domingo, 22 de setembro de 2013

Pacto de Lausanne - O propósito de Deus


Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

Fonte: Pacto de Lausanne

sábado, 14 de setembro de 2013

C. Michael Patton - "Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia" e outras afirmações estúpidas


Deve-se assumir a inspiração da Bíblia para dizer que a Bíblia não pode provar a Bíblia

Veja, para alguém dizer “Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia”, eles não sabem, mas estão pegando emprestado um pouco da cosmovisão cristã para, até mesmo, fazer tal afirmação. Qual é o empréstimo? A unidade básica da Escritura ou a sua única autoria. A única maneira de dizer que a Bíblia não pode provar a Bíblia é presumir a inspiração das Escrituras. Caso contrário, não tem razão para conectar o cânon das Escrituras todos juntos dessa forma. Para os não-cristãos, especialmente, a Bíblia deveria ser vista como sessenta e seis documentos antigos, os quais permanecem de pé ou caem por conta própria. A fim de fazê-los ficar de pé ou cair juntos, deve-se assumir uma única autoria de algum tipo. Nesse ponto, o argumento torna-se autodestrutivo pois a própria afirmação (“Você não pode usar a Bíblia para provar a Bíblia”) comprova a Bíblia!

Fonte: Extraído de “You Can’t Use the Bible to Prove the Bible” . . . And Other Stupid Statements. Acesse o texto completo em Credo House Ministries
Tradução: Eric N. de Souza

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Alister McGrath - Teologia, seu significado básico


Um modo útil de pensar a relação da teologia com a Bíblia foi apresentada pelo grande pregador escocês do século XIX Thomas Guthrie. Sua abordagem se baseia nos diferentes ambientes em que crescem as flores. Guthrie argumenta que a Bíblia é como a natureza. Flores e plantas crescem livremente em seu habitat natural, sem interferência humana. Nosso desejo por ordem acaba levando essas mesmas plantas a serem coletadas e organizadas em jardins botânicos de acordo com as espécies, a fim de que possam ser estudadas individual e detalhadamente. As mesmas plantas podem, portanto, ser encontradas em diferentes contextos: um natural e outro resultante da organização humana. A teologia representa a tentativa humana de colocar ordem nas idéias das Escrituras, organizando-as e ordenando-as para que a relação mútua entre elas possa ser melhor entendida. Olhando dessa maneira, a teologia não é — e não foi feita para ser — substituta das Escrituras. Em vez disso, trata-se de auxílio para aprender sobre elas. Como um par de lentes, põe foco no texto das Escrituras, permitindo que atentemos para o que talvez passasse despercebido. A doutrina está sempre subordinada às Escrituras; é sempre sua serva, nunca mestra. Exploremos alguns dos mecanismos da teologia.

Fonte: “Teologia para amadores” da Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Arthur W. Pink - A misericórdia de Deus anularia o castigo eterno do pecador?

   

   
   Deus é misericordioso. Pode ser que o homem seja pecador, e que a santidade exija que ele seja punido, mas argumenta-se que a misericórdia divina haverá de intervir, e, mesmo que o castigo não seja revogado por completo, imagina-se que a sentença será modificada e os termos do castigo sejam abreviados. Diz-se que o tormento eterno dos perdidos não se harmoniza com um Deus de misericórdia.

    Se por “misericórdia de Deus” queremos dizer que Ele é complacente demais para repartir entre Suas criaturas o castigo devido, pela lógica devemos aplicar isso a todos os demais atributos de Deus (já que são todos infinitos), e concluir que nenhuma de Suas criaturas pode sofrer de forma alguma. Contudo, é evidente que isso não é verdade. Os fatos negam isso. As criaturas de Deus sofrem, muitas vezes de modo excruciante, até mesmo nesta vida. Olhe o mundo de hoje, e repare na indizível miséria que abunda em todos os lugares; lembre-se, então, que, por mais misterioso que seja para nós, isso tudo é permitido por um Deus cheio de misericórdia. Depois, leia no Antigo Testamento os juízos do dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra com fogo e enxofre do céu; as pragas sobre o Egito; os juízos que se abateram sobre Israel; e então saiba que essas coisas não foram impedidas pela misericórdia de Deus! Argumentar, então, que, porque Deus é misericordioso Ele não haverá de lançar no lago de fogo cada um que não tiver o nome escrito no Livro da Vida, é fazer-se de cego diante de todos os juízos de Deus do passado!


Fonte: Extraído de “O castigo eterno” em Monergismo