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Mostrando postagens de 2015

João Calvino - Jesus

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Primeiramente, o nosso redentor é chamado Jesus, título dado a ele diretamente pelo Pai. Este nome descreve o fato de que ele foi enviado para salvar o seu povo e libertá-lo do pecado. Portanto, em Cristo é que encontramos salvação, e em nenhum outro, em nenhum outro lugar. Temos aqui a razão disso: não foi por acaso, nem por temeridade ou atrevimento abusivo que lhe foi dado o nome de Jesus, e não é sem justo motivo que, por mandado de Deus, o anjo lhe chamou assim, 1mas foi feito isso a fim de que, afastados de todas as fantasias que nos levariam a buscar a salvação noutra parte, nós o tenhamos como o nosso único Salvador. Por essa causa, a Escritura proclama que abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado aos homens no qual pudessem encontrar salvação. 2Logo, esse nome diz a todos os crentes que só em Jesus Cristo devem buscar salvação, e lhes garante que nele a encontrarão. 3
____________________________________________ 1“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu…

John Frame - Salmodia exclusiva?

Mesmo admitindo que o cântico seja um elemento do culto é preciso verificar que os defensores do uso exclusivo de salmos não tratam o cântico da mesma forma com que tratam outros elementos. O mesmo argumento utilizado para provar o uso exclusivo do Saltério poderia igualmente provar que apenas poderíamos utilizar orações e sermões escritos na Bíblia1. Entretanto, mesmo os mais ferrenhos defensores da exclusividade do Saltério permitem a pregação e a oração espontâneas no culto.
1 Todos os sermões da Bíblia são, por natureza, sermões inspirados dos profetas, de Jesus e dos apóstolos. Portanto, poderia-se argumentar que não existe, na Bíblia, nenhuma justificação para ‘pregações não inspiradas’. O mesmo podemos dizer da oração.

John Frame - Como Deus pode agir "agora" se ele age "sempre"?

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Sanders pergunta: “Se Deus é a causa de tudo, então por que destacar certas coisas como sendo ‘de Deus’?” O que há de especial com respeito às suas providências especiais, seus milagres e poderosos atos redentores? Penso que a resposta é a seguinte: embora Deus faça acontecer todas as coisas, há alguns acontecimentos nos quais ele (1) faz coisas de interesse especial para os seres humanos, (2) se revela de maneiras extraordinárias, e/ou (3) age de tal maneira a contrastar vividamente o seu poder com o poder dos agentes finitos. Às vezes, ele também, (4) executa ações especiais que portam o seu selo, que promovem os seus propósitos na História sem ambiguidade. Assim, Gamaliel diz em Atos 5.39 que “se [a pregação sobre Cristo] é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus”.
Todas as coisas são de Deus mas, muito frequentemente, deixamos de reconhecer a sua soberania universal, e ele realiza atos extraordinários para ganhar a nossa ate…

Augustus Nicodemus – 10 evidências de que a poligamia não é o padrão divino

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1. Sem dúvida alguma, o padrão divino para o casamento sempre foi a monogamia heterossexual, isto é, um homem e uma mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne” (Gn 2.18-25).
2. O desvio deste padrão ocorreu somente depois da queda de Adão e Eva (Gn 3), começando com Lameque, o assassino vingativo, filho de Caim (Gn 4). Depois dele, a poligamia foi praticada por diversos motivos. Entre os exemplos de poligamia no Antigo Testamento, encontramos alguns que eram políticos, ou seja, para selar tratados internacionais, como Salomão que se casou com a filha de Faraó (1Rs 3.1) e Acabe que casou com Jezabel, filha do rei dos sidônios (1Rs 16.31), além das mulheres que já tinham. Há outros casos em que o desejo de ter filhos e preservar a descendência parece ter motivado a aquisição de mais uma esposa ou concubina, no caso da esteri…

