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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

B. B. Warfield - Breve declaração da fé reformada

1. Creio que Deus, desde a criação do Seu mundo, tem claramente revelado, através das coisas que Ele tem feito, o Seu eterno poder e Sua natureza divina, e os requisitos de Sua lei, de modo que não há desculpa para a descrença ou a desobediência por parte de qualquer homem; ainda, contudo, que gloriosa, esta revelação não é suficiente para revelar aquele conhecimento de Deus e da Sua vontade que é necessário para a salvação.
2. Creio que o meu único objetivo na vida e na morte deve ser o de glorificar a Deus e gozá-lo para sempre; e que Deus me ensina a glorificá-Lo e gozá-Lo na Sua Palavra inerrante, ou seja, a Bíblia, que Ele deu pela infalível inspiração do Seu Espírito Santo para que eu possa saber com certeza em que devo crer acerca dEle e dos deveres que Ele requer de mim.
3. Creio que todo o conselho de Deus sobre todas as coisas necessárias à sua própria glória, à salvação do homem, à fé e à vida, ou está expressamente declarado nas Escrituras, ou pela boa e necessária conseqüên…

João Calvino - Duas espécies de arrependimento

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Outros, vendo na Escritura diferentes nomes para o que estudamos aqui, falam em duas espécies de arrependimento. E, para distinguir entre elas, a um chamam legal, pela qual o pecador, angustiado pelo duro castigo imposto ao seu pecado, e como que partido ou quebrantado pelo terror da ira de Deus, permanece preso a essa perturbação, sem poder se desentravar. A outra espécie eles chamam de arrependimento evangélico, pelo qual o pecador, estando lamentavelmente ensimesmado e aflito, não obstante levanta-se e eleva-se, abraçando a Jesus Cristo como remédio para a sua chaga, o consolo para o terror que o abate, o bom porto para o abrigar em sua miséria. Caim, Saul, Judas são exemplos do arrependimento legal. Quando a Escritura nos descreve o arrependimento deles, ela entende que, depois de conhecerem a gravidade do seu pecado, temeram a ira de Deus, mas, só pensando na vingança e no juízo de Deus, deixaram-se dominar por esse pensamento. Portanto, o seu arrependimento não é nada mais nada …

Joel Beeke - Proposta ingênua

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Alguns sugerem que o calvinismo e o arminianismo deveriam reconciliar-se, porque a Bíblia afirma tanto a soberania divina como a responsabilidade humana. Temos de ser calvinistas quando de joelhos e arminianos quando de pé, dizem eles. Mas essa proposta é ingênua. O calvinismo afirma o papel da responsabilidade humana tanto como o faz o arminianismo. O calvinismo e o arminianismo não podem ser unidos por causa das seguintes diferenças irreconciliáveis: ·A iniciativa da salvação é de Deus ou do homem.
·A depravação é total ou parcial.
·A eleição é incondicional ou condicional.
·A expiação é específica ou universal.
·A graça salvadora é irresistível ou resistível.
·Os santos têm de perseverar na fé ou têm de cair da graça.Essas diferenças não são apenas questões de ênfase; representam sistemas de pensamento diferentes. No fim, os cinco pontos do calvinismo são bíblicos e precisam ser proclamados com ousadia e vigor.
Fonte: “Vivendo para a glória de Deus” da Editora Fiel

William Lane Craig - A existência do mal implica a existência de Deus

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1.Se Deus não existe, então os valores morais objetivos não existem. 2.O mal existe. 3.Portanto, os valores objetivos morais existem. 4.Portanto, Deus existe. O ponto 1 foi o ponto que eu estava argumentando e que é acordado por muitos cristãos e ateus igualmente. O ponto 2 é a premissa fornecida pelo problema do mal em si. O ponto 3 é a conclusão suprida pelos estudantes universitários, que viram que os males morais que existem no mundo são objetivamente errados. E o ponto 4 é a conclusão lógica do argumento: visto que os valores morais objetivos não podem existir sem Deus e que os valores objetivos realmente existem (como mostrado pelo mal moral no mundo), conclui-se que Deus existe. Portanto, o mal realmente prova que Deus existe.
Se este argumento é correto – e acredito que seja -, ele se constitui numa refutação decisiva do problema do mal. Observe que ele faz isso sem tentar dar qualquer explicação para o mal – nós, semelhantemente a Jó, podemos ser totalmente ignorantes disso -, mas…

Stuart Olyott - O uso correto do Dia do Senhor

As pessoas não-convertidas não têm grande interesse no uso correto do Dia do Senhor, e inúmeros crentes se mostram confusos a respeito deste assunto. Esta confusão permanecerá enquanto não levarmos em conta os seguintes fatos importantes.
Quais são estes fatos?
1. Quando a Bíblia usa o termo “sabbath”, ele não significa “sábado”. “Sabbath” não é o nome de um dia da semana. A palavra é usada para descrever um tipo de dia, um dia de descanso do trabalho. Em todo o Antigo Testamento, os anos tinham 365 dias, e todo ano começava em um dia de “sabbath” (Lv 23.4-16). Outras datas fixas nunca podiam ser “sabbath” (Êx 12.1-28; Lv 23.15). Para fazer com que isso acontecesse, o calendário tinha de ser ajustado regularmente. A História nos ensina que isso era feito por acrescentar ao ano “sabbaths” extras que ocorriam consecutivamente. Identificar “sabbath” com o dia de sábado é um erro. Foi apenas depois do ajuste definitivo do calendário judaico, em 359 D.C, que os “sabbaths” dos judeus passaram…

R. C. Sproul - A santidade da vida e o aborto

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No ensino de Jesus nós vemos outro forte reforço sobre a santidade da vida. O assassinato de coração (intenção), tanto como a difamação, podem ser descritos como assassinatos “em potencial”. É um assassinato em potencial porque, como a raiva e a difamação, possui o potencial de conduzir ao ato físico do assassinato. Claro que eles não conduzem sempre a esse resultado. A raiva e a difamação são proibidas não somente pelo que elas podem resultar, mas por causa do real prejuízo à qualidade de vida.
Quando nós ligamos a discussão da santidade da vida ao aborto, nós fazemos uma sutil, mas relevante conexão. Mesmo se não puder ser provado que um feto é um ser humano vivo, não há dúvidas que ele é um ser humano vivo em potencial. Em outras palavras, um feto é uma pessoa em desenvolvimento. Não está num estado congelado de potencialidade. O feto está num processo dinâmico – sem interferência ou fatos inesperados – de se tornar um ser humano completo e real.
Jesus Cristo entende a lei contra o a…

João Calvino - Três pontos sobre o 3º mandamento

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É necessário observar diligentemente estes três pontos: primeiro, que tudo quanto concebermos sobre Deus, ou que a nossa língua falar, esteja em harmonia com a sua excelência e com a santidade de seu nome, e se preste para exaltar a sua grandeza. Segundo, que não abusemos temerariamente da sua santa Palavra, e que não alteremos os seus mistérios para servir à nossa avareza, ou à nossa ambição, ou as nossas loucuras. Mas como a dignidade do seu nome está impressa em sua Palavra e em seus mistérios, que os tenhamos sempre em honra e em alta estima. Finalmente, não falemos mal de suas obras nem as depreciemos, como fazem alguns ímpios que delas costumam falar de forma ultrajante, mas, tudo o que reconhecermos que provém do Senhor, louvemos pela sabedoria, justiça e poder que manifesta. É assim que se santifica o nome de Deus.
Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã