terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Greg Bahnsen - Homossexualismo quanto às leis sociais judaicas

Devemos lembrar que a lei judaica do Antigo Testamento continua sendo normativa para o mundo moderno. Não houve o propósito de a lei ser uma excentricidade ética dos israelitas, pois é manifesta nos corações dos gentios1, permanece como um ideal para todas as nações2, e mostra como o reino de Deus vem e como a sua vontade é feita na terra como no céu. Por conseguinte, mesmo que Paulo quisesse dizer em Romanos 1.26 que o homossexualismo era contrário à “costumeira” lei judaica (isto é, a natureza), isso não abrandaria a sua condenação universal dessa prática.

1 Rm 2.14,15
2 Dt 4.8; Is 51.4; Lv 18.24-27; Pv 14.34; Sl 72.1-11; Mt 28.18-20

Fonte: extraído de “Homossexualismo: uma análise bíblica” da Editora Monergismo


sábado, 21 de dezembro de 2013

Joel Beeke - O principal propósito do homem é glorificar a Deus


Em tudo o que o homem faz, por palavras e por ações, ele deve empenhar-se para dar glória ao seu Criador e Redentor. Calvino incorporou essa verdade em sua vida e escritos, bem como em sua morte. Quando sua vida se aproximava do fim, o seu corpo foi assolado por inúmeras enfermidades. O seu sofrimento se tornou tão severo, que seus mais queridos amigos rogavam-lhe que parasse de trabalhar. Calvino respondeu: “O quê? O meu Senhor me achará ocioso?” Quão característico isso era do homem que viria pelo lema “Eu te ofereço, Senhor, meu coração, pronta e sinceramente”.

De modo semelhante, os calvinistas dedicam suas vidas à glória de Deus. São homens e mulheres que estão convencidos de que o principal propósito de sua vida é glorificar a Deus. Como afirma tão magnificamente o Catecismo de Heidelberg, o único consolo deles na vida e na morte é que pertencem ao seu fiel Salvador, Jesus Cristo (Pergunta 1). Quando o calvinista se apega ao soli Deo gloria em sua peregrinação espiritual, ele confessa que tudo que Deus faz é bom. Baseado nas Escrituras e por amor a Cristo, ele confia que todas as coisas concorrem para a glória de Deus e para o bem dele (Rm 8.28).

Fonte: “Vivendo para a glória de Deus” da Editora Fiel

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Brian Schwertley - O Espírito Santo veio pra quê?

Ensina a Bíblia que o Espírito Santo veio para que tivéssemos uma maravilhosa e subjetiva experiência? Para que pudéssemos ter maravilhosas sensações religiosas? Para que pudéssemos sentir uma corrente elétrica em nossos corpos? Para que pudéssemos ter uma experiência excitante e atordoante? Para que nossos cultos de adoração deixassem pessoas dizendo: “Uau, que emocionante!”? Ensina a Bíblia que o Espírito Santo veio para que as pessoas tivessem as suas atenções voltadas para Ele? Para que pessoas pendurassem faixas com imagens de pombas nas igrejas e tivessem seminários sobre o batismo do Espírito, etc? Não, de forma alguma. Vejam com atenção o que Jesus Cristo diz sobre o ministério do Espírito: “... quando vier, porém, o Espírito da verdade, ... Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13,14). O Espírito Santo veio para guiar os homens a Cristo e para glorificar a Cristo.

Fonte: extraído de “O Movimento Carismático e as Novas Revelações do Espírito” da Editora Os Puritanos

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

George Knight III - Relacionamento ontológico entre homem e mulher

O relacionamento ontológico análogo àquele entre homem e mulher, escreve Paulo, é aquele entre o Pai e o Filho (1 Co 11:3). Que Cristo se submete como Filho e como encarnado – isto é, por causa de certos aspectos ontológicos – não significa que Ele seja inferior ao Pai, nem é posta em dúvida a sua divindade. Da mesma forma, que a mulher se submeta como mulher, não significa que seja inferior, ou que a sua humanidade como portadora da imagem fique ameaçada. Em ambos os casos, temos iguais se relacionando um com o outro. Em ambos os casos, um, por causa de seu papel “ontológico” e ordenado em relação ao outro, reconhece a autoridade e se submete. Assim como nenhuma inferioridade pode ser declarada ou pressuposta para Cristo em relação à sua submissão, assim também nenhuma inferioridade pode ser declarada ou pressuposta para a mulher e nenhuma objeção pode ser feita com justiça porque sua submissão se apoia em sua identidade co-criada como mulher em relação ao homem.

Fonte: extraído de “Homem e Mulher – suas atribuições” da Editora Os Puritanos.

sábado, 23 de novembro de 2013

João Calvino - Perfeição é um requisito para tomar a Ceia do Senhor?

Aliás, o que se exige não é fé perfeita ou arrependimento perfeito. Isto é enfatizado por causa de algumas pessoas, pois ao insistirem demais por uma perfeição que não pode ser encontrada em parte alguma, outra coisa não fazem senão por barreira entre cada homem e cada mulher e a Ceia para sempre. Mas se o leitor é sério em sua intenção em aspirar a justiça de Deus, e se, humilhando-se ante a consciência de sua própria miséria, você recorre à graça de Cristo, e descansa nela, esteja certo de que é um convidado digno de aproximar-se desta Mesa. Ao afirmar que você é digno, estou dizendo que o Senhor não o deixa fora, ainda que em outros aspectos você não esteja como deveria. Porquê a fé, ainda que imperfeita, transforma o indigno em digno.


Fonte: Extraído da citação de “Exposição de 1 Coríntios” nas “As Institutas – Vol 4” da Editora Cultura Cristã.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Nancy Pearcey - Metodologia dos secularistas

Os secularistas são politicamente muito astutos para atacar a religião de modo frontal ou ridicularizá-la como falsa. Então, o que fazem? Eles consignam a religião à esfera do valor, desta forma excluindo-a da esfera do verdadeiro e do falso. Assim, os secularistas podem nos assegurar de que “respeitam” a religião, ao mesmo tempo em que negam haver relevância com a esfera pública.

