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Mostrando postagens de 2014

Ravi Zacharias - Direito moral da criação ou de Deus (criador)?

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… Em todo o seu discurso ela insistiu reiteradamente: “É meu direito moral fazer o que eu decidir fazer com o meu corpo!”.
Por fim, quando ela parou para tomar fôlego, eu disse: “Tudo bem, senhora. Já que a senhora falou sobre o assunto, eu gostaria de fazer uma pergunta. Será que a senhora pode me explicar uma coisa/ Quando um avião cai, e algumas pessoas morrem enquanto outras sobrevivem, um cético põe em questão o caráter moral de Deus, dizendo que ele escolheu alguns para sobreviver e outros para morrer por mero capricho. A senhora, contudo, alega que é direito moral seu decidir se a criança no seu ventre deve viver ou morrer. Isso não parece estranho? Quando Deus decide quem deve viver e quem deve morrer, ele é imoral; quando a senhora decide quem deve viver ou morrer, é seu direito moral”.
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... antes de acusar o Deus da Bíblia de violar sua própria lei moral, qualquer pessoa não deveria considerar o fato de que o mesmo Deus que criou o código mor…

William Lane Craig - O roubo do corpo de Jesus: hipótese plausível?

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A hipótese da conspiração vê os discípulos através do espelho retrovisor da história cristã, em vez de vê-los através dos olhos de um judeu do primeiro século. Um judeu não tinha qualquer expectativa de um Messias que, em vez de estabelecer o trono de Davi e subjugar os inimigos de Israel, fosse vergonhosamente executado pelos gentios como um criminoso. Além do mais, a ideia da ressurreição era algo simplesmente desvinculado da ideia de um Messias, e até mesmo incompatível com essa ideia, uma vez que não se suponha que o Messias fosse morto. Como tão bem coloca N. T. Wright, se você fosse um judeu do primeiro século e seu Messias favorito fosse crucificado, então você tinha basicamente duas opções: ir para casa ou arranjar um novo Messias. Contudo, a ideia de roubar o corpo de Jesus e dizer que Deus o havia ressuscitado dos mortos dificilmente passaria pelas mentes dos discípulos.
Fonte: “Em Guarda” da Editora Vida Nova

James Montgomery Boice - A lógica calvinista na Trindade

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As doutrinas da graça dependem umas das outras, e juntas elas apontam para uma verdade central: a salvação ocorre inteiramente pela graça, porque ela pertence inteiramente a Deus. E por ser inteiramente dele, ela é inteiramente para a sua glória.
Para que possamos apreciar a glória de Deus nas doutrinas da graça em toda sua plenitude, é útil reconhecer o papel desempenhado por cada pessoa da Trindade nos cinco Pontos do Calvinismo. A eleição é a escolha de Deus Pai. A expiação é o sacrifício de Deus Filho. A graça que nos leva a Cristo e nos capacita a perseverar até o fim é a obra de Deus Espírito Santo. Assim, a salvação é uma obra divina do início ao fim – o trabalho coordenado do Deus triúno –, como é necessário para que sejamos salvos. Leve o seguinte em consideração: se estamos realmente mortos em nossos pecados (depravação radical), só Deus poderia nos escolher em Cristo (eleição incondicional), somente Cristo poderia expiar os nossos pecados (redenção particular), e somente o E…

Mike McKinley - Vantagens e Desvantagens de Plantar ou Revitalizar uma Igreja

Geralmente há uma boa razão pela qual uma igreja precisa ser revitalizada. Igrejas com frequência mínguam em tamanho e em efetividade por causa de um evento traumático ou anos de liderança pobre. Como resultado, o prédio e os programas da igreja podem estar em ruínas – sem falar no estado espiritual da congregação em si. Nesses casos, haverá muito a superar e demolir a fim de levar a igreja adiante. Esse processo é, com frequência, muito doloroso. Se a igreja já estivesse inclinada a fazer as coisas que igrejas saudáveis fazem, ela provavelmente não estaria morrendo. Encontrar uma igreja com problemas não é difícil. Encontrar uma igreja com problemas que deseje mudar e crescer é muito mais complicado.
Fonte: Ministério Fiel Acesse o texto completo aqui

