domingo, 28 de outubro de 2012

Jerry Bridges - Fé e Poder de Deus


A cura de um menino endemoniado (Mt 17:14-20), à primeira vista, parece ser apenas mais uma de uma série de curas registradas em Mateus. O que a faz ser um evento único é a ênfase no papel da fé. É verdade que a fé é importante nos milagres registrados no capítulo 9, mas no capítulo 17, é a falta de fé que é enfatizada por Jesus.


Que Deus não depende da fé humana para realizar a Sua obra resulta do relato de outros milagres registrados por Mateus. A transfiguração de Jesus imediatamente antes da cura do menino (Mt 17:14-20) é um excelente exemplo. Foi um milagre espetacular; ainda que sem a fé humana envolvida. Isto também é verdadeiro quanto à alimentação dos cinco mil (Mt 14:13-21) e de quatro mil (15:32-38). Então, a primeira coisa que necessitamos aprender sobre fé e poder de Deus é que Ele não depende da nossa fé para fazer a Sua obra. Deus não será refém da nossa falta de fé.

A segunda coisa que nós devemos aprender, contudo, é que Deus, frequentemente, requere nossa fé na realização de seus propósitos. Vemos isso na cura do menino endemoniado. Marcos, em seu relato, mostra isto muito bem na conversa de Jesus com o pai do menino. O pai, em grande sofrimento, disse a Jesus: “Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos” (Mc 9.22). Ele já tinha experimentado o fracasso dos discípulos, então ele não tinha certeza se Jesus podia ajudar. A sua fé neste momento poderia ser descrita como uma esperança incerta que Jesus poderia fazer aquilo que os discípulos não puderam fazer.

Jesus respondeu ao pai: “Se podes? Tudo é possível àquele que crê” (v.23). A fé bíblica pode ser descrita de diversas maneiras dependendo da situação. A descrição da fé em Hebreus 11.1 como “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”, foi aproriada para os judeus destinatários desta carta que estavam enfrentando sérias oposições e precisavam  ser encorajados na certeza da esperança em Cristo.

Para o pai do menino, a fé significava acreditar que Jesus poderia curar seu filho. Nós somos frequentemente como este pai. Nós podemos enfrentar aquilo que parece ser uma situação difícil, e porque temos orado por muito tempo sem uma resposta começamos a duvidar que Deus pode responder a nossa oração. Mas, nós devemos crer que para Deus nada é impossível...

Fonte: Trecho do artigo “Faith and the Power of God” de Jerry Bridges

domingo, 21 de outubro de 2012

C. S. Lewis - Pecado, mau uso das faculdades que Deus deu ao homem


Continua Deus falando quando um mentiroso ou um blasfemo fala? Em determinado sentido, praticamente sim. Sem Deus, ele não poderia sequer falar... E de fato, o único modo pelo qual eu posso tornar real para mim mesmo o que a teologia ensina sobre a hediondez do pecado, é lembrar que cada pecado é a distorção de uma energia soprada em nós... Envenenamos o vinho ao mesmo tempo em que ele o decanta para nós; matamos uma melodia que ele tocaria tendo a nós como instrumento. Fazemos uma caricatura do auto-retrato que ele pintaria. Por causa disso, todo pecado, qualquer coisa que seja além disso, é um sacrilégio.

Fonte: Letters to Malcolm, Chiefly on Prayer

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Anthony Hoekema - Auto-imagem cristã



A auto-imagem cristã significa vermos a  nós mesmos à luz da graciosa obra de Deus, de perdão e de renovação. Significa dar a Deus todo o louvor pelo que, por sua graça, ele fez e ainda está fazendo dentro de nós e por nosso intermédio. Significa confiarmos que Deus pode nos usar, a despeito de nossas faltas, para fazer progredir o seu reino e para trazer alegria a outros.

Essa auto-imagem cristã, quando corretamente entendida, é o oposto do orgulho espiritual. Ela acompanha uma profunda convicção de pecado e um reconhecimento de que ainda estamos longe do que deveríamos ser. Significa gloriar-se não em si mesmo, mas em Cristo.

