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Mostrando postagens de Novembro, 2013

João Calvino - Perfeição é um requisito para tomar a Ceia do Senhor?

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Aliás, o que se exige não é fé perfeita ou arrependimento perfeito. Isto é enfatizado por causa de algumas pessoas, pois ao insistirem demais por uma perfeição que não pode ser encontrada em parte alguma, outra coisa não fazem senão por barreira entre cada homem e cada mulher e a Ceia para sempre. Mas se o leitor é sério em sua intenção em aspirar a justiça de Deus, e se, humilhando-se ante a consciência de sua própria miséria, você recorre à graça de Cristo, e descansa nela, esteja certo de que é um convidado digno de aproximar-se desta Mesa. Ao afirmar que você é digno, estou dizendo que o Senhor não o deixa fora, ainda que em outros aspectos você não esteja como deveria. Porquê a fé, ainda que imperfeita, transforma o indigno em digno.

Fonte: Extraído da citação de “Exposição de 1 Coríntios” nas “As Institutas – Vol 4” da Editora Cultura Cristã.

Nancy Pearcey - Metodologia dos secularistas

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Os secularistas são politicamente muito astutos para atacar a religião de modo frontal ou ridicularizá-la como falsa. Então, o que fazem? Eles consignam a religião à esfera do valor, desta forma excluindo-a da esfera do verdadeiro e do falso. Assim, os secularistas podem nos assegurar de que “respeitam” a religião, ao mesmo tempo em que negam haver relevância com a esfera pública.
Como disse Phillip Johnson, a divisão fato/valor “permite que os naturalistas metafísicos apaziguem as pessoas religiosas potencialmente problemáticas, garantindo-lhes que a ciência não descarta a ‘crença religiosa’ (uma vez que não almeje ser conhecimento)”. Em outras palavras, contanto que todos entendam que é apenas questão de sentimentos particulares.

Fonte: extraído de “Verdade Absoluta” da CPAD

François Turretini - Razão e Fé

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Havendo estabelecido esse ponto, digo que à razão pertence o julgamento da discrição em questões de fé, quer subjetivamente (porquanto pertence somente ao intelecto saber e distinguir essas questões de fé), quer normalmente; e de fato com respeito à veracidade das conclusões em todas as proposições (conhecidas por meio da natureza ou por meio da revelação), mas com respeito à veracidade das proposições somente naquelas que são conhecidas por meio da natureza e, mesmo então, com a tríplice cautela:
   (1)Que o julgamento da razão não seja considerado indispensável, como se a teologia nada pudesse fazer sem ela.
   (2)Que a Palavra de Deus (na qual essas verdades estão reveladas também) seja considerada sempre como a regra primária e a razão como a secundária.
   (3)Que, quando a Palavra acrescenta algo desconhecido da natureza a uma coisa conhecida por meio da natureza, não devemos julgá-la por meio da natureza ou da razão, mas por meio da Palavra (não que a Palavra e a razão sejam contra…

Gordon Clark - Deus, autor do pecado?

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Quando, consequentemente, a discussão chega a Deus como sendo o autor do pecado, tem-se de entender que a questão é: É Deus a causa imediata do pecado? Ou, mais claramente, Deus comete pecado? Essa é uma questão que diz respeito à santidade de Deus. Ora, deveria estar claro que Deus não comete pecado tanto quanto não está escrevendo estas palavras. Embora a traição de Cristo tenha sido ordenada desde a eternidade, como um meio de efetivar a expiação, foi Judas, não Deus, quem traiu Cristo. As causas secundárias na história não são eliminadas pela causalidade divina, mas, ao contrário, são confirmadas. E os atos dessas causas secundárias, tanto os justos quanto os pecaminosos, devem ser atribuídos imediatamente aos agentes; esses agentes é que são responsáveis. Deus não é responsável nem pecaminoso, embora seja a única causa suprema de tudo. Ele não é pecaminoso porque, em primeiro lugar, tudo quanto Deus faz é justo e reto. É justo e reto simplesmente em virtude do fato de ser ele quem…