segunda-feira, 29 de abril de 2013

Charles Spurgeon - Por quê Calvinismo?

Somente usamos o termo “calvinismo” por uma questão de brevidade. A doutrina conhecida como calvinismo” não teve sua origem em Calvino; acreditamos que ela se originou com o grande Fundador de toda a verdade. Talvez o próprio Calvino a tenha extraído dos escritos de Agostinho. E Agostinho, sem dúvida, chegou às suas conclusões através do Espírito de Deus, a partir do estudo diligente dos escritos de Paulo, o qual, por sua vez, os recebeu do Espírito Santo e de Jesus Cristo, o grande Fundador da era cristã. Portanto, usamos essa designação, não porque atribuímos uma importância especial ao fato de Calvino ter ensinado estas doutrinas. Estaríamos dispostos a chamá-las por qualquer outra designação se pudéssemos achar uma que fosse melhor compreendida e que, em sua totalidade, estivesse de acordo com os fatos.

Fonte: "Verdades chamadas Calvinistas" da Editora PES


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Johannes G. Vos - Os elementos de bondade nas falsas religiões


É obvio que nenhuma religião é totalmente falsa. Existem elementos de verdade em todas as religiões, embora como sistemas elas devam ser consideradas falsas. Como esse fato pode ser explicado?

De acordo com a teoria evolutiva da religião, as diferenças entre as religiões é apenas uma questão de grau. Algumas religiões têm sido consideradas como melhores que outras, mas não existe diferença absoluta ou essencial entre elas, nos é dito. Sem dúvida, essa visão segue da noção de um desenvolvimento gradual do mais primitivo para o mais avançado. Todas as religiões são consideradas como misturas de características boas e más, sendo que existe variação apenas na proporção entre bem e mal nas diferentes religiões.

Se não aceitamos a teoria evolutiva, devemos procurar outra explicação para os traços de bondade nas falsas religiões. A explicação cristã é que esses traços são produzidos pela graça comum de Deus. “Graça comum” significa a graça de Deus dada a todas as pessoas do mundo, à parte da salvação no sentido cristão. Essa “graça comum” não salva as almas das pessoas, mas tem influência no nível de bondade humana, e tem um efeito restritivo sobre o mal e o pecado. Isso resulta nas características boas de vários sistemas religiosos falsos do mundo.

Além disso, a bondade nos sistemas religiosos falsos é somente uma bondade relativa. Não é a bondade no sentido mais elevado. Budismo e Cristianismo, por exemplo, ensinam que é errado furtar. Com respeito à declaração formal que furtar é errado, o Budismo e o Cristianismo são idênticos. Mas se dermos um passo adiante e perguntarmos por que furtar é pecado, as duas religiões divergem. O Cristianismo ensina que furtar é pecado porque vai contra a vontade de Deus, já o Budismo não tem tal discernimento...

Fonte: Monergismo.
Acesse o texto integral clicando em Monergismo

terça-feira, 23 de abril de 2013

João Calvino - Um belo exemplo da graça comum



Lição oriunda de um poeta pagão por meio de um famoso filósofo também pagão

Platão, vendo a ignorância dos homens em seus desejos e nos votos que fazem a Deus, os quais muitas vezes não lhes podem ser concedidos senão à custa de grande prejuízo ou dano, declara que a melhor maneira de orar é a que nos é dada por um  poeta pagão antigo, nestes termos: “Pedir a Deus que nos faça o bem, quer lhe peçamos ou não, e que se disponha a afastar de nós o mal quando desejamos que nos sobrevenha”. Boa opinião essa, considerando-se que vem de um pagão, pois ele vê quão perigoso é pedir a Deus o que nos ensina a nossa cobiça. Paralelamente, mostra a nossa desgraça, que consiste em não podermos abrir sem risco a nossa boca para pedir alguma coisa a Deus, se o Espírito Santo não nos conduzir na forma certa de bem orar.

Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã

quarta-feira, 17 de abril de 2013

João Calvino - Deus nos escolheu em Cristo


Em primeiro lugar, se pretendemos ter a clemência paternal de Deus e a sua benevolência em nosso favor, devemos voltar os olhos para Cristo, unicamente em quem repousa o beneplácito do Pai. Se nós buscamos a salvação, a vida e a imortalidade, é preciso que não recorramos mais a outros, visto que ele é a única fonte de vida, o único refúgio de salvação e o herdeiro do reino celestial. Agora vejamos: qual é a finalidade da eleição, senão que, sendo nós adotados por Deus como seus filhos, obtenhamos a salvação e a imortalidade, por sua graça e por seu amor? O que quer que se vire, revire e esquadrinhe mostrará que o objetivo da eleição não é outro. Portanto, dos que Deus escolheu para serem seus filhos não se diz que os escolheu neles mesmos, mas em seu Cristo, visto que não os poderia amar senão nele, e não os poderia honrar com a sua herança, a não ser fazendo-os primeiro partícipes dele. Pois bem, se fomos eleitos em Cristo, não encontramos em nós a certeza da nossa eleição; nem mesmo em Deus, o Pai, a encontramos, se é que podemos imaginá-lo nua e cruamente sem seu Filho.

Fonte: "As Institutas" da Editora Cultura Cristã

quinta-feira, 11 de abril de 2013

João Calvino - As partes componentes da nossa salvação


A Escritura ensina em toda parte que a causa eficiente da nossa salvação é a misericórdia de nosso Pai celeste e o amor que, por sua graça, ele tem por nós. Como causa material ela nos apresenta Cristo e sua obediência, pela qual ele adquiriu justiça para nós. Sobre a chamada causa instrumental, que diremos, senão que é a fé? O apóstolo João inclui numa só sentença todas essas leis, quando declara que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Quanto à causa final, diz o apóstolo1 que foi para demonstrar a justiça de Deus e glorificar a sua bondade. Quando vemos que todas as partes componentes da nossa salvação estão fora de nós, como é que vamos ter ou buscar alguma fé ou alguma glória em nossas obras?
-------------------------------------------
1 – Rm 3.1-8; Ef 1.6 e 2.7-9

Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Heber Carlos de Campos - Jesus desceu ao Hades?



Cristo não foi literalmente ao inferno entre a morte e a ressurreição para pregar aos aprisionados que lá estavam, porque a Escritura mostra claramente o lugar para onde ele foi depois que morreu e foi supultado. Certamente ele também não foi ao inferno após a sua ressureição.

Quando Jesus Cristo foi “morto na carne”, ele foi estar com seu Pai, pois a Escritura afirma que, antes de expirar, ele disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).

Quando Jesus Cristo foi “morto na carne”, ele foi para o céu, com seu Pai. No mesmo contexto da cruz, quando interpelado pelo ladrão à sua direita, que lhe suplicava “Lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”, ele replicou: “Hoje mesmo estará comigo no paraíso” (Lc 23.43). Se formos buscar na própria Escritura o sentido de Paraíso, verificamos que é sinônimo de céu (o “terceiro céu”, o lugar em que Deus habita de modo especial). Essa foi a idéia que Paulo deu a respeito de sua subida ao terceiro céu, que ele equipara ao paraíso (ver 2Co 12.2-4). Portanto, o lugar em que Jesus Cristo permaneceu após a sua morte e até a ressurreição, não foi o Hades, mas o céu (ou o Paraíso), o lugar de santa bem-aventurança e gozo!

Além disso, quando Jesus Cristo estava para morrer, ele disse que todo o seu sofrimento pela redenção do pecador estava no final. Jesus exclamou: “Está consumado” (Jo 19.30). Ele não teria que descer ao Hades para fazer qualquer pagamento, nem terminar sua obra de evangelização ou mesmo proclamar a sua vitória. Toda a obra de redenção e de proclamação pessoal do Redentor havia cessado.

Fonte: Trecho de “Descendit ad inferna”: Uma análise da expressão “Desceu ao Hades” no cristianismo histórico. Para acessar o texto na íntegra acesse Fides Reformata