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Mostrando postagens de Setembro, 2015

Ronald Hanko - Soberania de Deus e responsabilidade humana

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Alguns pensam que há um conflito entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. Se Deus controla e dirige todas as coisas, se ele eternamente decretou todas as coisas, incluindo o pecado e leva todas as coisas a acontecer, então o homem não pode ser responsável por aquilo que ele faz. Ele pode dizer: "Deus fez isso. Ele decretou. Não poderia ser de outra forma. Eu não sou culpado."
Nós acreditamos na soberania absoluta de Deus, ainda acredito que, ao mesmo tempo, o homem é responsável por suas ações, seus pensamentos e seus motivos. Na verdade, todas as objeções que os homens levantam contra a soberania de Deus realmente são inúteis, pois a Escritura testifica que Deus é soberano e que há de julgar os homens por sua maldade e não ouvirá as suas queixas. Ele contará até mesmo suas queixas como pecado (Rm 9:20).
Pode ser verdade, nas relações humanas, que uma pessoa que faz com que algo aconteça é, portanto, responsável. Ela pode fazer algo através da ação dos outros …

Kyle Baker - Deus controla o mal

Jorge Fernandes Isah - Preso na própria armadilha

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Estou a ler “Confissões” de Agostinho de Hipona [1], e, vez ou outra, me deparo com algumas afirmações contraditórias do autor. Com isso não quero desqualificar a obra, nem sou louco para tanto. O livro é mais do que bom, é ótimo! Porém contaminado pela idéia extrabíblica do livre-arbítrio; ou a tentativa de defender Deus dos ataques inimigos, daqueles que querem desacreditá-lo por causa da existência do mal; ou ainda pelos que insistem em manter seus “esquemas” conceituais e doutrinários a todo custo; ele diz: "Pois eu não sabia que o mal é apenas privação do bem, privação esta que chega ao nada absoluto"[2].
Esta última afirmação não me convenceu. O mal não pode ser o nada absoluto, nem o nada absoluto resultar num mal absoluto. O "nada" nada pode criar, nem dele resultar efeito algum, sendo causa de qualquer coisa, mesmo que um “nada” maior ou menor do que nada. Ele é o que é: nada; e mais nada. 
Da mesma forma, dizer que o mal é a privação do bem, implica em que …

R N Champlin - "Jesus, lembra-te de mim ..."

Ele não desejou instantânea libertação da cruz, onde, pelo contrário, estava convencido de que deveria morrer; mas desejou, única e exclusivamente, que nosso Senhor, em sua graça, se lembrasse dele, recebendo-o em seu reino. Sem dúvida não estava inteiramente isento de expectações messiânicas terrenas, e não estava pensando tanto no céu para onde iria nosso Senhor, após a sua morte; mas colocou-se pessoalmente no momento em que o Messias viesse, em sua glória real, a fim de estabelecer o seu reino sobre a face da terra, desejando que, então, despertado de seu sepulcro, pudesse entrar com Cristo na alegria de seu Senhor. Comparar com Mat. 16:28 (Lange, in loc.). Ainda que somente disso tivesse consistido a oração do ladrão penitente, continuaria sendo uma das mais ousadas orações que já foram feitas, porquanto ousou crer na vitória final de um Rei, que naquele exato momento não demonstrava outra coisa além de seu poder de morrer. A única maneira de podermos entender tal declaração de f…