domingo, 30 de setembro de 2012

Paul Washer - Decisionismo



Decisionismo, a idolatria do decisionismo. Os homens pensam que estão indo para o céu porque julgam a sinceridade de sua própria decisão. Quando Paulo escreveu à igreja em Corinto, ele não lhes disse: “Vejam, vocês não estão vivendo como cristãos. Então, vamos retornar ao momento de sua vida em que fizeram aquela oração e vejamos se foram sinceros”. Não, ele disse isto: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Co 13.5).

Quero que vocês saibam, meus amigos, que a salvação é somente pela fé. É uma obra de Deus. É graça sobre graça. Mas a evidência da conversão não é apenas o exame de nossa sinceridade no momento da conversão. É o fruto permanente em nossa vida.

Fonte: “10 acusações contra a Igreja Moderna” da Editora Fiel

domingo, 23 de setembro de 2012

Norman Geisler - Jesus foi reconhecido após ressuscitar?


Se Jesus tinha o mesmo corpo físico depois da sua ressurreição, por que os seus discípulos não o reconheceram?

PROBLEMA: Aqueles dois discípulos andaram com Jesus, falaram com ele, comeram com ele e, entretanto, não o reconheceram. Outros discípulos tiveram a mesma experiência (veja os versículos abaixo). Se Jesus ressuscitou com o mesmo corpo físico (cf. Lc 24:39; Jo 20:27), então por ele não foi reconhecido?

SOLUÇÃO: Jesus ressuscitou precisamente com o mesmo corpo de carne e ossos que ele tinha quando morreu. Foram várias as razões por que ele não foi imediatamente reconhecido por seus discípulos:
1.     Estupidez – Lucas 24:25-26
2.     Incredulidade – João 20:24-25
3.     Desapontamento – João 20:11-15
4.     Temor – Lucas 24:36-37
5.     Escuridão – João 20:1, 14-15
6.     Distância – João 21:4
7.     Roupas diferentes – João 19;23-24; cf. 20:6-8
Note, entretanto, duas coisas importantes: o problema foi apenas temporário, e antes que Jesus desaparecesse a cada vez eles estavam absolutamente convencidos de que era o mesmo Jesus, com o mesmo corpo físico em carne, ossos e cicatrizes que possuía antes da ressurreição! E eles saíram de sua presença para pôr o mundo de cabeça para baixo, destemidos diante da morte, porque não tinham a mínima dúvida de que Jesus vencera a morte com o meso corpo físico com o qual havia passado por ela.

Fonte: “Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia” da Editora Mundo Cristão

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

R. C. Sproul - Valorização da dona de casa e mãe




...A mulher cuja vocação é ser dona de casa e mãe, e essa é a sua carreira, ao invés de trabalhar na esfera dos negócios está sentindo uma espécie de pressão inversa daquela que as mulheres sentiram há alguns anos atrás, quando elas entraram no mundo profissional e foram discriminadas por, de alguma forma, abandonarem seu posto no lar. Hoje as mulheres sentem uma culpa imposta por não terem uma carreira; de certa forma ser uma dona de casa é considerado uma vocação menos do que digna.

Sem dúvida, Deus afirma claramente a dignidade desse papel da mulher. Os filhos crescerão e a chamarão abençoada. Mas quando a Palavra de Deus afirma a dignidade e o valor de alguma coisa, isso não é suficiente para mantermos nossa segurança a seu respeito. Deveria ser suficiente – se Deus disse, isso resolve a questão. Mas não resolve para nós. Somos fracos, frágeis em nossos sentimentos e podemos nos tornar inseguros pela pressão da cultura que menospreza esse papel em particular.

Eu diria que o único indivíduo mais importante para manter a dignidade da mulher no lar é o marido no lar. Se o marido humilha, ignora, rebaixa ou trata o trabalho de sua esposa como insignificante, ele se torna o principal destruidor da dignidade dessa mulher. Portanto, a primeira coisa a fazer para restaurar a dignidade da mulher no lar, é fazer com que o marido e os filhos criem um ambiente de apreciação e verbalizem essa apreciação.

Fonte: “Boa pergunta!” da Editora Cultura Cristã

sábado, 15 de setembro de 2012

Anthony Hoekema - Parousia na geração de Jesus?



Os três textos dos quais se diz que ensinam o retorno de Cristo no espaço da geração daqueles que então viviam (as “passagens de iminência”) são as seguintes: Marcos 9.1 (e o paralelo de Mateus 16.28; Lucas 9.27), Marcos 13.30 (e o paralelo de Mateus 24.34; Lucas 21.32) e Mateus 10.23. Estes são textos difíceis, pelo que deveremos observá-los cuidadosamente. Mas antes de o fazermos, deveríamos observar que, no meio do seu assim chamado discurso apocalíptico, Jesus disse claramente: “Mas a respeito daquele dia ou da hora [o tempo da Parousia] ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o filho, senão somente o Pai” (Marcos 13.32); cp. Mateus 24.36). Se estas palavras podem significar alguma coisa, elas significam que o próprio Cristo não sabia o dia ou a hora de sua volta. Podemos ter dúvidas acerca de como esta declaração pode ser conciliada com a deidade de Cristo ou a onisciência do Filho, mas não pode haver dúvidas sobre o que Cristo está dizendo aqui.

