quarta-feira, 27 de abril de 2016

João Calvino - Mt 19:13-14, um paralelo ao batismo

Se é próprio trazerem-se as crianças a Cristo, por que não também serem recebidas ao batismo, símbolo de nossa própria comunhão e associação com Cristo? Se delas é o reino dos céus, por que se lhes negará o sinal pelo qual como que se lhes abre o acesso à igreja, de sorte que, nela adotadas, sejam arroladas por herdeiras do Reino Celeste? Quão iníquos haveremos de ser, se enxotemos aquelas a quem Cristo convida a si, se espoliemos aquelas a quem exorta de seus dons, se excetuamos aquelas a quem ele próprio recebe graciosamente? Ora, pois, se queremos deslindar quanto ao batismo esteja longe o que Cristo fez ali, em quanto maior apreço, entretanto, teremos o batismo, pelo qual se nos atesta que as crianças estão incluídas no pacto de Deus, que a ação de recebê-las, o abraço, a imposição de mãos, a oração, com que o próprio Cristo presente declara não só serem suas crianças, mas também serem elas por ele santificadas?

Fonte: “As Institutas” da Editora Cultura Cristã