Alister McGrath - Função e Identidade de Jesus

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As afirmações a respeito de Jesus podem ser enquadradas em duas categorias gerais. Primeiro, existem afirmações a respeito da função de Jesus: o que Deus fez por nós em Jesus. Em segundo lugar, temos afirmações a respeito da identidade de Jesus: quem é Jesus. Essas duas categorias estão intimamente relacionadas. Tudo o que Jesus realizou está fundamentado nessa identidade; sua identidade é demonstrada em suas obras. Do mesmo modo como as peças de um quebra-cabeça são montadas para formar um todo compatível em que nenhuma peça pode se distinguir por si mesma, assim os “títulos cristológicos” do Novo Testamento juntam-se para formar um quadro geral que nenhum título pode manifestar adequadamente estando separado. Tomados coletivamente, esses títulos formam um retrato persuasivo, rico, profundo e poderoso de Cristo, o Salvador divino e o Senhor, que continua a exercer influência e atração enormes sobre os seres humanos, pecadores e mortais.
Fonte: “Teologia - Os fundamentos” da Edições Lo…

Joseph Alleine - Procurar ajuda fora de si mesmo

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Não pense que por orar, ler e ouvir a Palavra de Deus, confessar os pecados e corrigir-se você efetuará a cura. Todas essas são necessárias, mas você estará destruído se confiar apenas nelas. Você será um homem perdido se esperar escapar do afogamento agarrando-se a outra tábua de salvação, senão a Cristo. É preciso despir-se de si mesmo, renunciar à sua própria sabedoria, à sua própria justiça, à sua própria força, e lançar-se completamente sobre Cristo, caso contrário não escapará. Enquanto os homens confiarem em si mesmos, estabelecerem a sua justiça própria, e confiarem na carne, não buscarão a salvação em Cristo. É preciso saber que seu lucro é perda, sua força é fraqueza, sua justiça é trapo de imundícia, antes que haja uma união eficaz entre Cristo e você.
Fonte: “Um guia seguro para o céu” da PES.

Ronald Hanko - Decretos e Mandamentos: duas vontades?

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Esta distinção é, por vezes, utilizada na defesa da ideia de que Deus tem duas vontades contraditórias: que ele ordena (deseja) a todos que ouvem o Evangelho que creiam em Jesus Cristo, enquanto ele mesmo decretou (desejou) que alguns não creriam. Isto, nós cremos, é um jogo de palavras, desde que mandamento e decreto são duas coisas diferentes, embora a palavra desejo seja usada para ambos. No caso do decreto, a palavra desejo se refere aquilo que Deus eternamente determinou. Tratando-se do seu mandamento, aquilo que é aceitável e agradável para Ele. Não é a mesma coisa, e não há conflito entre eles. Pode ser verdadeiro que Deus ordena o que Ele não decretou, mas mesmo assim não há conflito. Por quê? Porque a ordem do mandamento não é uma palavra vazia, mas algo que Deus usa para cumprir seus decretos.
Explicando mais claramente, quando Deus ordena a alguém crer, esta ordem leva esta pessoa irresistivelmente a Cristo na fé salvadora (Jo 6:44) ou a endurece na incredulidade (Rm 9:18; 2…

John Frame - Decreto, preceito e sabedoria

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Deus nos orienta por meio dos seus decretos, da sua Palavra escrita e da sabedoria dada pelo Espírito. Por meio dos seus decretos, ele abre e fecha portas, dando-nos algumas oportunidades e retirando outras, mas essas circunstâncias de nossa vida não nos dizem, por si mesmas, como devemos agir. Pela Escritura, ele nos diz o que quer fazer, mostrando-nos como responder a essas circunstâncias. Pela sabedoria dada pelo Espírito, Deus nos capacita a aplicar a Escritura às circunstâncias.
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Estas três categorias – decreto, preceito e sabedoria – estão perspectivamente relacionadas. Deus decreta agir segundo seus preceitos e sua sabedoria. Seus preceitos incluem o ensino de que devemos nos curvar diante dos decretos soberanos de Deus e buscar sua sabedoria. E sua sabedoria é revelada tanto nos seus decretos quanto na sua Palavra. Em termos da estrutura tríplice tradicional da minha teologia do senhorio, o decreto é situacional, o preceito é normativo e a sabedoria é existenci…

