quarta-feira, 22 de abril de 2015

John MacArthur - Liderança glamourosa?

Muitos líderes eclesiásticos contemporâneos pensam que são empresários, executivos, animadores, psicólogos, filósofos, políticos ou advogados. Estas funções, porém, fazem um agudo contraste com os símbolos empregados nas Escrituras para descrever os pastores na igreja. Em 2 Timóteo 2, por exemplo, Paulo emprega sete metáforas diferentes para descrever um líder espiritual. Ele descreve o pastor como professor (v.2), soldado (v.3), atleta (v.5), agricultor (v.6), operário (v.15), vaso (vs.20,21) e escravo (v.24). Cada umas destas figuras dá a idéia de sacrifício, labor, serviço e adversidade; falam eloqüentemente sobre as responsabilidades complexas e variadas da liderança espiritual. Nenhuma delas sugere que a liderança seja glamourosa.

Fonte: "Homens e Mulheres" da Editora Textus

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mauro Meister - Cristo, a Lei e o Evangelismo


Existe algum papel para a lei na evangelização? Tenho certeza que a pergunta pode até surpreender a alguns. Mas a resposta é: certamente existe. Aliás, a evangelização, a profissão de fé, é uma lei segundo Mateus 28.18-20:
Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.
Nessas últimas palavras de Jesus, segundo o registro de Mateus, encontramos abundância de material legal. Primeiramente, encontramos Jesus reafirmando a sua autoridade como legislador: “toda a autoridade me foi dada”. Baseado nessa autoridade, ele ordena aos seus discípulos fazerem discípulos, batizando-os e ensinando-os. Observe que parte da tarefa de fazer discípulos é exatamente ensinar a lei de Jesus: “ensinando-os a guardar as coisas que vos tenho ordenado”. O que Jesus faz aqui não são pedidos de um irmão a outro, mas ordens claras de um Senhor a seus servos. Estas ordens são objetivas e diretas, têm força de lei e devem ser obedecidas. Esta última lei deixada pelo Senhor vem acompanhada de sua bendita promessa, a sua maravilhosa companhia, até a consumação dos séculos.

Fonte: “Lei e Graça” da Editora Cultura Cristã.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

João Calvino - Unção com óleo (Tg 5:14-15)


Como o Dom de curar* ainda existia, ele(Tiago) orienta o doente a ter recurso para o seu remédio. É certo que nem todos eram curados, mas o Senhor dava o Seu favor quantas vezes Ele achasse proveitoso; nem é provável que o óleo era usado indiscriminadamente, mas somente quando havia expectativa de cura. Pois, juntamente com o poder era dado também prudência aos ministros, a fim de que eles não abusassem nem profanassem o símbolo. O desígnio de Tiago não era outro senão recomendar a graça de Deus, a qual o fiel poderia experimentar, para que o benefício disso não fosse perdido por causa de desdém ou negligência.

Para este propósito ele ordenou que os presbíteros fossem enviados, mas o uso da unção deveria ser restrita ao poder do Espírito Santo. Os papistas se orgulham fortemente desta passagem quando procuram aprovar sua extrema unção. Mas quão diferente é a corrupção deles da antiga ordem de Tiago, pelo o que eu não vou me comprometer agora em mostrar. Que os leitores aprendam isso nas minhas Institutas. Eu somente direi que esta passagem é impiamente e ignorantemente pervertida; quando se tenta fundamentar a extrema unção aqui, chamam de sacramento para ser perpetuamente observado na igreja. Na verdade, concordo que foi usado como sacramento pelos discípulos de Cristo, (pois eu não posso concordar com os que pensam que tratava-se de remédio), mas como a realidade daquele sinal somente permaneceu por um tempo na Igreja, o símbolo também deve ter sido só por um tempo. E é bem evidente que, nada é mais absurdo do que chamar de sacramento aquilo que é vazio e na verdade não nos apresenta o que significa. Que o Dom de cura foi temporário, todos são forçados a concordar, e os eventos claramente aprovam isto: que o sinal disto não deveria mais ser considerado perpétuo. Segue-se portanto que aqueles que nos dias atuais colocam a unção entre os sacramentos, não são os verdadeiros seguidores, mas os “micos”, imitadores dos apóstolos, exceto se eles restaurarem o efeito produzido por isto, o qual Deus já retirou do mundo há mais de mil e quatrocentos anos. Portanto, nós não temos nenhuma disputa se a unção era um sacramento; mas sim se ela foi dada para ser continuada. Isto eu condeno porque é evidente que a coisa significada já cessou há muito tempo. Os presbíteros da igreja. Eu incluo aqui geralmente todos aqueles que presidem sobre a igreja; para pastores não foram chamados somente os presbíteros ou anciãos, mas também aqueles que foram escolhidos do povo para serem protetores da disciplina. Pois cada igreja tinha seu próprio senado, homens escolhidos de peso e integridade aprovada. Mas como era costume escolher especialmente aqueles que eram portadores de dons mais do que ordinários, ele (Tiago) ordena-lhes que enviem os presbíteros como sendo aqueles nos quais o poder e a graça do Espírito Santo mais particularmente aparecia. Mas devia ser observado que ele liga uma promessa à oração, a fim de que não seja feito sem fé. Pois o que duvida, como o que não invoca corretamente a Deus, é indigno de obter qualquer coisa, como vimos no capítulo um. Quem pois realmente busca ser ouvido, deve ser totalmente persuadido de que não ora em vão. Como Tiago coloca diante de nós este Dom especial, para o qual o rito externo era uma adição, nós portanto aprendemos que o óleo não poderia ter sido usado corretamente sem fé. Mas, desde que os papistas não têm nenhuma certeza quanto à unção deles tanto o quanto é manifesto de que eles não têm o Dom, é evidente que a unção deles é espúria.

