conhecida a partir da natureza; o evangelho é revelado divinamente... A lei promete vida sob condição de perfeita obediência; o evangelho, sob condição de…

John Piper - O prazer na oração

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Uma das evidências de que a busca da nossa alegria e a busca da glória de Deus devem ser a mesma coisa é o ensino de Jesus sobre oração no Evangelho de João. As duas declarações-chave estão em João 14.13 e 16.24. Uma mostra que a oração é a busca da glória de Deus. A outra mostra que a oração é a busca da nossa alegria.
Em João 14.13, Jesus diz: “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho”. E em João 16.24 ele diz: “Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa”. A união desses dois objetivos – a glória de Deus e a alegria dos seus filhos – é claramente preservada no ato da oração. Por isso, o cristão que busca o prazer será, acima de tudo, uma pessoa consagrada à oração séria. Assim como o cervo sedento se ajoelha para beber no riacho, a postura característica do cristão que busca prazer é de joelhos.
Olhemos mais de perto a oração como busca da glória de Deus e como busca da nossa ale…

Moisés C. Bezerril - A Excelência dos atos de Cristo

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Ele não veio ao mundo para ser um milagreiro, mas sim, o Salvador. É isso que precisa ser enfatizado agora, mais do que nunca. Nos dias de hoje em que até mesmo as igrejas históricas estão mudando o foco do evangelho para o curandeirismo, essa palavra é muito mais do que atual. Não há sequer um único versículo na Bíblia que ensine um suposto ministério de curas. O arrependimento para a remissão dos pecados foi o tema do ministério que Jesus deu aos seus apóstolos. Se alguém quiser imitar os apóstolos de Cristo, deveria pregar o evangelho, e não inventar ministério de cura divina. Todas as curas do Novo Testamento estavam voltadas para testificar a verdade messiânica e a escrituração da Palavra de Deus no período apostólico. Hoje em dia ouve-se falar em curas, mas ninguém diz ter visto alguém curar na frente das pessoas como fizeram Jesus e os apóstolos. Isso é assim porque ninguém tem hoje esse poder de Cristo. Essa é uma glória que pertence somente aos Messias e seus apóstolos; a ning…