Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2015

João Calvino - Jesus

Imagem
Primeiramente, o nosso redentor é chamado Jesus, título dado a ele diretamente pelo Pai. Este nome descreve o fato de que ele foi enviado para salvar o seu povo e libertá-lo do pecado. Portanto, em Cristo é que encontramos salvação, e em nenhum outro, em nenhum outro lugar. Temos aqui a razão disso: não foi por acaso, nem por temeridade ou atrevimento abusivo que lhe foi dado o nome de Jesus, e não é sem justo motivo que, por mandado de Deus, o anjo lhe chamou assim, 1mas foi feito isso a fim de que, afastados de todas as fantasias que nos levariam a buscar a salvação noutra parte, nós o tenhamos como o nosso único Salvador. Por essa causa, a Escritura proclama que abaixo do céu não existe nenhum outro nome dado aos homens no qual pudessem encontrar salvação. 2Logo, esse nome diz a todos os crentes que só em Jesus Cristo devem buscar salvação, e lhes garante que nele a encontrarão. 3
____________________________________________ 1“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu…

John Frame - Salmodia exclusiva?

Mesmo admitindo que o cântico seja um elemento do culto é preciso verificar que os defensores do uso exclusivo de salmos não tratam o cântico da mesma forma com que tratam outros elementos. O mesmo argumento utilizado para provar o uso exclusivo do Saltério poderia igualmente provar que apenas poderíamos utilizar orações e sermões escritos na Bíblia1. Entretanto, mesmo os mais ferrenhos defensores da exclusividade do Saltério permitem a pregação e a oração espontâneas no culto.
1 Todos os sermões da Bíblia são, por natureza, sermões inspirados dos profetas, de Jesus e dos apóstolos. Portanto, poderia-se argumentar que não existe, na Bíblia, nenhuma justificação para ‘pregações não inspiradas’. O mesmo podemos dizer da oração.

John Frame - Como Deus pode agir "agora" se ele age "sempre"?

Imagem
Sanders pergunta: “Se Deus é a causa de tudo, então por que destacar certas coisas como sendo ‘de Deus’?” O que há de especial com respeito às suas providências especiais, seus milagres e poderosos atos redentores? Penso que a resposta é a seguinte: embora Deus faça acontecer todas as coisas, há alguns acontecimentos nos quais ele (1) faz coisas de interesse especial para os seres humanos, (2) se revela de maneiras extraordinárias, e/ou (3) age de tal maneira a contrastar vividamente o seu poder com o poder dos agentes finitos. Às vezes, ele também, (4) executa ações especiais que portam o seu selo, que promovem os seus propósitos na História sem ambiguidade. Assim, Gamaliel diz em Atos 5.39 que “se [a pregação sobre Cristo] é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus”.
Todas as coisas são de Deus mas, muito frequentemente, deixamos de reconhecer a sua soberania universal, e ele realiza atos extraordinários para ganhar a nossa ate…

Augustus Nicodemus – 10 evidências de que a poligamia não é o padrão divino

Imagem
1. Sem dúvida alguma, o padrão divino para o casamento sempre foi a monogamia heterossexual, isto é, um homem e uma mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne” (Gn 2.18-25).
2. O desvio deste padrão ocorreu somente depois da queda de Adão e Eva (Gn 3), começando com Lameque, o assassino vingativo, filho de Caim (Gn 4). Depois dele, a poligamia foi praticada por diversos motivos. Entre os exemplos de poligamia no Antigo Testamento, encontramos alguns que eram políticos, ou seja, para selar tratados internacionais, como Salomão que se casou com a filha de Faraó (1Rs 3.1) e Acabe que casou com Jezabel, filha do rei dos sidônios (1Rs 16.31), além das mulheres que já tinham. Há outros casos em que o desejo de ter filhos e preservar a descendência parece ter motivado a aquisição de mais uma esposa ou concubina, no caso da esteri…