Como disse Phillip Johnson, a divisão fato/valor “permite que os naturalistas metafísicos apaziguem as pessoas religiosas potencialmente problemáticas, garantindo-lhes que a ciência não descarta a ‘crença religiosa’ (uma vez que não almeje ser conhecimento)”. Em outras palavras, contanto que todos entendam que é apenas questão de sentimentos particulares.


Fonte: extraído de “Verdade Absoluta” da CPAD 

sábado, 9 de novembro de 2013

François Turretini - Razão e Fé


Havendo estabelecido esse ponto, digo que à razão pertence o julgamento da discrição em questões de fé, quer subjetivamente (porquanto pertence somente ao intelecto saber e distinguir essas questões de fé), quer normalmente; e de fato com respeito à veracidade das conclusões em todas as proposições (conhecidas por meio da natureza ou por meio da revelação), mas com respeito à veracidade das proposições somente naquelas que são conhecidas por meio da natureza e, mesmo então, com a tríplice cautela:

   (1) Que o julgamento da razão não seja considerado indispensável, como se a teologia nada pudesse fazer sem ela.

   (2) Que a Palavra de Deus (na qual essas verdades estão reveladas também) seja considerada sempre como a regra primária e a razão como a secundária.

   (3) Que, quando a Palavra acrescenta algo desconhecido da natureza a uma coisa conhecida por meio da natureza, não devemos julgá-la por meio da natureza ou da razão, mas por meio da Palavra (não que a Palavra e a razão sejam contraditórias, mas a razão é aperfeiçoada pela Palavra). Porém, nas coisas conhecidas somente por meio da revelação (como o mistério da Trindade e o da encarnação, entre outros), a única regra é a Palavra de Deus, além ou acima da qual não somos sábios.

   Fonte: Extraído da excelente obra “Compêndio de Teologia Apologética” da Editora Cultura Cristã

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Gordon Clark - Deus, autor do pecado?

Quando, consequentemente, a discussão chega a Deus como sendo o autor do pecado, tem-se de entender que a questão é: É Deus a causa imediata do pecado? Ou, mais claramente, Deus comete pecado? Essa é uma questão que diz respeito à santidade de Deus. Ora, deveria estar claro que Deus não comete pecado tanto quanto não está escrevendo estas palavras. Embora a traição de Cristo tenha sido ordenada desde a eternidade, como um meio de efetivar a expiação, foi Judas, não Deus, quem traiu Cristo. As causas secundárias na história não são eliminadas pela causalidade divina, mas, ao contrário, são confirmadas. E os atos dessas causas secundárias, tanto os justos quanto os pecaminosos, devem ser atribuídos imediatamente aos agentes; esses agentes é que são responsáveis.
Deus não é responsável nem pecaminoso, embora seja a única causa suprema de tudo. Ele não é pecaminoso porque, em primeiro lugar, tudo quanto Deus faz é justo e reto. É justo e reto simplesmente em virtude do fato de ser ele quem faz. Justiça ou retidão não é um padrão externo a Deus, ao qual ele está obrigado a se submeter. Retidão é aquilo que Deus faz. Uma vez que Deus causou Judas a trair Jesus, esse ato causal é reto e não pecaminoso. Por definição, Deus não pode pecar.

Fonte: trecho do excelente livro “Deus e o mal: o problema resolvido” da Editora Monergismo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dave Harvey - Sabedoria no casamento


O teólogo Graham Goldsworthy disse:

...[A sabedoria] não é, em primeiro lugar, o exercício
de quão inteligente somos nem de quanta informação
temos conseguido acumular em nossa mente. Em vez
disso, é uma escolha moral de ser independente de Deus
ou de sujeitar-se a Ele em pensamentos e ações.

O caminho da sabedoria está disponível a todos que crêem no evangelho, porque o próprio Cristo é a nossa sabedoria (1Co 1.30). É por isso que podemos pedir sabedoria, de modo confiante, e esperar que Deus no-la concederá (Tg 1.5). Este caminho nos está disponível por causa do evangelho. Portanto, a sabedoria que necessitamos para o nosso casamento não se acha em livros sobre “como fazer isto ou aquilo” ou em fórmulas de sucesso. Ela se acha em colocarmos nossa crença em prática e seguirmos no caminho da sabedoria, com Deus atrás do volante.

Fonte: “Quando pecadores dizem sim” da Editora Fiel.

sábado, 19 de outubro de 2013

John Frame - Deus causa as nossas decisões?

O quadro que é formado por essa grande quantidade de passagens é que o propósito de Deus está por trás das livres decisões dos seres humanos. Frequentemente, e por vezes muito antes de o acontecimento ocorrer, Deus nos diz o que um ser humano decidirá livremente o que vai fazer.

O ponto aqui não é meramente que Deus tem conhecimento antecipado de um acontecimento, mas que ele está cumprindo o seu próprio propósito por meio dele. Esse propósito divino transmite uma certa necessidade (Gr. dei, cf. Mt 16.21; 24.6; Mc 8.31; 9.11; 13.7,10,14; Lc 9.22; 17.25; 24.26) à decisão humana para que realize o acontecimento predito.

Fonte: Leia o texto completo em JosemarBessa

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Roger Greenway - O trabalho especial do Espírito em missões

O Espírito Santo prepara os corações dos descrentes para desejarem o que Cristo oferece, questionarem sobre a fé cristã e para serem convencidos sobre o pecado e sua necessidade de salvação. Jesus disse que é tarefa do Espírito “convencer o mundo da culpa do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8).

O trabalho do Espírito Santo – convencendo os pecadores de que eles necessitam de um salvador, plantando uma nova vida nos corações mortos pelo pecado e dando a fé em Cristo – é um requisito absoluto para o sucesso de missões. As vozes dos evangelistas e missionários não podem penetrar além dos tímpanos. Apenas Deus pode chegar ao interior e falar ao coração. Este é um trabalho exclusivo do Espírito Santo.

Fonte: trecho extraído do livro “Ide e fazei discípulos” da Editora Cultura Cristã.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

João Calvino - Autoridade da igreja verdadeira

Visto, pois, que a promessa é feita aos que se reúnem em nome de Cristo e que tal comunidade é chamada igreja, não concordamos que haja outra igreja, senão a que se reúne em nome de Cristo. Ora, é estar algum grupo reunido em nome de Cristo quando, desprezando o mandamento de Deus pelo qual ele proíbe diminuir ou acrescentar algo à sua Palavra, esses pretensos mestres fabricam suas doutrinas como bem lhes parece?


Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã.

sábado, 5 de outubro de 2013

Arthur W. Pink - Evidências da inspiração por Deus

Quem se atreveria a imaginar o Criador e Sustentador do universo tomando sobre si a forma de servo e se fazendo à semelhança dos homens? Quem teria concebido a ideia de o Senhor da Glória nascer numa manjedoura? Quem teria sonhado que o divino Objeto de adoração dos anjos se faria tão pobre que não teria onde pousar sua cabeça? Quem teria declarado que aquele diante de quem os serafins velavam seus rostos seria levado como um cordeiro para o matadouro, seria humilhado tendo o seu bendito rosto contaminado pelo cuspe vil do homem, e se deixaria açoitar e esbofetear por criaturas feitas por suas mãos? Quem teria concebido a ideia de o Emanuel fazer-se obediente até a morte, e morte de cruz?!

Fonte: “A inspiração divina da Bíblia” da Editora Monergismo.

domingo, 22 de setembro de 2013

Pacto de Lausanne - O propósito de Deus


Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

Fonte: Pacto de Lausanne

sábado, 14 de setembro de 2013

C. Michael Patton - "Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia" e outras afirmações estúpidas


Deve-se assumir a inspiração da Bíblia para dizer que a Bíblia não pode provar a Bíblia

Veja, para alguém dizer “Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia”, eles não sabem, mas estão pegando emprestado um pouco da cosmovisão cristã para, até mesmo, fazer tal afirmação. Qual é o empréstimo? A unidade básica da Escritura ou a sua única autoria. A única maneira de dizer que a Bíblia não pode provar a Bíblia é presumir a inspiração das Escrituras. Caso contrário, não tem razão para conectar o cânon das Escrituras todos juntos dessa forma. Para os não-cristãos, especialmente, a Bíblia deveria ser vista como sessenta e seis documentos antigos, os quais permanecem de pé ou caem por conta própria. A fim de fazê-los ficar de pé ou cair juntos, deve-se assumir uma única autoria de algum tipo. Nesse ponto, o argumento torna-se autodestrutivo pois a própria afirmação (“Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia”) comprova a Bíblia!

Fonte: Extraído de “You Can’t Use the Bible to Prove the Bible” . . . And Other Stupid Statements. Acesse o texto completo em Credo House Ministries
Tradução: Eric N. de Souza

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Alister McGrath - Teologia, seu significado básico


Um modo útil de pensar a relação da teologia com a Bíblia foi apresentada pelo grande pregador escocês do século XIX Thomas Guthrie. Sua abordagem se baseia nos diferentes ambientes em que crescem as flores. Guthrie argumenta que a Bíblia é como a natureza. Flores e plantas crescem livremente em seu habitat natural, sem interferência humana. Nosso desejo por ordem acaba levando essas mesmas plantas a serem coletadas e organizadas em jardins botânicos de acordo com as espécies, a fim de que possam ser estudadas individual e detalhadamente. As mesmas plantas podem, portanto, ser encontradas em diferentes contextos: um natural e outro resultante da organização humana. A teologia representa a tentativa humana de colocar ordem nas idéias das Escrituras, organizando-as e ordenando-as para que a relação mútua entre elas possa ser melhor entendida. Olhando dessa maneira, a teologia não é — e não foi feita para ser — substituta das Escrituras. Em vez disso, trata-se de auxílio para aprender sobre elas. Como um par de lentes, põe foco no texto das Escrituras, permitindo que atentemos para o que talvez passasse despercebido. A doutrina está sempre subordinada às Escrituras; é sempre sua serva, nunca mestra. Exploremos alguns dos mecanismos da teologia.

Fonte: “Teologia para amadores” da Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Arthur W. Pink - A misericórdia de Deus anularia o castigo eterno do pecador?

   

   
   Deus é misericordioso. Pode ser que o homem seja pecador, e que a santidade exija que ele seja punido, mas argumenta-se que a misericórdia divina haverá de intervir, e, mesmo que o castigo não seja revogado por completo, imagina-se que a sentença será modificada e os termos do castigo sejam abreviados. Diz-se que o tormento eterno dos perdidos não se harmoniza com um Deus de misericórdia.

    Se por “misericórdia de Deus” queremos dizer que Ele é complacente demais para repartir entre Suas criaturas o castigo devido, pela lógica devemos aplicar isso a todos os demais atributos de Deus (já que são todos infinitos), e concluir que nenhuma de Suas criaturas pode sofrer de forma alguma. Contudo, é evidente que isso não é verdade. Os fatos negam isso. As criaturas de Deus sofrem, muitas vezes de modo excruciante, até mesmo nesta vida. Olhe o mundo de hoje, e repare na indizível miséria que abunda em todos os lugares; lembre-se, então, que, por mais misterioso que seja para nós, isso tudo é permitido por um Deus cheio de misericórdia. Depois, leia no Antigo Testamento os juízos do dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre do céu; as pragas sobre o Egito; os juízos que se abateram sobre Israel; e então saiba que essas coisas não foram impedidas pela misericórdia de Deus! Argumentar, então, que, porque Deus é misericordioso Ele não haverá de lançar no lago de fogo cada um que não tiver o nome escrito no Livro da Vida, é fazer-se de cego diante de todos os juízos de Deus do passado!


