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Mostrando postagens de Julho, 2013

Heber Carlos de Campos - Governo providencial de Deus

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... a atividade de Deus diz mais respeito ao “propósito diretivo de toda realidade e do curso da história para os fins que Deus tem em mente. É a execução real, dentro do tempo, de seus planos projetados na eternidade.”1
Por essa razão, os teólogos definem o governo incluindo a idéia do controle e do propósito ou fim. Se Deus governa o universo é objetivando um grande propósito, um fim estabelecido. Do contrário, a idéia de governo não tem sentido. Berkhof define o governo providencial de Deus como “a atividade contínua de Deus por meio da qual Ele governa todas as coisas teleologicamente de maneira que assegura o cumprimento do propósito divino”.
Legenda 1 - Millard J. Erickson, Christian Theology (Baker, 1990), 394.

Fonte: Extraído do livro “O ser de Deus e as suas obras” da editora Cultura Cristã

João Calvino - O culto que Deus requer

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Há uma dupla razão pela qual o Senhor, ao condenar e proibir todo culto fictício, exige que obedeçamos apenas à sua voz. A primeira tende grandemente a estabelecer a sua autoridade de modo que não sigamos nosso próprio arbítrio, mas dependamos inteiramente da sua soberania; e, em segundo lugar, a nossa insensatez é tanta que, ao sermos deixados livres, tudo de que somos capazes de fazer é desviarmo-nos. E uma vez que tenhamos nos apartado da reta vereda, não terá fim a nossa peregrinação, até que estejamos soterrados sob uma multidão de superstições. Portanto – para fazer valer o seu direito de domínio absoluto – é merecidamente que o Senhor impõe com rigor aquilo que ele quer que façamos e rejeita, de pronto, todos os meios humanos em desacordo com seu mandamento.

Fonte: Extraído de um comentário das Institutas em que cita o trecho “The Necessity of Reforming the Church”

William Lane Craig - A prova da ressurreição pela descoberta das mulheres

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… considerando o seu baixo status social e a incapacidade de servir como testemunhas legalmente reconhecidas, é um tanto surpreendente que tenham sido mulheres que encontraram, como principais testemunhas, o sepulcro vazio! Se o relato do sepulcro vazio não fosse verídico, ou seja, se fosse uma lenda, nessa lenda provavelmente seriam os discípulos que seriam postos como aqueles que encontraram o sepulcro vazio. O fato de que mulheres, cujo testemunho era considerado sem valor, foram as principais testemunhas do sepulcro vazio somente pode ser explicado plausivamente se, gostassem ou não as pessoas, elas de fato foram as que encontraram o sepulcro vazio, e os evangelhos fielmente registram, então, o que para eles era um fato muito embaraçoso.

Fonte: extraído do livro “Em Guarda” da Editora Vida Nova

Gregg Strawbridge - Princípio representativo

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Na cultura contemporânea, nós não estamos acostumados a pensar no cabeça (chefe) da família como representante espiritual de todos seus dependentes. Ainda, o papel representativo dos cabeças de família possui grandes precedentes bíblicos e ricas implicações no Velho e no Novo Testamento (cf. Ef 5:25-27; Hb 11:7).
O princípio representativo ajuda a explicar por que Abraão devotou todos da sua casa ao Senhor através do uso do sinal pactual do Antigo Testamento, apesar de alguns de seus membros ainda não terem expressado a sua fé. Abraão reconheceu sua necessidade, como o cabeça de uma família, de honrar a promessa do Senhor de ser o seu Deus e o Deus de sua família. O princípio representativo também explica por quê, no Novo Testamento, o apóstolo Paulo ainda podia dizer que filhos de pais cristãos – mesmo aqueles casados com não cristãos – eram “santos” diante de Deus (1 Co 7:14).
Fonte: extraído do livro “The Case for Covenantal Infant Baptism”
Tradução livre: Eric Nascimento de Souza

Fred G. Zaspel - Batismo como presunção

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Ele (Warfield) entende que “o campo” na parábola do joio é a “igreja externa”, caso em que a parábola ensina que a igreja é a reunião daqueles que são “presumivelmente regenerados”. E assim, por que tais julgamentos não podem ser feitos de forma infalível, a igreja não deve ser tão restrita e limitada quanto possível, mas “tão inclusiva quanto possível”. E no caso de filhos de cristãos, a igreja pode “batizar na presunção e não no conhecimento” – assim sendo guiada pela promessa “para você e seus filhos”. Claramente a promessa divina é uma “base mais sólida” de julgamento do que uma profissão de fé humana, e mesmo porquê todos os batismos são realizados “na presunção (suposição)”.
Fonte: The Theology of  B. B. Warfield
Tradução: Eric N. de Souza

Charles Hodge - Deixe os pequeninos vir a mim e não os impeçam

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Tão longe de excluí-los da igreja em cujo seio eles sempre tinham sido acalentados, ele chamou-os de ovelhas de seu rebanho, tomou-os em seus braços e os abençoou e disse: dos tais é o reino dos céus. Se são membros do reino dos céus, porquê deveriam ser excluídos do reino na terra? Sempre que um pai ou uma mãe procura admissão numa igreja cristã, seus corações estão prontos pra dizer: Senhor, aqui estou eu e as crianças que tu tens dado. E sua graciosa resposta sempre tem sido: Deixe os pequeninos vir a mim e não os impeçam.
Fonte: Extraído de "Systematic Theology"
Tradução: Eric N. de Souza