terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Greg Bahnsen - Homossexualismo quanto às leis sociais judaicas

Devemos lembrar que a lei judaica do Antigo Testamento continua sendo normativa para o mundo moderno. Não houve o propósito de a lei ser uma excentricidade ética dos israelitas, pois é manifesta nos corações dos gentios1, permanece como um ideal para todas as nações2, e mostra como o reino de Deus vem e como a sua vontade é feita na terra como no céu. Por conseguinte, mesmo que Paulo quisesse dizer em Romanos 1.26 que o homossexualismo era contrário à “costumeira” lei judaica (isto é, a natureza), isso não abrandaria a sua condenação universal dessa prática.

1 Rm 2.14,15
2 Dt 4.8; Is 51.4; Lv 18.24-27; Pv 14.34; Sl 72.1-11; Mt 28.18-20

Fonte: extraído de “Homossexualismo: uma análise bíblica” da Editora Monergismo


sábado, 21 de dezembro de 2013

Joel Beeke - O principal propósito do homem é glorificar a Deus


Em tudo o que o homem faz, por palavras e por ações, ele deve empenhar-se para dar glória ao seu Criador e Redentor. Calvino incorporou essa verdade em sua vida e escritos, bem como em sua morte. Quando sua vida se aproximava do fim, o seu corpo foi assolado por inúmeras enfermidades. O seu sofrimento se tornou tão severo, que seus mais queridos amigos rogavam-lhe que parasse de trabalhar. Calvino respondeu: “O quê? O meu Senhor me achará ocioso?” Quão característico isso era do homem que viria pelo lema “Eu te ofereço, Senhor, meu coração, pronta e sinceramente”.

De modo semelhante, os calvinistas dedicam suas vidas à glória de Deus. São homens e mulheres que estão convencidos de que o principal propósito de sua vida é glorificar a Deus. Como afirma tão magnificamente o Catecismo de Heidelberg, o único consolo deles na vida e na morte é que pertencem ao seu fiel Salvador, Jesus Cristo (Pergunta 1). Quando o calvinista se apega ao soli Deo gloria em sua peregrinação espiritual, ele confessa que tudo que Deus faz é bom. Baseado nas Escrituras e por amor a Cristo, ele confia que todas as coisas concorrem para a glória de Deus e para o bem dele (Rm 8.28).

Fonte: “Vivendo para a glória de Deus” da Editora Fiel

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Brian Schwertley - O Espírito Santo veio pra quê?

Ensina a Bíblia que o Espírito Santo veio para que tivéssemos uma maravilhosa e subjetiva experiência? Para que pudéssemos ter maravilhosas sensações religiosas? Para que pudéssemos sentir uma corrente elétrica em nossos corpos? Para que pudéssemos ter uma experiência excitante e atordoante? Para que nossos cultos de adoração deixassem pessoas dizendo: “Uau, que emocionante!”? Ensina a Bíblia que o Espírito Santo veio para que as pessoas tivessem as suas atenções voltadas para Ele? Para que pessoas pendurassem faixas com imagens de pombas nas igrejas e tivessem seminários sobre o batismo do Espírito, etc? Não, de forma alguma. Vejam com atenção o que Jesus Cristo diz sobre o ministério do Espírito: “... quando vier, porém, o Espírito da verdade, ... Ele me glorificará porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13,14). O Espírito Santo veio para guiar os homens a Cristo e para glorificar a Cristo.

Fonte: extraído de “O Movimento Carismático e as Novas Revelações do Espírito” da Editora Os Puritanos

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

George Knight III - Relacionamento ontológico entre homem e mulher

O relacionamento ontológico análogo àquele entre homem e mulher, escreve Paulo, é aquele entre o Pai e o Filho (1 Co 11:3). Que Cristo se submete como Filho e como encarnado – isto é, por causa de certos aspectos ontológicos – não significa que Ele seja inferior ao Pai, nem é posta em dúvida a sua divindade. Da mesma forma, que a mulher se submeta como mulher, não significa que seja inferior, ou que a sua humanidade como portadora da imagem fique ameaçada. Em ambos os casos, temos iguais se relacionando um com o outro. Em ambos os casos, um, por causa de seu papel “ontológico” e ordenado em relação ao outro, reconhece a autoridade e se submete. Assim como nenhuma inferioridade pode ser declarada ou pressuposta para Cristo em relação à sua submissão, assim também nenhuma inferioridade pode ser declarada ou pressuposta para a mulher e nenhuma objeção pode ser feita com justiça porque sua submissão se apoia em sua identidade co-criada como mulher em relação ao homem.

Fonte: extraído de “Homem e Mulher – suas atribuições” da Editora Os Puritanos.