segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Josh Mcdowell - Os critérios para um livro ser incluído no cânon

Houve possivelmente cinco princípios para determinar se um livro do Novo Testamento era, ou não, canônico, um escrito sagrado. Geisler e Nix registram as cinco diretrizes:

Esse livro é autorizado – proveniente das mãos de Deus? (Esse livro chegou com o divino: “Assim disse o Senhor”?)
É profético – foi escrito por um homem de Deus?
É autêntico? [Os pais da Igreja tinham a orientação: “Em dúvida, jogue fora”. Isso aumentava a “validade do seu discernimento dos livros canônicos”.]
É dinâmico – veio com o poder transformador de Deus?
Foi recebido, colecionado, lido e usado – é aceito pelo povo de Deus?

Pedro reconheceu o trabalho de Paulo como sendo Escritura, em paralelo às Escrituras do Antigo Testamento (2 Pe 3.16).

Fonte: “Respostas convincentes” da Editora Hagnos

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Anthony Hoekema - Santificação, obra conjunta ou somente de Deus?


...“pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar”. Deus realiza em nós o processo inteiro de santificação – tanto a vontade de que ela ocorra quanto a sua realização. Quanto mais intensamente trabalhamos pela santificação, mais certeza temos de que Deus está trabalhando em nós.
Como, então, definir a relação entre a obra de Deus e a nossa tarefa? Deveríamos dizer, como o fazem alguns, que a santificaçãoo é uma obra de Deus em que os crentes cooperam? Todavia, essa forma de apresentar a doutrina implica erroneamente que cada um, Deus e nós, realiza uma parte da obra da santificação. De acordo com John Murray,
A obra de Deus em nós não se interrompe porque também atuamos, nem nossa tarefa se interrompe porque Deus atua. Tampouco se trata de uma relação estritamente de cooperaçãoo, como se Deus fizesse a sua parte e nós, a nossa [...] Deus opera em nós e nós também operamos. Mas a relação é: porque Deus trabalha, nós trabalhamos.
Resumindo, podemos dizer que santificaçãoo é uma obra sobrenatural de Deus na qual o crente é ativo. Quanto mais ativos formos na santificação, mais certos podemos estar de que a força poderosa que nos capacita a ser ativos é o poder de Deus.

Fonte: Trecho de “5 perspectivas sobre a santificação” da Editora Vida

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Douglas J. Wilson - Razão humana subordinada à Palavra

Se quisermos falar biblicamente, devemos afirmar que o primeiro trabalho da razão é compreender o que o texto está dizendo. Suponha que alguém rejeite o ensino bíblico sobre a onisciência de Deus, mas não por razões gramaticais ou exegéticas. Suponha que essa pessoa rejeite o ensino sobre a onisciência de Deus, porque ele contradiz algo que sua “razão” insiste em afirmar. Nesse caso, quem é o Senhor? A razão ou Cristo? E quem é o servo? A razão ou Cristo? E, colocando a questão contra a parede, se essa pessoa não tem Cristo, por quanto tempo ela terá razão?
Voltando à Escritura, nós somos confrontados com a questão de por que algumas pessoas recusam o evangelho. Por que algumas pessoas perecem? A Bíblia afirma tanto a responsabilidade quanto a reprovação de certos tipos de pecadores em um só fôlego.

São estes os que tropeçam na Palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos (1Pe 2.8).

Esses pecadores tropeçam (repito que não importa, para nossa discussão, por que eles foram postos para tropeçar), e seu tropeço é definido como desobediência à Palavra – ao evangelho. A Bíblia diz (repito, se as palavras tem significado) que certas pessoas foram postas para desobedecer a Palavra. Qual é o papel da razão aqui? A razão deveria permanecer quieta em seu lugar, tomando notas? Ou deveria levantar-se de seu lugar e colocar-se contra a Palavra de Deus? Qual é a atitude razoável que ela deve tomar? A razão só é razoável quando se submete totalmente à vontade revelada de Deus.


Fonte: “Eu não sei mais em quem tenho crido” da Editora Cultura Cristã

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

B. B. Warfield - A revelação subentendida da Trindade no Antigo Testamento

O Antigo Testamento se assemelha a um salão ricamente mobiliado, mas parcamente iluminado; a introdução de luz nada lhe realça que nele não existisse antes; mas nos faz ver mais, põe em relevo com maior nitidez muito do que mal se via anteriormente, ou mesmo não houvesse sido percebido. O mistério da Trindade não é revelado no Antigo Testamento; mas o mistério da Trindade está subentendido na revelação do Antigo Testamento, e aqui e acolá é quase possível vê-lo. Assim, a revelação de Deus no Antigo Testamento não é corrigida pela revelação mais plena que se lhe segue, mas é, simplesmente, aperfeiçoada, prolongada e ampliada.

Fonte: citação de B. B. Warfield em “O Espírito Santo” de Sinclair B Ferguson - Editora Os Puritanos.