Se, pois, o próprio Cristo, conforme Ele próprio admitiu, não sabia a hora de seu retorno, nenhuma outra declaração sua pode ser interpretada como indicativa do tempo exato desse retorno. Isto inclui as passagens difíceis que acabamos de mencionar. A insistência em que essas passagens exijam uma Parousia no espaço da geração daqueles que eram contemporâneos de Jesus, está claramente em desacordo com a negativa do próprio Jesus acerca de conhecer o tempo de sua volta.

Fonte: “A Bíblia e o futuro” da Editora Cultura Cristã

domingo, 9 de setembro de 2012

John MacArthur - Pragmatismo na igreja



Tozer percebeu que o pragmatismo havia se introduzido furtivamente na igreja de seus dias. Ele escreveu: “Digo sem hesitação que uma parte, uma grande parte, das atividades existentes hoje nos círculos evangélicos não são apenas influenciados pelo pragmatismo, mas parecem totalmente dominados por ele”.¹ Tozer descreveu o perigo que até mesmo o pragmatismo “consagrado” representava para a igreja:

A filosofia pragmática... não faz perguntas embaraçosas a respeito da sabedoria daquilo que estamos realizando ou a respeito de sua moralidade. Aceita como corretos e bons nossos alvos escolhidos, buscando meios e maneiras eficientes para alcançá-los. E, quando descobre algo que tem bom êxito, logo encontra um texto bíblico para justificá-lo, “consagra-o” ao Senhor e vai em frente. Em seguida alguém escreve um artigo em uma revista, depois sai um livro e, finalmente, o inventor recebe um título de honra. Após tudo isso, qualquer indagação quanto à sua biblicidade ou até mesmo quanto ao seu valor moral é completamente rejeitada. Não há como se argumentar contra o sucesso. O método produz resultados, portanto, deve ser bom.²

Notas: 1 e 2. God Tells the Man Who Cares

Fonte: “Com vergonha do Evangelho” da Editora Fiel

Anthony Hoekema - Deus, o Senhor da história



A suprema ilustração do Novo Testamento acerca do soberano controle de Deus sobre a história é, obviamente, a crucificação de Jesus Cristo. Apesar de ser o feito mais perverso ocorrido na história, inclusive este crime terrível estava sob o completo controle de Deus: “Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e povos de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.27,28). Precisamente por causa do controle de Deus, o mais detestável feito consumado na história tornou-se o cerne do plano redentor de Deus e a suprema fonte de bênçãos para a raça humana. Conforme o autor do Sl 76 diz: “Pois até a ira humana há de louvar-te” (v.10).

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Pelo fato de ser Deus o Senhor da história, a história tem sentido e direção. Nem sempre podemos ser capazes de discernir o propósito de Deus na história, mas que esse propósito existe é um aspecto primordial de nossa fé. Nem é necessário dizer que a suprema revelação do propósito de Deus na história é a vinda de Jesus Cristo ao mundo: “É o propósito e a vontade do Criador que dão à história a sua configuração; e a penetração do eterno na plenitude dos tempos foi nada menos que a asseveração, na história, do propósito eterno de Deus”¹.

Notas: 1.  John Marsh, The Fulness of Time (A Plenitude do Tempo)

Fonte: “A Bíblia e o futuro” da Editora Cultura Cristã.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tim Challies - Sexo e masturbação


O sexo foi criado como meio de satisfação mútua, expressão de amor em que o marido pensa primeiro na mulher, e a mulher pensa primeiro no marido. É um meio singularmente poderoso pelo qual marido e mulher podem cumprir a ordem do Senhor de que um estime o outro mais que a si mesmo. Ao preencherem as necessidades um do outro, também têm as próprias necessidades satisfeitas. É uma bela figura da intimidade! Como qualquer casal pode testemunhar, quanto mais altruísta for o sexo, melhor ele se torna. Quanto mais cada cônjuge busca agradar o outro, mais satisfatória, gratificante e bela é a experiência.

Essa troca, o centro do propósito de Deus para a sexualidade, é exatamente o que a masturbação não pode oferecer. A masturbação despoja a sexualidade de seu propósito divino de satisfação mútua. Se a manifestação sexual legítima tem por objetivo produzir unidade, a masturbação produz isolamento e divisão.

Fonte: “Desintoxicação sexual” da Editora Vida Nova