W. Gary Crampton - O amor precisa da lei como guia

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Tão importante é a lei de Deus, de acordo com Gordon Clark, que ninguém pode amar Deus ou o próximo sem ela. Na teologia ortodoxa, o amor é volitivo; ele não é uma emoção. O amor a Deus consiste em viver a vida em obediência a seus mandamentos (v. Jo 14.15, 21, 23; 1Jo 2.4,5). O amor ao próximo consiste em trata-lo de forma bíblica (p. Ex., não roubá-lo, não odiá-lo, não cobiçar suas posses).
De acordo com o dr. Clark, o amor a si mesmo, tal como na ética situacional de Joseph Fletcher, não oferece direção. O amor a si mesmo não pode justificar nenhuma ação específica. O amor precisa da lei como guia. O amor bíblico é a lei de Deus em ação. “A Escritura pode requerer o amor a Deus, mas como amá-lo é expresso em detalhes: ‘Se me amais, guardai meus mandamentos’. Sem a instrução específica e detalhada dos mandamentos nunca poderíamos saber como expressar o amor a Deus”.
Fonte: “O Escrituralismo de Gordon Clark” da Editora Monergismo

John MacArthur - A graça salvadora de Deus na negação de Pedro

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A história da negação de Pedro é, contudo, uma lição sobre a segurança da graça salvadora de Deus. Na verdade, o que é mais enfatizado nas Escrituras ao longo de todo esse relato não é o fracasso de Pedro, mas o perdão do Senhor. O motivo pelo qual o episódio é recontado a nós em tantos detalhes nas Escrituras não é meramente para nos lembrar da nossa fraqueza humana, mas, mais importante, para nos assegurar da maravilhosa segurança que temos em Cristo.
Desde o próprio início, quando Cristo contou a Pedro e aos outros discípulos pela primeira vez que Satanás os desejava peneirar, ele sutilmente lhes assegurou da vitória inevitável que eles experimentariam a longo prazo. Ele lhes disse, “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Claramente, o fracasso temporário dos discípulos era apenas mais um elemento no plano perfeito de Cristo e, portanto, em última análise, ele usaria até mesmo isso para o be…

John MacArthur - Unigênito (Jo 1.14)

A palavra “unigênito” traz a ideia de “o único amado”. Portanto, expressa a ideia de peculiaridade singular, de ser amado como ninguém outro. Por essa palavra, João enfatiza o caráter exclusivo do relacionamento entre o Pai e o Filho na divindade (cf. 3.16,18; 1Jo 4.9). Não traz a conotação de origem, mas de proeminência singular; por exemplo, foi usada para referir-se a Isaque (Hb 11.17), que foi o segundo filho de Abraão (Ismael foi o primeiro; cf. Gn 16.15; 21.2-3).

Ronald Hanko - Galardão pelos nossos méritos?

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Vincent Cheung - A doutrina da reprovação é justa?

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Por conta do raciocínio medíocre a questão da justiça é sempre levantada quando se considera a doutrina da reprovação. De diferentes formas, as objeções correspondem ao seguinte: A Bíblia ensina que Deus é justo.A doutrina da reprovação é injusta.Logo, a Bíblia não ensina a doutrina da reprovação. 
No entanto, a premissa (2) foi assumida sem qualquer justificativa. Por qual padrão de justiça uma pessoa determina se a doutrina da reprovação é justa ou injusta? Em contraste com o que está acima, o cristão raciocina da seguinte forma: A Bíblia ensina que Deus é justo.A Bíblia ensina a doutrina da reprovação.Logo, a doutrina da reprovação é justa.
O ponto central é se a Bíblia afirma a doutrina; a pessoa não deve assumir de antemão se a doutrina é justa ou injusta. Porque Deus é o único padrão de justiça, e a Bíblia afirma a doutrina da reprovação, resulta que a doutrina da reprovação é justa por definição. Diz Calvino: Pois a vontade de Deus é a tal ponto a suprema regra de justiça, que t…