John MacArthur - Autoridade masculina

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Deus, porém, estabeleceu o princípio da autoridade masculina e da submissão feminina com o propósito de ordem e complementação e não com base na superioridade inata dos homens. Um empregado pode ser mais inteligente e mais hábil do que seu patrão, mas uma empresa não pode funcionar bem sem a submissão à autoridade, mesmo que aqueles que lideram não sejam tão competentes quanto deveriam. Os líderes eclesiásticos são escolhidos entre os homens mais espirituais da congregação, mas outros membros podem ser ainda mais espirituais. Aqueles que não ocupam posições de liderança ainda são chamados para se submeter aos líderes.
Pode haver nas igrejas mulheres que estudam mais a Bíblia e pregam melhor do que muitos homens. Se elas, porém, são obedientes à ordem divina e comprometidas com seu desígnio, submeter-se-ão à autoridade masculina e não tentarão usurpá-la.
Fonte: “Homens e mulheres” da Editora Textus

Ronald Hanko - O batismo do eunuco foi por imersão?

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É geralmente assumido que as palavras “desceram ambos à água” e “saíram da água” em Atos 8:38, 39 descrevem o batismo do eunuco e o fato que ele deve ter sido imerso. Existem dois problemas com esta visão. Um problema são as preposições usadas – “à” (eis, no grego) e “da” (ek) não implicam imersão de forma alguma. A palavra à no Novo Testamento é traduzida de muitas formas diferentes, incluindo: “at” [em, no, por] (20 vezes), “in” [dentro, em, no] (131), “into” [em, entre] (571), “to” [para] (282), “toward” [em direção a, para] (32), e “unto” [até, para] (208). Isso pode ser verificado com uma boa concordância. A palavra da é traduzida variadamente: “from” [de, por] (182 vezes), “up from” [de dentro de] (2), e “out of” [da, fora de] (131). Substituir essas traduções diferentes nos dois versículos mostrará imediatamente que diferença isso faz. O ponto é que essas duas palavras não estão descrevendo o batismo de forma alguma, mas o que aconteceu imediatamente antes e após o batismo. As …

Joel Beeke - Arminianismo X Calvinismo

Arminianismo (Graça resistível) O Espírito Santo faz tudo que pode para influenciar cada pessoa a converter-se a Deus.O Espírito Santo não pode produzir o arrependimento e a fé na alma sem que esta exerça seu livre-arbítrio para escolher o arrependimento e a fé; estas são, pelo menos em parte, ações e contribuições do próprio homem.O Espírito Santo chama apenas exteriormente, e essa chamada é sempre resistível.A obra regeneradora do Espírito Santo é realizada somente quando o homem responde e coopera.O Espírito Santo outorga a regeneração em resposta à fé; a regeneração segue a fé.
Calvinismo (Graça irresistível) O Espírito Santo aplica a salvação aos eleitos por sua chamada e sua obra de regeneração.O Espírito Santo outorga o arrependimento e a fé como dons da parte de Deus à alma dos eleitos.Além de sua chamada exterior, o Espírito Santo realiza a sua chamada interior e irresistível no coração dos eleitos.A aplicação salvífica da parte do Espírito Santo é rrealizada por seu poder divin…

Wayne Grudem - A igreja não deve governar "o que é de César"

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…em certo momento de seu ministério, Jesus se recusou a assumir qualquer papel de liderança que tivesse ligação com o governo constituído. Quando alguém o procurou para pedir que ele resolvesse a disputa por uma herança, ele não atendeu o pedido: “Alguém dentre a multidão lhe disse: Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou intermediário entre vós?” (Lc 12.13,14).
Jesus não quis assumir, no âmbito do governo civil, um papel de autoridade que não lhe haviam conferido.
Se a igreja não deve governar o Estado, isso significa que os papas da Idade Média erraram ao tentar impor sua autoridade sobre reis e imperadores, ou mesmo afirmar que tinham o direito de escolher o imperador. Essa postura resultou de uma falta de entendimento da distinção feita por Jesus entre “o que é de César” e “o que é de Deus”.
Fonte: “Política segundo a Bíblia” da Editora Vida Nova

Lee Strobel - Jesus estava entrando ou saindo de Jericó quando curou o cego?