Fonte: Extraído de “O castigo eterno” em Monergismo

sábado, 31 de agosto de 2013

Herman Hoeksema - A Alegada Vontade Permissiva de Deus

Com respeito aos atos pecaminosos dos homens e demônios, devemos falar não somente da permissão de Deus, mas também de sua determinação. A Sagrada Escritura usa uma linguagem bem mais positiva. Devemos entender que o motivo para se falar da permissão de Deus, e não de sua vontade determinada com respeito ao pecado e os atos maldosos dos homens, é que Deus nunca pode ser apresentado como o autor do pecado. Mas esse propósito não é alcançado falando-se da permissão de Deus ou de sua vontade permissiva: se o Todo-poderoso permite o que poderia igualmente ter impedido, é a mesma coisa do ponto de vista ético se tivesse ele mesmo assegurado. Dessa forma, perdemos a Deus e sua soberania: permissão pressupõe a idéia que existe um poder fora de Deus, que pode produzir e fazer algo à parte dele, mas que recebe a mera permissão por Deus para agir e operar.

Isso é dualismo, e aniquila a soberania completa e absoluta de Deus. Devemos manter que o pecado também, e todos os atos perversos dos homens e anjos, tem um lugar no conselho de Deus, no conselho de sua vontade. Isso é ensinado pela palavra de Deus. Sem dúvida foi de acordo com o conselho determinado de Deus que Cristo foi cravado na cruz e que Pilatos e Herodes, com os gentios e Israel, reuniram-se contra o santo Jesus (Atos 2:23; Atos 4:24-28). Portanto, é muito melhor falar que o Senhor em seu conselho não somente odeia o pecado, mas também determinou que aquilo que ele odeia aconteceria para revelar seu ódio e servir a causa do seu pacto.

Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 1, Herman Hoeksema,
Reformed Free Publishing Association, pg. 226-7.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Extraído de Monergismo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Scott Price - A falsa religião do adepto da teoria do "Livre-Arbítrio"


1) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem NÃO é totalmente depravado e que ele possui plena capacidade para ir a Cristo ao usar seu livre-arbítrio, e que Deus aceitará essa pessoa por causa do exercício dessas habilidades. Note: Dizer que o homem NÃO é totalmente depravado significa afirmar que ele possui certa justiça própria digna de merecer algo da parte de Deus.

2) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Deus o escolhe baseado na observação futura do uso do livre-arbítrio — caso o homem escolha crer —, portanto , Deus elege um homem para a salvação sob a condição de que o livre-arbítrio previsto dessa pessoa escolha a Deus. Note: Dizer que a eleição é condicionada de alguma forma pelo homem é promover a salvação pelas obras, que é uma coisa má e autojustificadora.

3) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Cristo morreu universalmente por toda humanidade, sem exceção, e que depende do livre-arbítrio do homem tornar a morte de Cristo eficaz. Note: Dizer que a morte de Cristo NÃO é o diferencial entre céu e inferno é competir com o estabelecimento e a obra da justiça que Cristo obteve mediante sua vida e morte.

4) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem pode resistir à vontade de Deus a qualquer hora mediante vontade própria. Note: Dizer que o pecador pode resistir ao chamado eficaz, interno e atrativo do Espírito Santo de Deus — o mesmo poder que levantou Cristo dos mortos — é dizer que o homem possui mais poder que o próprio Deus.

5) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê ser capaz, mediante seu livre-arbítrio, voltar as costas para Deus e, como resultado disso, perder a salvação. Note: O problema com o adepto da teoria do “livre-arbítrio” é que, antes de tudo, ele não entende como a pessoa é salva, muito menos o tópico da preservação ou perseverança. Ele imagina ser alvo da salvação condicional, orientada por obras do princípio ao fim.


Esses cinco pontos — aos quais o adepto da teoria do “livre-arbítrio” da falsa religião se apega — são mentiras de Satanás, opostas à verdade divina. Deus diz que somos justificados pelo sangue e pela justiça imputada de Jesus Cristo, o Senhor. O falso evangelho parece existir em excesso no mundo hoje. Paulo disse em Gálatas 1:9: “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Se Deus é absolutamente soberano e o autor da salvação eterna, então o livre-arbítrio é um mito. A Palavra de Deus declara dessa forma.

Se o adepto da teoria do “livre-arbítrio” está tão impressionado com seu livre-arbítrio, por que ele não o usa para parar de pecar? Ele não pode fazê-lo, pois não o possui! “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:16). Toda a glória irá para Deus na salvação de uma pessoa ou não haverá salvação. Deus é zeloso de sua glória e não a partilhará com nenhum adepto da teoria do “livre-arbítrio”. JAMAIS!

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vincent Cheung - "Carne e sangue", o que significa?

Blasfêmias e heresias não invadem simplesmente as mentes das pessoas – são as pessoas que abraçam e espalham as mesmas; do mesmo modo, pecados não ocorrem por si mesmos – as pessoas pecam, e elas pecam porque são más. Consequentemente, os inimigos de Deus não são simplesmente as crenças e ações antibíblicas, mas as pessoas que abraçam essas crenças e realizam essas ações, e Deus irá enviar tanto as crenças como as pessoas incrédulas para o inferno.
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Que não queremos lutar contra “carne e sangue” significa somente que nosso conflito não é físico, de modo que não empregamos estratégias e armas físicas, e não procuramos infligir injúrias físicas aos nossos oponentes. Antes, visto que a guerra é espiritual, nossas armas também são espirituais, e em vez de usarmos revólveres e bombas, oramos, pregamos e argumentamos.


Fonte: Trechos extraídos de “Apologética no diálogo” da Editora Monergismo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tomás de Kempis - Sábio é quem faz a vontade de Deus

Como se esvai depressa a glória deste mundo! Ah, se a vida deles tivesse correspondido à sua ciência! Porque assim seu estudo e sua leitura teriam servido a um bom propósito.
Quantos perecem por causa da ciência vã deste mundo, e tão poucos se preocupam em servir a Deus!
Porque preferindo ser importantes a humildes, “seus pensamentos se tornaram fúteis” (Rm 1.21).
Pois grande é quem é grande em caridade.
Grande é quem se faz pequeno e não se importa nem um pouco em receber honras elevadas.
Pois sábio é quem “considera todas as coisas terrenas como esterco, para poder ganhar Cristo” (Fp 3.8).
Sábio é quem faz a vontade de Deus e abre mão de sua própria vontade.

Fonte: Trecho de "Imitação de Cristo" da Editora Mundo Cristão.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Herman Hoeksema - A Ordo Salutis definida

Estritamente falando, a justificação precede a santificação. Todavia, o pecador que recebe a justificação pela fé já foi santificado em princípio, e não pode ser justificado subjetivamente a menos que seja também santificado. Em adição, é verdade também que Deus não concede a plenitude da salvação em Cristo ao pecador num único ato. Deus nos trata como criaturas racionais e morais, e deseja que nos tornemos plenamente conscientes das bênçãos da salvação que ele concede ao seu povo. Além disso, o processo de salvação continua por toda a vida do pecador eleito; no sentido exato há crescimento na graça até o próprio momento de sua partida desse tabernáculo. Contudo, quando falamos da ordo salutis, devemos entender essa ordem num sentido lógico, e não temporal.

Fonte: Trecho extraído de Monergismo.
Leia o texto completo em Monergismo

domingo, 4 de agosto de 2013

Lee Strobel - J. P. Moreland "a ceia como prova da ressurreição de Jesus"

Moreland mencionou a instituição da ceia do Senhor e do batismo na igreja antiga como mais uma prova circunstancial de que a ressurreição de Cristo realmente aconteceu. Eu, porém, tinha algumas dúvidas.

— Não é simplesmente natural que as religiões criem seus rituais e costumes? — perguntei. — Todas as religiões os têm. Portanto, como isso prova algo a respeito da ressurreição de Jesus?

— É verdade, mas vejamos a ceia com mais atenção — replicou ele. — O que é estranho é que esses primeiros seguidores de Jesus não se reuniam para celebrar seus ensinos ou sua pessoa maravilhosa. Eles se reuniam regularmente para uma refeição de celebração por um motivo: recordar que Jesus fora trucidado de modo grotesco e humilhante. Pense nisso em termos modernos. Se houvesse um grupo de pessoas que amasse John F. Kennedy, elas poderiam se encontrar regularmente para recordar seu confronto com a União Soviética, sua promoção dos direitos civis e sua personalidade carismática. Mas elas não iriam celebrar seu assassinato por Lee Harvey Oswald! No entanto, isso é análogo ao que esses primeiros cristãos faziam. Como explicar tal fato? Eu o explico assim: eles entenderam que o assassinato de Jesus foi um passo necessário para uma vitória muito maior. Sua morte não fora a última palavra; a última palavra era que ele vencera a morte por todos nós, ressuscitando. Eles celebravam sua execução porque estavam convictos de que o tinham visto vivo depois do sepultamento.


Fonte: Extraído de “Em defesa de Cristo” da Editora Vida

domingo, 28 de julho de 2013

Heber Carlos de Campos - Governo providencial de Deus


... a atividade de Deus diz mais respeito ao “propósito diretivo de toda realidade e do curso da história para os fins que Deus tem em mente. É a execução real, dentro do tempo, de seus planos projetados na eternidade.”1

Por essa razão, os teólogos definem o governo incluindo a idéia do controle e do propósito ou fim. Se Deus governa o universo é objetivando um grande propósito, um fim estabelecido. Do contrário, a idéia de governo não tem sentido. Berkhof define o governo providencial de Deus como “a atividade contínua de Deus por meio da qual Ele governa todas as coisas teleologicamente de maneira que assegura o cumprimento do propósito divino”.

Legenda
1 - Millard J. Erickson, Christian Theology (Baker, 1990), 394.


Fonte: Extraído do livro “O ser de Deus e as suas obras” da editora Cultura Cristã

quarta-feira, 24 de julho de 2013

João Calvino - O culto que Deus requer

Há uma dupla razão pela qual o Senhor, ao condenar e proibir todo culto fictício, exige que obedeçamos apenas à sua voz. A primeira tende grandemente a estabelecer a sua autoridade de modo que não sigamos nosso próprio arbítrio, mas dependamos inteiramente da sua soberania; e, em segundo lugar, a nossa insensatez é tanta que, ao sermos deixados livres, tudo de que somos capazes de fazer é desviarmo-nos. E uma vez que tenhamos nos apartado da reta vereda, não terá fim a nossa peregrinação, até que estejamos soterrados sob uma multidão de superstições. Portanto – para fazer valer o seu direito de domínio absoluto – é merecidamente que o Senhor impõe com rigor aquilo que ele quer que façamos e rejeita, de pronto, todos os meios humanos em desacordo com seu mandamento.


Fonte: Extraído de um comentário das Institutas em que cita o trecho “The Necessity of Reforming the Church”

sábado, 20 de julho de 2013

William Lane Craig - A prova da ressurreição pela descoberta das mulheres

… considerando o seu baixo status social e a incapacidade de servir como testemunhas legalmente reconhecidas, é um tanto surpreendente que tenham sido mulheres que encontraram, como principais testemunhas, o sepulcro vazio! Se o relato do sepulcro vazio não fosse verídico, ou seja, se fosse uma lenda, nessa lenda provavelmente seriam os discípulos que seriam postos como aqueles que encontraram o sepulcro vazio. O fato de que mulheres, cujo testemunho era considerado sem valor, foram as principais testemunhas do sepulcro vazio somente pode ser explicado plausivamente se, gostassem ou não as pessoas, elas de fato foram as que encontraram o sepulcro vazio, e os evangelhos fielmente registram, então, o que para eles era um fato muito embaraçoso.


