quarta-feira, 18 de novembro de 2015

W. Gary Crampton - O amor precisa da lei como guia

Tão importante é a lei de Deus, de acordo com Gordon Clark, que ninguém pode amar Deus ou o próximo sem ela. Na teologia ortodoxa, o amor é volitivo; ele não é uma emoção. O amor a Deus consiste em viver a vida em obediência a seus mandamentos (v. Jo 14.15, 21, 23; 1Jo 2.4,5). O amor ao próximo consiste em trata-lo de forma bíblica (p. Ex., não roubá-lo, não odiá-lo, não cobiçar suas posses).

De acordo com o dr. Clark, o amor a si mesmo, tal como na ética situacional de Joseph Fletcher, não oferece direção. O amor a si mesmo não pode justificar nenhuma ação específica. O amor precisa da lei como guia. O amor bíblico é a lei de Deus em ação. “A Escritura pode requerer o amor a Deus, mas como amá-lo é expresso em detalhes: ‘Se me amais, guardai meus mandamentos’. Sem a instrução específica e detalhada dos mandamentos nunca poderíamos saber como expressar o amor a Deus”.

Fonte: “O Escrituralismo de Gordon Clark” da Editora Monergismo

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

John MacArthur - A graça salvadora de Deus na negação de Pedro

A história da negação de Pedro é, contudo, uma lição sobre a segurança da graça salvadora de Deus. Na verdade, o que é mais enfatizado nas Escrituras ao longo de todo esse relato não é o fracasso de Pedro, mas o perdão do Senhor. O motivo pelo qual o episódio é recontado a nós em tantos detalhes nas Escrituras não é meramente para nos lembrar da nossa fraqueza humana, mas, mais importante, para nos assegurar da maravilhosa segurança que temos em Cristo.

Desde o próprio início, quando Cristo contou a Pedro e aos outros discípulos pela primeira vez que Satanás os desejava peneirar, ele sutilmente lhes assegurou da vitória inevitável que eles experimentariam a longo prazo. Ele lhes disse, “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Claramente, o fracasso temporário dos discípulos era apenas mais um elemento no plano perfeito de Cristo e, portanto, em última análise, ele usaria até mesmo isso para o bem.

Por causa da graça que receberam em meio ao seu fracasso, os discípulos ficaram equipados de uma forma singular para fortalecerem seus irmãos contra o fracasso. Quando, nos anos posteriores, as ondas de perseguições romanas se levantaram contra a igreja primitiva, muitos crentes seriam fortemente tentados a negar ou a abandonar Cristo para salvar a própria vida da mesma maneira que os discípulos haviam feito, os discípulos, tendo todos bebidos da amargura e da tristeza que resulta de tal apostasia, sabiam melhor do que qualquer um como encorajar crentes fracos e amedrontados a permanecerem fiéis. O próprio Pedro foi usado pelo Espírito Santo para esse propósito (1Pe 3.14-17)

Fonte: “A morte de Jesus” da Editora Cultura Cristã