*Nota do tradutor: O dom de cura ao qual Calvino refere-se é aquilo que os apóstolos faziam.

Traduzido por Rev. Moisés C. Bezerril

Fonte: Monergismo

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Adão e Eva ou homem das cavernas?


Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre os homens das cavernas, homens pré-históricos e o homem de Neanderthal?"

Resposta: Na verdade, a Bíblia não usa o termo “homem da caverna” ou de “Neanderthal”. De acordo com a Bíblia, não existe algo como homem “pré-histórico”. O termo “pré-histórico” significa “pertencente a uma era anterior aos tempos históricos” (http://michaelis.uol.com.br). Pressupõe que a narrativa bíblica é uma fabricação porque o livro de Gênesis recorda eventos que antecedem a criação do homem (quer dizer, os primeiros cinco dias da criação – o homem foi criado no sexto dia). A Bíblia é bem clara ao dizer que Adão e Eva eram seres humanos perfeitos no momento de sua criação e que não se desenvolveram em nenhum sentido de formas de vida inferiores. 

Tendo dito isso, a Bíblia descreve um período traumático de reviravolta aqui na terra (o Dilúvio – Gênesis capítulos 6-9), durante o qual toda a civilização foi destruída por completo – com exceção de oito pessoas: Noé e sua família – e os homens foram forçados a recomeçar. É nesse contexto histórico que alguns estudiosos acreditam que homens viveram em cavernas e usaram ferramentas de pedra. Eles não eram primitivos; simplesmente não tinham nada. Certamente eles não eram metade macacos. A evidência fóssil deixa bem claro: os homens das cavernas eram humanos (por isso o termo “homem” das cavernas – homens que viveram em cavernas).

Há alguns restos de macacos fossilizados que paleoantrolopologistas darwinianos interpretam como sendo alguma forma de transição entre macacos e homens. Muitas pessoas aparentam pensar sobre essas interpretações quando imaginam os homens das cavernas. Elas imaginam seres metade homens, metade macacos, bem cabeludos, agachados em uma caverna perto do fogo, escrevendo nas paredes com suas ferramentas de pedra. Essa é uma concepção bastante comum, mas errada. E em relação a paleoantrolopologistas darwinianos, por favor lembre-se que essas interpretações refletem uma forma pessoal e religiosa de enxergar o mundo e não são o resultado direto de evidências. Na verdade, não só existe uma grande oposição a essas interpretações na comunidade acadêmica, mas até mesmo os cientistas Darwinianos não concordam entre si sobre os detalhes. 

Infelizmente, a opinião mais popular se tornou nessa idéia de que o homem e macaco se desenvolveram dos mesmos ancestrais, mas com certeza essa não é a única interpretação plausível da evidência disponível. Na verdade, não existe evidência suficiente que sustente essa interpretação.

Quando Deus criou Adão e Eva, eles eram seres completamente humanos, capazes de comunicação, sociedade e de desenvolvimento (Gênesis 2:19-25; 3:1-20; 4:1-12). É quase engraçado considerar quão longe os cientistas evolucionários vão para tentar provar a existência dos homens das cavernas da pré-história. Eles acham um dente deformado em uma caverna e dessa “evidência” criam um homem deformado que viveu na caverna e que andava curvado como um macaco. Não é possível de forma alguma que ciência prove a existência dos homens das cavernas apenas com fósseis. Cientistas evolucionários simplesmente têm uma teoria e acabam forçando que a evidência se encaixe à sua teoria. Adão e Eva foram os primeiros seres humanos criados e eram completamente formados, inteligentes e eretos.