Fonte: extraído do livro “Em Guarda” da Editora Vida Nova

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Gregg Strawbridge - Princípio representativo

Na cultura contemporânea, nós não estamos acostumados a pensar no cabeça (chefe) da família como representante espiritual de todos seus dependentes. Ainda, o papel representativo dos cabeças de família possui grandes precedentes bíblicos e ricas implicações no Velho e no Novo Testamento (cf. Ef 5:25-27; Hb 11:7).

O princípio representativo ajuda a explicar por que Abraão devotou todos da sua casa ao Senhor através do uso do sinal pactual do Antigo Testamento, apesar de alguns de seus membros ainda não terem expressado a sua fé. Abraão reconheceu sua necessidade, como o cabeça de uma família, de honrar a promessa do Senhor de ser o seu Deus e o Deus de sua família. O princípio representativo também explica por quê, no Novo Testamento, o apóstolo Paulo ainda podia dizer que filhos de pais cristãos – mesmo aqueles casados com não cristãos – eram “santos” diante de Deus (1 Co 7:14).

Fonte: extraído do livro “The Case for Covenantal Infant Baptism”

Tradução livre: Eric Nascimento de Souza

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Fred G. Zaspel - Batismo como presunção


Ele (Warfield) entende que “o campo” na parábola do joio é a “igreja externa”, caso em que a parábola ensina que a igreja é a reunião daqueles que são “presumivelmente regenerados”. E assim, por que tais julgamentos não podem ser feitos de forma infalível, a igreja não deve ser tão restrita e limitada quanto possível, mas “tão inclusiva quanto possível”. E no caso de filhos de cristãos, a igreja pode “batizar na presunção e não no conhecimento” – assim sendo guiada pela promessa “para você e seus filhos”. Claramente a promessa divina é uma “base mais sólida” de julgamento do que uma profissão de fé humana, e mesmo porquê todos os batismos são realizados “na presunção (suposição)”.

Fonte: The Theology of  B. B. Warfield
Tradução: Eric N. de Souza

sábado, 13 de julho de 2013

Charles Hodge - Deixe os pequeninos vir a mim e não os impeçam

Tão longe de excluí-los da igreja em cujo seio eles sempre tinham sido acalentados, ele chamou-os de ovelhas de seu rebanho, tomou-os em seus braços e os abençoou e disse: dos tais é o reino dos céus. Se são membros do reino dos céus, porquê deveriam ser excluídos do reino na terra? Sempre que um pai ou uma mãe procura admissão numa igreja cristã, seus corações estão prontos pra dizer: Senhor, aqui estou eu e as crianças que tu tens dado. E sua graciosa resposta sempre tem sido: Deixe os pequeninos vir a mim e não os impeçam.

Fonte: Extraído de "Systematic Theology"
Tradução: Eric N. de Souza

domingo, 16 de junho de 2013

Augustus Nicodemus Lopes - Por que prefiro o Método Gramático-Histórico de Interpretação

... Essa atitude interpretativa para com a Bíblia tem sido chamada de gramático-histórica porque considera importante para seu entendimento tanto a pesquisa do sentido das palavras (gramma, em grego) quanto a compreensão das condições históricas em que foram escritas. Apesar de sua idade avançada e das críticas que tem recebido, ainda prefiro esse método de interpretação, por várias razões.

Primeira, mais que qualquer outro sistema hermenêutico, ele honra as Escrituras. Ele parte de um alto apreço pelas Escrituras e seus atributos, como inspiração, autoridade, infalibilidade, coerência e suficiência. As escolas alegóricas de interpretação sempre consideraram, em alguma medida, irrelevante a historicidade das narrativas bíblicas, e se interessaram pelo pretenso sentido oculto atrás delas. O método histórico-crítico, surgido ao final do século 17, partindo de suas pressuposições racionalistas, reduziu a Bíblia ao registro da fé de Israel e dos primeiros cristãos, negando sua inspiração e infalibilidade. As novas hermenêuticas centradas no leitor, com seu relativismo, negam a autoridade e infalibilidade das Escrituras e transformam o leitor em autor, pois é ele que determina o sentido. A hermenêutica do neo-misticismo evangélico desonra as Escrituras submetendo-a à autoridade dos espirituais e iluminados ...

Fonte: Leia o texto integral em O Tempora! O Mores!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

João Calvino - Profetas, sacerdotes e apóstolos

... que tudo quanto diz respeito à dignidade ou à autoridade e que é atribuído aos profetas e aos sacerdotes da antiga Lei, como também aos apóstolos e seus sucessores, não é atribuído à pessoa deles, mas ao seu ministério e ao seu ofício, no qual foram constituídos, ou, para dizê-lo mais claramente, à Palavra de Deus, sendo que para administrá-la eles foram chamados. Porque, se os considerarmos todos por ordem, tanto os profetas e sacerdotes como os apóstolos e discípulos, veremos que jamais lhes foi dado nenhum poder de comando e de ensino, senão o poder exercido em nome da Palavra do Senhor e com base nela.


Fonte: "As Institutas" da Editora Cultura Cristã

terça-feira, 28 de maio de 2013

Rousas John Rushdoony - A importância da família para a criança

A educação e a intervenção estatal na vida familiar conduz, gradualmente, à destruição da família. Não admira que o princípio de autoridade está em jogo na família.
A família não é apenas o primeiro ambiente da criança, mas também sua primeira escola, de onde recebe a sua educação básica; sua primeira igreja, de onde é ensinado as suas primeiras lições fundamentais a respeito de Deus e sobre a vida; seu primeiro Estado, de onde se aprende os elementos da lei e ordem e os obedece; sua primeira vocação, em que se dá um trabalho a fazer e responsabilidades. O mundo essencial de uma criança pequena é a família, seu pai e sua mãe, em particular. Meredith resumiu a questão acertadamente: “Para a olhos de uma criança pequena, o pai está no lugar do próprio Deus! Porque o pai é o provedor, o protetor, aquele que ama, o professor e legislador da criança”1.

