quarta-feira, 21 de outubro de 2015

John MacArthur - Unigênito (Jo 1.14)

A palavra “unigênito” traz a ideia de “o único amado”. Portanto, expressa a ideia de peculiaridade singular, de ser amado como ninguém outro. Por essa palavra, João enfatiza o caráter exclusivo do relacionamento entre o Pai e o Filho na divindade (cf. 3.16,18; 1Jo 4.9). Não traz a conotação de origem, mas de proeminência singular; por exemplo, foi usada para referir-se a Isaque (Hb 11.17), que foi o segundo filho de Abraão (Ismael foi o primeiro; cf. Gn 16.15; 21.2-3).


Fonte: “Bíblia de Estudo MacArthur” da Sociedade Bíblica do Brasil

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ronald Hanko - Galardão pelos nossos méritos?



...Penso que o resto da história pode ser melhor contada citando-se a Confissão Belga 24: “Então, fazemos boas obras, mas não para merecermos algo. Pois, que mérito poderíamos ter? Antes, somos devedores a Deus pelas boas obras que fazemos e não Ele a nós. Pois, ‘Deus é quem efetua em’ nós ‘tanto o querer como o realizar, segundo sua boa vontade’ (Filipenses 2:13). Então, levemos a sério o que está escrito: ‘Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer’ (Lucas 17:10). Contudo, não queremos negar que Deus recompensa as boas obras; mas, por sua graça, Ele coroa seus próprios dons”. Através da graça de Deus, Ele coroa Seus dons! Esse é o galardão da graça! Várias ideias são ensinadas aqui.

(1) As boas obras que realizamos e que Deus recompensa são graciosamente nos dadas como um dom. Deus opera em nós tanto o querer como o realizar a Sua boa vontade (Fp. 2:13). Somos devedores a Deus por nossas boas obras, não Ele a nós. 

(2) Nunca, sob quaisquer circunstâncias, merecemos algo de Deus. Nem mesmo Adão, antes de cair, poderia ter merecido algo da parte de Deus. Toda a idéia de mérito humano é contrária às Escrituras. 

(3) O galardão que recebemos também nos é dado pela graça. Esse é o motivo de ser chamado “o galardão da graça”. É, nas palavras da nossa confissão, “por Sua graça que Ele coroa Seus próprios dons”. 

(4) Cada um recebe um galardão inteiramente justo, ajustado e apropriado para ele ou ela.

Fonte: Leia o texto integral em Monergismo

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vincent Cheung - A doutrina da reprovação é justa?


Por conta do raciocínio medíocre a questão da justiça é sempre levantada quando se considera a doutrina da reprovação. De diferentes formas, as objeções correspondem ao seguinte:
  1. A Bíblia ensina que Deus é justo.
  2. A doutrina da reprovação é injusta.
  3. Logo, a Bíblia não ensina a doutrina da reprovação. 

No entanto, a premissa (2) foi assumida sem qualquer justificativa. Por qual padrão de justiça uma pessoa determina se a doutrina da reprovação é justa ou injusta? Em contraste com o que está acima, o cristão raciocina da seguinte forma:
  1. A Bíblia ensina que Deus é justo.
  2. A Bíblia ensina a doutrina da reprovação.
  3. Logo, a doutrina da reprovação é justa.

O ponto central é se a Bíblia afirma a doutrina; a pessoa não deve assumir de antemão se a doutrina é justa ou injusta. Porque Deus é o único padrão de justiça, e a Bíblia afirma a doutrina da reprovação, resulta que a doutrina da reprovação é justa por definição. Diz Calvino:
Pois a vontade de Deus é a tal ponto a suprema regra de justiça, que tudo quanto queira, uma vez que o queira, tem de ser justo. Quando, pois, se pergunta por que o Senhor agiu assim, há de responder-se: Porque o quis. Porque, se prossigas além, indagando por que ele o quis, buscas algo maior e mais elevado que a vontade de Deus, o que não se pode achar. Portanto, contenha-se a temeridade humana e não busque o que não existe, para que não venha, quem sabe, a acontecer que aquilo que existe não ache. *
* João Calvino, As Institutas, Edição Clássica.

Fonte: “Questões últimas” da Editora Monergismo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

R C Sproul - A arrogância como humildade

Um homem perturbado diante do problema do senso de culpa, veio a mim certo dia e disse: “Já pedi de Deus que me perdoasse desse pecado por muitas e muitas vezes, mas ainda me sinto culpado. Que poderei fazer?” Essa situação não envolvia a múltipla repetição do mesmo pecado, mas a múltipla confissão de um pecado cometido por uma só vez.

Repliquei: “Você deve orar de novo e pedir que Deus lhe perdoe”. Um olhar de impaciência frustrada se estampou em seus olhos. “Mas eu já fiz isso!” exclamou ele. “Tenho pedido que Deus me perdoe, por muitas e muitas vezes. Que bem me fará se eu Lhe pedir isso de novo?”

Em minha resposta apliquei à força firme e proverbial do cacete na cabeça da mula: “Não estou sugerindo que você peça a Deus que lhe perdoe por esse pecado. Estou sugerindo que você busque perdão por sua arrogância”.

O homem ficou incrédulo. “Arrogância? Que arrogância? O homem estava supondo que suas repetidas solicitações eram uma prova positiva de sua humildade. Ele estaria tão contrito diante de seu pecado que sentia que tinha que arrepender-se do mesmo para sempre. Seu pecado era grande demais para ser perdoado por uma única dose de arrependimento. Que outros se satisfizessem com a graça divina. Quanto a ele, ele haveria de sofrer por seu pecado, sem importar quão gracioso Deus se mostrasse. O orgulho tinha fixado uma barreira na aceitação daquele homem do perdão de Deus. Quando Deus nos promete dar o perdão, insultamos a integridade do Senhor quando nos recusamos a aceitar o Seu perdão. Perdoar a nós mesmos depois que Deus nos perdoou é um dever, bem como um privilégio.

Fonte: “Discípulos hoje” da Editora Cultura Cristã