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— ... Lucas diz que Jesus estava entrando em Jerico quando curou o cego Bartimeu, ao passo que Marcos diz que ele estava saindo. Essa contradição não seria suficiente para lançar dúvidas sobre a confiabilidade do Novo Testamento? McRay não se mostrou incomodado com a objetividade da pergunta. — De forma alguma — foi a resposta. — Isso só parece contraditório quando raciocinamos em termos contemporâneos, em que as cidades são construídas em um determinado lugar e ali permanecem. Não era esse necessariamente o caso no passado. Naquela época, Jerico consistia em pelo menos quatro agrupamentos distintos separados por cerca de 400 metros um do outro. A cidade foi destruída e reerguida perto de uma outra fonte de água, ou de uma estrada nova, ou próximo de uma montanha, ou em um outro lugar qualquer. A questão é que se podia sair de um local onde Jerico fora construída e entrar em outro, como se saíssemos de um bairro de Chicago e fôssemos para outro. — Então, o que o senhor está dizendo é que…

John Frame - Presença pactual de Deus

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Presença pactual significa que Deus cuida do seu mundo. Ele não lhe deu corda e o deixou por sua conta. Ele continua com o mundo e nele permanece, para controlá-lo, avaliá-lo, abençoá-lo e julgá-lo. Ele é o oleiro, e seu mundo é seu barro, mas não é meramente barro. A analogia do barro e do oleiro é uma boa imagem das prerrogativas de Deus sobre nós, e, de fato, é literalmente verdadeiro que somos feitos do pó da terra (Gn 2.7)...
...precisamos considerar mais minuciosamente a relação entre Criador e criatura. Primeiro, como vimos, é um erro dizer que, porque Deus está presente, o mundo é Deus e Deus é o mundo. A presença pactual é completamente incoerente com o panteísmo, pois a presença pactual distingue o mundo de Deus, que está presente nele e com ele. Ele está presente como o Senhor soberano, como o controlador e a autoridade.
Fonte: “A doutrina de Deus” da Editora Cultura Cristã

R. B. Kuiper - O erro do evangelho social

A falta cometida pelo evangelho social do modernismo não está em que pretende curar os males sociais, mas em que pensa realizar isso de modo diametralmente oposto ao cristianismo. Deixando de lado a verdade óbvia de que nunca a sociedade pode ser melhor do que os indivíduos que a compõem, pretende melhorar o indivíduo melhorando a sociedade. Quer resgatar os homens de consequências do pecado tais como a pobreza e as doenças, em vez de redimi-los do pecado mesmo, pelo sangue de Cristo. Pretende salvar o indivíduo por aquilo que é denominado “regeneração da sociedade”, e não pelo novo nascimento produzido naturalmente pelo Espírito Santo. Pretende, por esforços humanos, tirar os homens das favelas, em vez de tirar as favelas de dentro dos homens, pela graça de Deus. Negligencia a profunda verdade tão expressa por aquele grande pregador e evangelista, Charles Haddon Spurgeon: “Leve um ladrão para o céu, e a primeira coisa que ele fará é bater as carteiras dos anjos”.
Fonte: “Evangelização…

James Buchanan - A Justificação imputa e a Santificação outorga

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Apesar de ser inseparavelmente unidas, há uma diferença entre justificação e santificação. Na justificação, Deus imputa a justiça de Cristo aos crentes; na santificação, o Espírito Santo outorga a graça de santidade e dá forças para viver piedosamente. Na justificação, o pecado é perdoado; na santificação, o pecado é verdadeiramente mortificado. A justificação liberta todos os crentes da ira de Deus sem qualquer distinção; a santificação nunca é igual em todos os crentes, antes, varia na medida em que cada um cresce na graça. A santificação nunca será perfeita em nenhuma pessoa enquanto estiver nesta vida, mas, por outro lado, os crentes não podem ser justificados mais do que já são! A sua justificação já inclui a plena aceitação diante de Deus, como também o direito à vida eterna.
Fonte: “Declarado Inocente” da PES

