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Mostrando postagens de Maio, 2014

Herbert M. Carson - Justiça de Cristo em dois ângulos diferentes

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A fim de apreciar a plenitude da justificação, é instrutivo contemplar a justiça de Cristo de dois ângulos diferentes. Por um lado, Ele é o grande substituto que tomou sobre Si mesmo, não apenas a culpa dos transgressores da lei, mas também a punição que a justiça divina exigia. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (I Pedro 2:24). Assim, há libertação da culpa e isenção da pena. Agora, contemplado do outro ângulo, Ele não é apenas o substituto divino que tomou o lugar de transgressores da lei, Ele é também o nosso representante, Aquele que guardou perfeitamente a lei de Deus. A Sua obediência à lei não foi apenas literal, porém, foi realizada por motivo e por espírito. Esta justiça positiva é atribuída a nós, somos vistos como praticantes da lei por causa da nossa fé em Cristo.
Fonte: “Declarado Inocente” da PES

A Trindade tanto no AT quanto no NT

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Pergunta: "O que a Bíblia ensina a respeito da Trindade?"
Resposta: A coisa mais difícil a respeito do conceito cristão da Trindade é que não há maneira de explicá-lo adequadamente. A Trindade é um conceito impossível de ser totalmente compreendido por qualquer ser humano, quanto mais explicado. Deus é infinitamente maior do que nós, por isso não devemos esperar que sejamos capazes de compreendê-Lo totalmente. A Bíblia ensina que o Pai é Deus, que Jesus é Deus e que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também ensina que há um só Deus. Mesmo podendo compreender alguns fatos sobre a relação das diferentes pessoas da Trindade umas com as outras, no geral, a Trindade é incompreensível à mente humana. Entretanto, não significa que não seja verdade ou fora dos ensinamentos da Bíblia.
Ao estudar este assunto, lembre-se de que a palavra “Trindade” não é usada nas Escrituras. Este é um termo usado em uma tentativa de descrever o Deus triúno, e o fato de haver 3 pessoas co-existentes e co-…

A. A. Hodge - Fé, arrependimento e obediência - Motivos ou frutos da eleição?

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Como se pode expor o argumento derivado da afirmação de que “a fé”, “o arrependimento” e “a obediência evangélica” são frutos da eleição?
É auto-evidente que as mesmas ações não podem ser ao mesmo tempo motivos de eleição e frutos dela resultantes. Ensinando, pois, a Bíblia que “a fé”, o arrependimento e “a obediência evangélica” são frutos, não podem ser os motivos. As Escrituras ensinam essa verdade em Ef 1:4: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor” – 2Ts 2:13; 1Pe 1:2; Ef 2:10.
--------------- “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade.” - 2Ts 2:13
“Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” - 1Pe 1:2
“Pois somos feitura dele, criados em Cri…

François Turretini - Ez 18:23 - Desejo ineficaz de Deus?

Deus testifica: “Acaso tenho eu prazer na morte do perverso? – diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta de seus caminhos e viva?” (Ez 18:23). Isso não favorece a vontade ineficaz ou o débil desejo de Deus, porque a palavra חָפֵץ(que ocorre ali) indica mais deleite e complacência do que desejo. E assim é possível dizer que Deus não se deleita no castigo do perverso, uma vez que é a destruição da criatura, embora ele o queira como exercício de sua justiça. E assim lemos que ele quer o arrependimento dos pecadores aprovativa e preceptivamente, como algo que lhe é muito agradável e que está expresso em seus mandamentos, embora com respeito a todos estes ele o rejeite decretiva e eficazmente.
Fonte: “Compêndio de Teologia Apologética” da Editora Cultura Cristã.