Legenda:
1. Roderick C. Meredith, The Ten Commandments, p. 35.
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Fonte: “La Institución de la Ley Bíblica”
Tradução: Eric N. de Souza

sábado, 25 de maio de 2013

Morton H. Smith - Seguindo Cristo no Batismo

É frequentemente sugerido que devemos estar dispostos a seguir Cristo no batismo. O pensamento é que ele foi imerso, e que nós deveríamos segui-Lo nisto. Nós já mencionamos que não é demonstrável que Ele tenha sido imerso. Na verdade, todas as cerimônias do Antigo Testamento, tanto de purificação quanto de consagração, foram executadas por aspersão ao invés de imersão. Jesus considerou o seu batismo com um cumprimento de toda a justiça (Mt 3:15). Como o Seu batismo completamente justo não seria perfeitamente realizado? Duas sugestões têm sido oferecidas e que podem, certamente, ser aplicadas. Números 19:11-13 fala da limpeza cerimonial de tocar o corpo de um homem morto através da aspersão de água sobre o imundo. Segunda, a consagração de vários oficiais no Antigo Testamento foi realizada pelo derramamento de óleo sobre eles e, no caso dos sacerdotes, havia também derramamento de sangue e água (Lv 8). Assim, o batismo de Jesus poderia ter sido a unção para o ofício. Na verdade, as duas ideias podem ser combinadas. De uma forma, Ele foi identificado conosco e assim precisou de uma limpeza cerimonial; de outra, o batismo era sobre o início de Seu ministério e Ele estava sendo consagrado para o ofício. O batismo de João poderia ter servido a este duplo propósito para Ele. Aspersão, e não imersão, seria a melhor combinação nessas prescrições.
Nós já temos observado, portanto, que nós somos batizados, não para seguir o exemplo de Jesus, mas em obediência a Sua ordem. Assim o apelo de segui-Lo no batismo não é realmente aplicável.

Fonte: “Systematic Theology – Volume Two”, p. 672, de GPTS Press
Tradução: Eric N. de Souza

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Morton H. Smith - O significado do Batismo Infantil


Se o batismo infantil é Escriturístico, assim como nós acreditamos, devemos mostrá-lo como tal. A questão que pode ser mencionada é sobre o seu significado. Do ponto de vista bíblico, não há benção inerente no sacramento em si mesmo e, portanto, não resulta em que todos que receberam o sinal são possuidores da graça real sinalizada. Isto é tão verdadeiro no batismo de adultos como é no de infantes (crianças). Deveria ser dito, portanto, que o batismo não é apenas um sinal de uma relação externa com a igreja. Ele é o sinal do Pacto espiritual da Graça.

A administração do rito não é baseada no nosso conhecimento dos decretos secretos de Deus; se fosse, em alguns casos, o batismo poderia ser administrado para aqueles que somente tem uma relação externa com a igreja visível, embora o batismo em si mesmo seja um sinal da relação espiritual. A base do batismo não é presumir eleição, regeneração ou salvação. A base é encontrada no mandamento de Deus de que os pais do Pacto e seus filhos devem ser selados com o sinal do Pacto. Não é algo sem importância ignorar o mandamento de Deus neste ponto. Moisés foi disciplinado por isso (Ex 4:24-26).

O Diretório para o Culto Público de Deus preparado pela Assembleia de Westminster sumarizou esta matéria assim: "Que a Promessa é feita aos crentes e sua semente, e que a semente e posteridade dos fiéis nascida dentro da Igreja, sob o Evangelho, não menos do que os Filhos de Abraão no tempo do Antigo Testamento; o Pacto da Graça, em substância, sendo o mesmo; e a graça de Deus e a consolação dos Crentes, mais abundante do que antes... Que as crianças, por batismo, são solenemente recebidas no seio da igreja visível, distinguidas do mundo e daqueles que estão fora, e unidas com os crentes; e que todos os que são batizados em o Nome de Cristo renunciam ao Diabo, ao mundo e à carne e pelo seu batismo estão obrigados a lutar contra eles; Que são cristãos, e santos por estarem ligados já antes do batismo, e consequentemente são batizados."

Fonte: "Systematic Theology - Volume Two", p. 668-669, de GPTS Press
Tradução: Eric N. de Souza

segunda-feira, 13 de maio de 2013

John Piper - De Israel para o mundo: Missões em Perspectiva


Por que Deus focou em Israel por 2.000 anos antes de enviar Cristo?

Basta pensar nisso. O Deus do universo focou a sua revelação especial e obra redentora em um pequeno povo étnico, Israel, por 2.000 anos - desde o chamado de Abrão em Gênesis 12 até a vinda de Cristo. Por todo esse tempo "ele permitiu que todas as nações seguissem os seus próprios caminhos" (At 14:16).
Em seguida, com a entrada de seu Filho no mundo, tudo isso mudou.
Enquanto Jesus subia ao céu, ele disse: "E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações" (Lc 24:47). "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28:19). Esta foi uma mudança fundamental na história da humanidade.
Mas o mandamento de discipular todas as nações não era uma reflexão tardia (plano substituto). Este era o plano desde o momento que Deus escolheu Israel. Deus disse a Abrão: "e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12:3).
Então Paulo aplicou isto ao Evangelho da justificação pela fé em Cristo: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti." (Gl 3:8). Então, Deus, quando ele escolheu Abrão 2000 anos antes de Cristo vir, estava preparando para alcançar as nações com o Evangelho de Cristo.
Por que, então, tanta demora, antes de Cristo vir e a Grande Comissão ser dada em seu nome?
Porque, na sabedoria de Deus, ele sabia que as nações do mundo compreenderiam bem melhor a natureza de Cristo e sua obra valendo-se do contexto de dois mil anos da história de Israel de lei e graça, fé e fracasso, sacrifício e expiação, sabedoria e profecia, misericórdia e julgamento.
Aqui está a forma como Paulo colocou em Romanos 3:19-20: "Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado." (Romanos 3:19-20). Em outras palavras, Deus falou por 2.000 anos à Israel para que o "mundo inteiro" percebesse que não há esperança de se acertar com Deus por meio de "obras feitas por nós em justiça" (Tito 3:5).
A história de Israel não é apenas sobre Israel. Trata-se de "toda a boca" e "todo o mundo." Não foi um desvio de 2 mil anos. Deus estava escrevendo um livro com lições para as nações. Não é por acaso que a nossa Bíblia tem o Antigo Testamento na sua formação.
Quando Paulo pregou aos não-judeus gregos no Aerópago, ele disse que até aquele momento os "tempos da ignorância" haviam dominado, Deus os tinha deixado seguirem seu próprio caminho. Mas, agora não: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17:30-31).
Este é o "agora" que nós vivemos. E é um excitante "agora". "Agora Deus ordena que todos, em todos os lugares se arrependam." O Cristo ressuscitado autoriza esta ordem. Ele estará conosco em seu cumprimento.
Fonte: http://crosscon.com/blog/. Acesse o texto original e completo aqui.
Tradução: Eric N. de Souza