Fé: um dom de Deus

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A Fé, portanto, é um dom de Deus, não porque é apenas oferecida por Deus ao livre-arbítrio do homem, mas porque é de fato conferida ao homem, implantada e infundida nele. Também não é um dom no sentido de que Deus confere apenas a capacidade para crer, e aguarda do livre-arbítrio do homem a autorização para crer ou o ato de crer. É, antes, um dom no sentido de que é Ele quem efetua no homem tanto o querer quanto o realizar; quem verdadeiramente faz tudo em todos; quem realiza no homem tanto a vontade de crer quanto o ato de crer.
Fonte: Os Cânones de Dort – Artigo 14 do Terceiro e Quarto Capítulos da Doutrina.

Leandro Antônio de Lima - Até para a teoria da evolução Deus seria necessário

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Algumas particularidades tornam a teoria da evolução ainda mais inaceitável. Como algo morto pode dar origem a vida? Como algo simples pode originar o complexo? Uma brincadeira é feita com relação à teoria da evolução: uma vez que é dito que o big-bang, uma grande explosão, deu origem a todas as coisas, pede-se que se jogue uma bomba numa relojoaria e, depois que a poeira baixar, se verifique se todos os relógios estão sincronizados. Como pode uma explosão dar origem a um universo sincronizado? Na verdade, a teoria da evolução contraria leis científicas como, por exemplo, a da termodinâmica, que diz que as coisas tendem a se extinguir e não a evoluir. Uma chama acesa não aumenta mais e mais, mas queima até se apagar. Uma chaleira de água quente não se aquece mais e mais, ao contrário, ela esfria. A partir dessa concepção, uma teoria da involução seria muito mais provável. As coisas somente evoluem enquanto são alimentadas. A água aquece enquanto há fogo embaixo, e o fogo queima enquan…

O que é agnosticismo?

Resposta: Agnosticismo é a crença de que a existência de Deus é impossível de ser conhecida ou provada. A palavra “agnóstico” significa essencialmente “sem conhecimento”. Agnosticismo é uma forma mais intelectualmente honesta do ateísmo. O ateísmo afirma que Deus não existe – uma posição que não pode ser provada. O agnosticismo argumenta que a existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada – que é impossível saber se Deus existe. Neste conceito, o agnosticismo está certo. A existência de Deus não pode ser provada ou deixar de ser provada empiricamente.
A Bíblia nos diz que nós devemos aceitar por fé que Deus existe. Hebreus 11:6 diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam”. Deus é espírito (João 4:24), então ele não pode ser visto ou tocado. A menos que Deus decida revelar a Si próprio, Ele é essencialmente invisível aos nossos sentidos (Ro…

Kevin DeYoung - A Santificação é Monergística ou Sinergista? Uma Análise Reformada (Parte 2)

Francisco Turretini (1623-87)
Turretini emprega santificação como um termo teológico “usado estritamente para uma real e interna renovação do homem.” Nessa renovação, nós somos tanto receptores da graça de Deus quanto atores ativos dela.”[Santificação] segue a justificação e se inicia pela regeneração e é promovida pelo exercício da santidade e das boas obras, até que uma seja consumada na outra pela glória. Nesse sentido, ela é passiva, na medida em que é operada por Deus em nós, e em outro sentido é ativa, na medida em que deve ser feito por nós. Deus realiza seu trabalho em nós e através de nós. (Institutes of Elenctic Theology 2.17.1)
Quando se trata da graça de Deus na regeneração, Turrentini se opõe a “todos os sinergistas”. Ele tem em mente os Socinianos, Remonstrantes, Pelagianos, Semipelagianos, e especialmente os Católicos Romanos, que anatematizaram: “Eles dizem que o livre arbítrio do homem, movido e estimulado por Deus, coopera de alguma forma” no chamado eficaz (Concílio d…

Kevin DeYoung - A Santificação é Monergística ou Sinergista? Uma Análise Reformada (Parte 1)

