sábado, 31 de agosto de 2013

Herman Hoeksema - A Alegada Vontade Permissiva de Deus

Com respeito aos atos pecaminosos dos homens e demônios, devemos falar não somente da permissão de Deus, mas também de sua determinação. A Sagrada Escritura usa uma linguagem bem mais positiva. Devemos entender que o motivo para se falar da permissão de Deus, e não de sua vontade determinada com respeito ao pecado e os atos maldosos dos homens, é que Deus nunca pode ser apresentado como o autor do pecado. Mas esse propósito não é alcançado falando-se da permissão de Deus ou de sua vontade permissiva: se o Todo-poderoso permite o que poderia igualmente ter impedido, é a mesma coisa do ponto de vista ético se tivesse ele mesmo assegurado. Dessa forma, perdemos a Deus e sua soberania: permissão pressupõe a idéia que existe um poder fora de Deus, que pode produzir e fazer algo à parte dele, mas que recebe a mera permissão por Deus para agir e operar.

Isso é dualismo, e aniquila a soberania completa e absoluta de Deus. Devemos manter que o pecado também, e todos os atos perversos dos homens e anjos, tem um lugar no conselho de Deus, no conselho de sua vontade. Isso é ensinado pela palavra de Deus. Sem dúvida foi de acordo com o conselho determinado de Deus que Cristo foi cravado na cruz e que Pilatos e Herodes, com os gentios e Israel, reuniram-se contra o santo Jesus (Atos 2:23; Atos 4:24-28). Portanto, é muito melhor falar que o Senhor em seu conselho não somente odeia o pecado, mas também determinou que aquilo que ele odeia aconteceria para revelar seu ódio e servir a causa do seu pacto.

Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 1, Herman Hoeksema,
Reformed Free Publishing Association, pg. 226-7.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Extraído de Monergismo

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Scott Price - A falsa religião do adepto da teoria do "Livre-Arbítrio"


1) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem NÃO é totalmente depravado e que ele possui plena capacidade para ir a Cristo ao usar seu livre-arbítrio, e que Deus aceitará essa pessoa por causa do exercício dessas habilidades. Note: Dizer que o homem NÃO é totalmente depravado significa afirmar que ele possui certa justiça própria digna de merecer algo da parte de Deus.

2) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Deus o escolhe baseado na observação futura do uso do livre-arbítrio — caso o homem escolha crer —, portanto , Deus elege um homem para a salvação sob a condição de que o livre-arbítrio previsto dessa pessoa escolha a Deus. Note: Dizer que a eleição é condicionada de alguma forma pelo homem é promover a salvação pelas obras, que é uma coisa má e autojustificadora.

3) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que Cristo morreu universalmente por toda humanidade, sem exceção, e que depende do livre-arbítrio do homem tornar a morte de Cristo eficaz. Note: Dizer que a morte de Cristo NÃO é o diferencial entre céu e inferno é competir com o estabelecimento e a obra da justiça que Cristo obteve mediante sua vida e morte.

4) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê que o homem pode resistir à vontade de Deus a qualquer hora mediante vontade própria. Note: Dizer que o pecador pode resistir ao chamado eficaz, interno e atrativo do Espírito Santo de Deus — o mesmo poder que levantou Cristo dos mortos — é dizer que o homem possui mais poder que o próprio Deus.

5) O adepto da teoria do “livre-arbítrio” crê ser capaz, mediante seu livre-arbítrio, voltar as costas para Deus e, como resultado disso, perder a salvação. Note: O problema com o adepto da teoria do “livre-arbítrio” é que, antes de tudo, ele não entende como a pessoa é salva, muito menos o tópico da preservação ou perseverança. Ele imagina ser alvo da salvação condicional, orientada por obras do princípio ao fim.


Esses cinco pontos — aos quais o adepto da teoria do “livre-arbítrio” da falsa religião se apega — são mentiras de Satanás, opostas à verdade divina. Deus diz que somos justificados pelo sangue e pela justiça imputada de Jesus Cristo, o Senhor. O falso evangelho parece existir em excesso no mundo hoje. Paulo disse em Gálatas 1:9: “Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Se Deus é absolutamente soberano e o autor da salvação eterna, então o livre-arbítrio é um mito. A Palavra de Deus declara dessa forma.

Se o adepto da teoria do “livre-arbítrio” está tão impressionado com seu livre-arbítrio, por que ele não o usa para parar de pecar? Ele não pode fazê-lo, pois não o possui! “Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece” (Romanos 9:16). Toda a glória irá para Deus na salvação de uma pessoa ou não haverá salvação. Deus é zeloso de sua glória e não a partilhará com nenhum adepto da teoria do “livre-arbítrio”. JAMAIS!

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Fonte: Monergismo

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vincent Cheung - "Carne e sangue", o que significa?

Blasfêmias e heresias não invadem simplesmente as mentes das pessoas – são as pessoas que abraçam e espalham as mesmas; do mesmo modo, pecados não ocorrem por si mesmos – as pessoas pecam, e elas pecam porque são más. Consequentemente, os inimigos de Deus não são simplesmente as crenças e ações antibíblicas, mas as pessoas que abraçam essas crenças e realizam essas ações, e Deus irá enviar tanto as crenças como as pessoas incrédulas para o inferno.
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Que não queremos lutar contra “carne e sangue” significa somente que nosso conflito não é físico, de modo que não empregamos estratégias e armas físicas, e não procuramos infligir injúrias físicas aos nossos oponentes. Antes, visto que a guerra é espiritual, nossas armas também são espirituais, e em vez de usarmos revólveres e bombas, oramos, pregamos e argumentamos.


Fonte: Trechos extraídos de “Apologética no diálogo” da Editora Monergismo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Tomás de Kempis - Sábio é quem faz a vontade de Deus

Como se esvai depressa a glória deste mundo! Ah, se a vida deles tivesse correspondido à sua ciência! Porque assim seu estudo e sua leitura teriam servido a um bom propósito.
Quantos perecem por causa da ciência vã deste mundo, e tão poucos se preocupam em servir a Deus!
Porque preferindo ser importantes a humildes, “seus pensamentos se tornaram fúteis” (Rm 1.21).
Pois grande é quem é grande em caridade.
Grande é quem se faz pequeno e não se importa nem um pouco em receber honras elevadas.
Pois sábio é quem “considera todas as coisas terrenas como esterco, para poder ganhar Cristo” (Fp 3.8).
Sábio é quem faz a vontade de Deus e abre mão de sua própria vontade.

Fonte: Trecho de "Imitação de Cristo" da Editora Mundo Cristão.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Herman Hoeksema - A Ordo Salutis definida

Estritamente falando, a justificação precede a santificação. Todavia, o pecador que recebe a justificação pela fé já foi santificado em princípio, e não pode ser justificado subjetivamente a menos que seja também santificado. Em adição, é verdade também que Deus não concede a plenitude da salvação em Cristo ao pecador num único ato. Deus nos trata como criaturas racionais e morais, e deseja que nos tornemos plenamente conscientes das bênçãos da salvação que ele concede ao seu povo. Além disso, o processo de salvação continua por toda a vida do pecador eleito; no sentido exato há crescimento na graça até o próprio momento de sua partida desse tabernáculo. Contudo, quando falamos da ordo salutis, devemos entender essa ordem num sentido lógico, e não temporal.

Fonte: Trecho extraído de Monergismo.
Leia o texto completo em Monergismo

domingo, 4 de agosto de 2013

Lee Strobel - J. P. Moreland "a ceia como prova da ressurreição de Jesus"

Moreland mencionou a instituição da ceia do Senhor e do batismo na igreja antiga como mais uma prova circunstancial de que a ressurreição de Cristo realmente aconteceu. Eu, porém, tinha algumas dúvidas.

— Não é simplesmente natural que as religiões criem seus rituais e costumes? — perguntei. — Todas as religiões os têm. Portanto, como isso prova algo a respeito da ressurreição de Jesus?

— É verdade, mas vejamos a ceia com mais atenção — replicou ele. — O que é estranho é que esses primeiros seguidores de Jesus não se reuniam para celebrar seus ensinos ou sua pessoa maravilhosa. Eles se reuniam regularmente para uma refeição de celebração por um motivo: recordar que Jesus fora trucidado de modo grotesco e humilhante. Pense nisso em termos modernos. Se houvesse um grupo de pessoas que amasse John F. Kennedy, elas poderiam se encontrar regularmente para recordar seu confronto com a União Soviética, sua promoção dos direitos civis e sua personalidade carismática. Mas elas não iriam celebrar seu assassinato por Lee Harvey Oswald! No entanto, isso é análogo ao que esses primeiros cristãos faziam. Como explicar tal fato? Eu o explico assim: eles entenderam que o assassinato de Jesus foi um passo necessário para uma vitória muito maior. Sua morte não fora a última palavra; a última palavra era que ele vencera a morte por todos nós, ressuscitando. Eles celebravam sua execução porque estavam convictos de que o tinham visto vivo depois do sepultamento.


Fonte: Extraído de “Em defesa de Cristo” da Editora Vida