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dr. Robert B. Sloan Jr - Aprendendo o contentamento


Nossas mentes, nossos corações e nosso eu interior estão constantemente sob ataque. Estes ataques podem proceder de circunstâncias físicas, de relacionamentos desfeitos, dos problemas do presente século mau ou simplesmente das preocupações que nós permitimos entrar em nós mesmos.

Em um dos meus últimos posts, eu te disse que a palavra "paz" nas Escrituras significava muito mais do que você pode ter percebido. Felizmente, o apóstolo Paulo escreveu sobre vários hábitos que podem nos ajudar a compreender e experimentar a paz de Deus.

Nossa vida interior é muito poderosa, tanto para o bem quanto para o mal. Todos sabem o quão poderosa a mente pode ser em pensamentos criativos, na produção literária ou em esportes. A mente tem uma grande capacidade de imaginar e criar.

Por outro lado, a mente também tem uma enorme capacidade de estar fora de controle. Quando nossas mentes estão fora de controle, os nossos corpos, os nossos comportamentos e as nossas emoções também podem ficar fora de controle. Em vez de nos permitirmos ficar inundados no pânico, no medo e no estresse, Paulo diz

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses 4:6)

Primeiro de tudo, em vez de estar ansioso, devemos nos submeter a Deus em oração. Quando fazemos isso, Paulo escreve:

“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus.(Filipenses 4:7)

Paulo segue explicando outra prática espiritual:

“Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.(Filipenses 4:8)

Paulo está se referindo a uma disciplina da mente em que nós nos recusamos a permitir que as coisas que são odiosas, desprezíveis, estressantes ou imorais assumam o controle de nossas mentes.

Paulo também ensina um terceiro hábito.

“Tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim, ponham-no em prática. E o Deus da paz estará com vocês.” (Filipenses 4:9)

Ou seja, praticar os comportamentos que você sabe que são certos. Ele está se referindo às tradições do evangelho, as tradições da teologia e as tradições do comportamento cristão que seus leitores aprenderam.
Paulo cultivou esses hábitos em si mesmo, e ele sabia o que ele estava falando:

“Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. (Filipenses 4:11)

Observe a palavra "aprendi". Paulo não estava automaticamente adaptado em todas as circunstâncias, foi uma habilidade que ele teve que aprender. Ele desenvolveu o hábito de confiar em Deus. Há um mistério aqui que ele aprendeu através da experiência da oração, da submissão de sua mente e coração, de deixar sua mente cheia das coisas certas e da experiência de confiança. Ele aprendeu a estar satisfeito, adaptado.

A palavra "adaptar" aqui é incomum. Paulo não a usa muitas vezes em seus escritos, e não é normalmente considerada como um termo cristão. É o termo a partir do qual obtemos a palavra inglesa "autonomia" ou autogoverno. Era um termo favorito usado pelos estóicos. Os filósofos estóicos tinham por objetivo o contentamento (adaptabilidade), o que significava controlar suas paixões, especialmente as emoções como o medo, a inveja ou até mesmo o amor. Eles não queriam ser controlados por suas emoções. Hoje, nós usamos o termo "estóico" para se referir a alguém que não permite que suas emoções sejam tão proeminentes.

Paulo usou a mesma palavra, mas mudou o foco estóico sobre si mesmo para um foco em Cristo. Ele aprendeu que ele poderia fazer todas as coisas através de Cristo, Aquele que o fortalecia. (Filipenses 4:13) Paulo sabia que ele vivia na presença do ressurreto e vivo Senhor do universo. Ele aprendeu hábitos de comportamento, hábitos da mente e hábitos de confiança, de modo que, quando ele era tentado a ceder aos seus medos ou ficar ansioso, ele era capaz de não estar "ansioso por coisa alguma", deixando seus pedidos conhecidos a Deus em tudo com a oração e súplica. (Filipenses 4:06) Ele aprendeu a experimentar o contentamento através da submissão ao Senhor Jesus Cristo. Temos de aprender a mesma coisa.

Se isso é difícil para você, pense nisso: o eterno Filho de Deus teve que confiar no Pai, de forma que se ele sacrificasse a Sua vida, o Pai o levantaria novamente. Jesus confiava no Pai. Ele se permitiu ser tomado pela morte. Ele se submeteu as cadeias da morte, confiando que o Pai o libertaria.

Quando aprendemos os hábitos de submissão, de humildade, de oração com súplicas, de praticar as coisas que são certas, de fazer o que nos foi ensinado, mesmo quando não nos é favorável, Deus não irá se esquecer. Deus vai nos redimir, e Ele nos reivindicará através de Jesus Cristo.

A vida do discípulo de Jesus Cristo é uma vida de confiança. Você quer agarrar tudo aqui e agora, ou você quer confiar que, no final, o Deus do universo justificará todos aqueles que O conhecem e O seguem através de Jesus Cristo?

Fonte: “Learning Contentment” de Dr. Robert B. Sloan, Jr. Extraído do original em robertbsloan.com
Tradução: Eric N.de Souza