Os termos monergismo e sinergismo se referem à obra de Deus na regeneração. Monergismo ensina que nós nascemos de novo somente através da obra de um (a palavra mono tem origem no grego e significa ‘um’, erg vem do grego e significa trabalho’). Sinergismo ensina que nós nascemos de novo através da cooperação humana com a graça de Deus (o prefixo sin vem do grego e significa “com” ). Os reformadores se opuseram fortemente contra todo o conceito sinergístico para o novo nascimento. Eles acreditavam que dada a morte espiritual, a falha moral do homem, nossa regeneração é devido inteiramente a soberana obra de Deus. Nós não cooperamos e não contribuímos para nosso novo nascimento. Três vivas para o monergismo!
Mas o que nós deveríamos dizer sobre a santificação? Por um lado, cristãos reformados detestam a palavra sinergismo. Não queremos de maneira alguma sugerir que a graça de Deus é de algum modo desprezível na santificação. Nem queremos sugerir que o duro trabalho de crescimento em pieda…

John W. Robbins - Não existe certo e errado naturais

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... A distinção entre certo e errado depende inteiramente dos mandamentos de Deus. Não há nenhuma lei natural que torne as ações ou certas, ou erradas. Nas palavras do Breve Catecismo, pecado é qualquer falta de conformidade à, ou transgressão da, lei de Deus. Se não houvesse nenhuma lei divina, não haveria nenhum pecado ou virtude.
Isso pode ser visto de forma muito clara no mandamento para Adão não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Somente o mandamento de Deus é que fazia o ato de comer o fruto um pecado. Isso também pode ser visto no mandamento para Abraão sacrificar Isaque. Somente o mandamento de Deus é que tornava o sacrifício algo correto, e Abraão se apressou em obedecer. Por mais estranho que possa parecer aos ouvidos modernos, acostumados a ouvir tanto sobre o direito à vida, ou direito à moradia digna, ou direito à escolha, a Bíblia diz que não existe certo ou erado naturais. Somente os mandamentos de Deus é que tornam algumas coisas certas e outras, …

Joel Parkinson - A Triunidade Intelectual de Deus

Clark continua para mostrar que as três Pessoas divinas são distintas devido aos seus pensamentos diferentes. “Visto que as três Pessoas também não têm precisamente a mesma série de pensamentos, elas não são uma Pessoa, mas três” (The Trinity, 106-107). Tal distinção pode parecer estranha superficialmente, visto que cada uma das Pessoas divinas conhece todas as verdades (1 João 3:20; Mateus 11:27; 1 Coríntios 2:11). Alguém poderia então ficar inclinado a concluir que as três Pessoas têm os mesmos pensamentos. Mas o Dr. Clark está se referindo ao que eu chamo de “conhecimento subjetivo” das Pessoas, enquanto a onisciência delas concerne ao “conhecimento objetivo”.
Agora, o “conhecimento subjetivo” consiste de fatos concernentes à experiência pessoal de uma pessoa, enquanto o “conhecimento objetivo” é a verdade com respeito à experiência. Dizer “eu estou escrevendo este artigo” é uma proposição subjetiva: somente eu posso dizê-la. Por outro lado, a declaração “Joel Parkinson escreveu est…

W. Gary Crampton - A Unidade da Pessoa de Cristo

[...] Como temos visto, durante toda a história da igreja, sempre houve aqueles que têm negado a divindade de Cristo e aqueles que têm negado sua humanidade. É também o caso que sempre houve aqueles que têm negado a visão bíblica da união das duas naturezas em uma Pessoa. Antes do que meramente distinguir entre as duas naturezas de Cristo, o Nestorianismo [1] do quinto século dividiu Cristo em duas pessoas separadas. O Nestorianismo foi condenado no Concílio de Éfeso (431). Os eutiquianos do quinto século, por outro lado, afirmaram que após a encarnação havia somente uma natureza em Cristo. Essa natureza não era nem completamente humana, nem completamente divina. Antes, a união produziu uma mistura das duas naturezas numa terceira natureza misturada, uma tertium quid. Essa visão, que é também conhecida como monofisitismo (“uma natureza”), foi condenada no Concílio de Caldedônia (451 d.C.).
A visão bíblica da unidade da Pessoa de Cristo é ensinada na Confissão de Westminster (8:2), que d…