Fonte: “Criados à imagem de Deus”  da Editora Cultura Cristã

sábado, 13 de outubro de 2012

Leandro Lima - O Reino Milenar



Há basicamente quatro posições em relação ao milênio. São elas: Amilenismo, Pós-Milenismo, Pré-Milenismo Histórico e Pré-Milenismo Dispensacionalista.
O termo “Amilenismo”, como diz Hoekema, “não é muito feliz”1, porque sugere que não exista um Milênio. Os amilenistas acreditam no milênio de Apocalipse 20, porém, não acham que diga respeito a um reino de mil anos literais que Cristo estabelecerá na terra depois da sua vinda. O Amilenismo entende que o milênio de Apocalipse 20 já está em atividade nesse momento, pois começou com a primeira vinda de Jesus e terminará na segunda vinda com a instauração dos novos céus e nova terra. Por isso, para o Amilenismo, o Milênio não é literal, mas espiritual.
O Pós-Milenismo defende que o Milênio também é antes da segunda vinda, porém, acha que será um tempo de prosperidade e paz advinda da pregação do Evangelho em todo o mundo. Para o Pós-Milenismo, o mundo ser tornará gradativamente um lugar muito bom, onde o mal será reduzido ao mínimo e as nações cooperarão entre si, cristianizando o mundo todo. No final desta era gloriosa, Satanás será solto, e então, Jesus voltará e o destruirá.
O Pré-Milenismo Histórico interpreta literalmente o texto de Apocalipse 20.1-10, e entende que o Milênio será estabelecido na segunda vinda de Jesus, e será um reino de mil anos sobre a terra, onde o Senhor regerá as nações com cetro de ferro, minimizará o mal existente, e estabelecerá uma era de ouro, reinando a partir de Jerusalém. Ao final do Milênio Satanás será solto e convencerá as nações a fazerem guerra contra Jerusalém. Então, descerá fogo do céu e consumirá as nações rebeldes. Em seguida o Senhor estabelecerá o Juízo e o tempo eterno.
O Pré-Milenismo Dispensacionalista se parece com o Pré-Milenismo Histórico em sua expectativa por um milênio futuro e literal, porém, se difere em detalhes específicos. O Dispensacionalismo distingue pelo menos duas vindas de Jesus, a primeira para o arrebatamento dos salvos, e a segunda depois de sete anos de tribulação para o estabelecimento do Milênio. No Dispensacionalismo há um tratamento diferente entre a igreja e Israel. Mesmo no Milênio estes dois grupos serão distinguidos. O Dispensacionalismo entende que a igreja é uma espécie de parêntesis na história de Deus com Israel. Na primeira vinda de Jesus, o Evangelho foi oferecido aos judeus, mas como eles o rejeitaram, Deus o ofereceu aos gentios e formou a igreja, porém no fim, voltará a tratar com Israel. Uma das características principais do Pré-Milenismo, seja Histórico ou Dispensacionalista é a interpretação literal das passagens do Antigo Testamento sobre a restauração de Israel, e também do livro do Apocalipse...
Fonte: Para ler o artigo completo acesse IP de Santo Amaro

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Augustus Nicodemus Lopes - Sobre avivamento


...não há qualquer promessa nas Escrituras de que Deus sempre haverá de derramar do seu Espírito sobre uma igreja local, produzindo como resultado transformações espetaculares de vidas, conversões em massa ou fenômenos espirituais incomuns. Porém, existe uma ordem de Deus para que os crentes se deixem, diariamente, controlar pelo Espírito Santo. Não podemos viver à espera daquilo que talvez não ocorra, desprezando o que já está ordenado e certo.

Fonte: “Cheios do Espírito” da Editora Vida

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Martinho Lutero - Escolher? Dois caminhos?



...Você diz: “É ridículo dizer a um homem, diante de dois caminhos, para ele ir pelo que lhe agrada, se apenas um dos caminhos estiver livre à sua frente”. Que ilustração tola! É verdade que nós estamos diante de uma bifurcação; porém os dois caminhos – e não somente um – estão fechados para nós. Somos incapazes de tomar o caminho que conduz ao bem, sem a graça de Deus. E nem mesmo podemos tomar o outro caminho, sem a permissão de Deus! Em Romanos 3.20, Paulo não diz: “Pela lei vem o pleno conhecimento da bondade”, nem: “Pela lei vem o pleno conhecimento da vontade”. Ele diz: “Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”. A lei não ensina o que os homens podem fazer, mas o que os homens devem fazer.

Fonte: “Nascido Escravo” da Editora Fiel