terça-feira, 30 de setembro de 2014

Joel Beeke - Arminianismo X Calvinismo

Arminianismo (Graça resistível)
  1. O Espírito Santo faz tudo que pode para influenciar cada pessoa a converter-se a Deus.
  2. O Espírito Santo não pode produzir o arrependimento e a fé na alma sem que esta exerça seu livre-arbítrio para escolher o arrependimento e a fé; estas são, pelo menos em parte, ações e contribuições do próprio homem.
  3. O Espírito Santo chama apenas exteriormente, e essa chamada é sempre resistível.
  4. A obra regeneradora do Espírito Santo é realizada somente quando o homem responde e coopera.
  5. O Espírito Santo outorga a regeneração em resposta à fé; a regeneração segue a fé.

Calvinismo (Graça irresistível)
  1. O Espírito Santo aplica a salvação aos eleitos por sua chamada e sua obra de regeneração.
  2. O Espírito Santo outorga o arrependimento e a fé como dons da parte de Deus à alma dos eleitos.
  3. Além de sua chamada exterior, o Espírito Santo realiza a sua chamada interior e irresistível no coração dos eleitos.
  4. A aplicação salvífica da parte do Espírito Santo é rrealizada por seu poder divino e onipotente.
  5. O Espírito Santo outorga a regeneração para que haja fé; a regeneração precede a fé.

... Portanto, a salvação é graça monergística (Ef 2.1-10); não é uma obra que nós realizamos no todo ou em parte (2Tm 1.9). Não é um empreendimento conjunto entre o Espírito Santo e nós; não cooperamos em realizar a salvação. Os eleitos não são nascidos de novo porque creem; pelo contrário, eles creem porque são nascidos de novo pelo Espírito de Deus (1Jo 5.1).

Fonte: “Vivendo para a glória de Deus” da Editora Fiel

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Wayne Grudem - A igreja não deve governar "o que é de César"

…em certo momento de seu ministério, Jesus se recusou a assumir qualquer papel de liderança que tivesse ligação com o governo constituído. Quando alguém o procurou para pedir que ele resolvesse a disputa por uma herança, ele não atendeu o pedido: “Alguém dentre a multidão lhe disse: Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou intermediário entre vós?” (Lc 12.13,14).

Jesus não quis assumir, no âmbito do governo civil, um papel de autoridade que não lhe haviam conferido.

Se a igreja não deve governar o Estado, isso significa que os papas da Idade Média erraram ao tentar impor sua autoridade sobre reis e imperadores, ou mesmo afirmar que tinham o direito de escolher o imperador. Essa postura resultou de uma falta de entendimento da distinção feita por Jesus entre “o que é de César” e “o que é de Deus”.

Fonte: “Política segundo a Bíblia” da Editora Vida Nova

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Lee Strobel - Jesus estava entrando ou saindo de Jericó quando curou o cego?


— ... Lucas diz que Jesus estava entrando em Jerico quando curou o cego Bartimeu, ao passo que Marcos diz que ele estava saindo. Essa contradição não seria suficiente para lançar dúvidas sobre a confiabilidade do Novo Testamento?
McRay não se mostrou incomodado com a objetividade da pergunta.
— De forma alguma — foi a resposta. — Isso só parece contraditório quando raciocinamos em termos contemporâneos, em que as cidades são construídas em um determinado lugar e ali permanecem. Não era esse necessariamente o caso no passado. Naquela época, Jerico consistia em pelo menos quatro agrupamentos distintos separados por cerca de 400 metros um do outro. A cidade foi destruída e reerguida perto de uma outra fonte de água, ou de uma estrada nova, ou próximo de uma montanha, ou em um outro lugar qualquer. A questão é que se podia sair de um local onde Jerico fora construída e entrar em outro, como se saíssemos de um bairro de Chicago e fôssemos para outro.
— Então, o que o senhor está dizendo é que tanto Lucas quanto Marcos podiam estar com a razão?
— Exato. Jesus podia estar saindo de uma área de Jerico e entrando em outra ao mesmo tempo.
Uma vez mais, a arqueologia havia respondido a outra objeção a Lucas. Considerando-se o trecho extenso do Novo Testamento escrito por ele, é extremamente significativo que ele seja reconhecido por historiador escrupuloso e preciso, mesmo nos menores detalhes. Um arqueólogo de renome analisou as referências que Lucas faz a 32 países, 54 cidades e 9 ilhas, e não achou um erro sequer.
A conclusão, portanto, é a seguinte: "Se Lucas esmerou-se tanto para que seu relato histórico fosse preciso", dizia um livro sobre o assunto, "qual seria a base lógica para supormos que ele fosse ingênuo ou impreciso quando falava de coisas muito mais importantes, não somente para ele, mas também para os outros?".
Coisas, por exemplo, como a ressurreição de Jesus, a prova mais importante de sua divindade, que, segundo Lucas, fora firmemente estabelecida com "muitas provas indiscutíveis" (At 1.3).


Fonte: Trecho de uma entrevista feita por Lee Strobel com John McRay, Ph.D. "Em defesa da verdade" da Editora Vida

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

John Frame - Presença pactual de Deus


Presença pactual significa que Deus cuida do seu mundo. Ele não lhe deu corda e o deixou por sua conta. Ele continua com o mundo e nele permanece, para controlá-lo, avaliá-lo, abençoá-lo e julgá-lo. Ele é o oleiro, e seu mundo é seu barro, mas não é meramente barro. A analogia do barro e do oleiro é uma boa imagem das prerrogativas de Deus sobre nós, e, de fato, é literalmente verdadeiro que somos feitos do pó da terra (Gn 2.7)...

...precisamos considerar mais minuciosamente a relação entre Criador e criatura. Primeiro, como vimos, é um erro dizer que, porque Deus está presente, o mundo é Deus e Deus é o mundo. A presença pactual é completamente incoerente com o panteísmo, pois a presença pactual distingue o mundo de Deus, que está presente nele e com ele. Ele está presente como o Senhor soberano, como o controlador e a autoridade.

Fonte: “A doutrina de Deus” da Editora Cultura Cristã